Corinthians

O Operário recebeu o Corinthians-PR neste domingo (29), às16 horas, no Estádio Germano Krüger, pela última rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense 2012. A partida marcou o fim da agenda oficial dos dois times. Os pouco mais de mil torcedores do Fantasma já começam a sentir saudades do time. Pois a partida de hoje, jogo oficial do Operário só em 2013. O Corinthians na próxima partida oficial voltará a ser chamado de J Malucelli. Pois a parceria com o Corinthians paulista não será renovada.

Princípio de jogo agitado
O jogo começou bastante agitado. O Corinthians não se intimidou por jogar fora de casa e começou jogando de igual para igual com o Operário. Porém o Operário estava mais organizado em campo. E aos 11 minutos Ceará acertou belo passe para Marcelinho. O atacante driblou Colombo e abriu o placar.

Os donos da casa jogavam melhor e o Corinthians-PR parecia meio perdido em campo. Aos trinta minutos o Corinthians-PR se refez em campo e começou a levar perigo para a meta de Felipe. Bruno Batata e Erick passaram a receber mais a bola no campo de ataque e Anderson Rosa passou a armar com mais esmero as jogadas de ataque.

Enquanto o Operário teve em Ceará o jogador mais agudo. As jogadas mais perigosas do Fantasma saiam de seus pés. Com a vantagem no placar o Operário recuou e trouxe o Corinthians para o seu campo de defesa.

Ao fim do primeiro tempo o Corinthians ensaiava uma pressão, mas sem muito resultado. Por outro lado George e Ceará tratavam de fazer as jogadas ofensivas do Fantasma. Aos 35 minutos George arriscou um chute e acabou carimbando a trave do goleiro Colombo.

Aos 37 do primeiro tempo, Bruno Batata partiu para cima da defesa do Operário. Ceará que ajudava na defesa, e foi derrubado e o árbitro, Luiz Alves de Abreu, não titubeou. O mesmo Bruno Batata bateu e empatou o jogo.

O gol de empate colocou fogo no jogo. O Operário partiu com tudo para cima do Corinthians. A pressão deu resultado. Em cobrança de escanteio, Maicon encontrou Willian que cabeceou e fez o segundo do Fantasma.

Quando o jogo dava pinta que o primeiro tempo terminaria com vantagem para o Operário, o Corinthians-PR aprontou mais uma. Andrezinho cobrou falta com perfeição e empatou a partida novamente.

Fim da linha em 2012
As equipes voltaram com a mesma vontade demonstrada no final do primeiro tempo. O Operário apertava o Corinthians-PR na defesa, mas sem conseguir o gol. O Corinthians arriscou pouco. Osmar, que entrou no lugar do artilheiro Baiano perdeu uma boa oportunidade em passe de Ceará.

Nem Operário e nem Corinthians conseguiram conquistar a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro. E esta foi a despedida das equipes dos jogos oficiais de 2012. O Operário voltará a atuar oficialmente, só em 2013. Já o Corinthians não volta mais. Pelo menos não com este nome. Já nesta segunda-feira o clube volta a se chamar J Malucelli.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO x CORINTHIANS-PR

Operário: Felipe; Correia, Neguete, Henrique, George; Willian, Zé Leandro, Ceará, Maicon; Marcelinho e Baiano (Osmar).
Técnico: Lio Evaristo

Corinthians-PR: Colombo; Willian, Gustavo, Muriel, Nelsinho; Flávio, Anderson Rosa, Andrezinho; Samuel (Mineiro), Bruno Batata e Erick.
Técnico: Leandro Niehues

Local: Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.
Data/Hora: 29/04/2012, às 16 horas
Árbitro: Luiz Alves de Abreu
Assistentes: Cácio Júnior Quadrelli e Ericsander Agostini Duarte

Público/Renda: 971 pagantes 1059 total  R$ 13.370,00
Cartões Amarelos: Colombo, Bruno Batata e Gustavo pelo Corinthians-PR
Gols: Marcelinho, aos 11 do 1° tempo, Willian, aos 45 do 1° tempo pelo Operário. Bruno Batata, de pênalti, aos 38 do 1° tempo e Andrezinho aos 47 do 1° tempo.

Um início desconfiante. Sistema defensivo confuso, erros de passe e posicionamento e o medo da proximidade da zona do rebaixamento cada vez mais real.

O ano do centenário começava como o torcedor do Operário não queria. Após duas campanhas de sucesso nos certames anteriores, com classificações para a Copa do Brasil e Brasileirão, em 2012 os objetivos pareciam distantes.

No entanto, o time acordou após as chegadas do técnico Lio Evaristo e de reforços experientes, como Neguete, Paulo Foiani e William. Aliás, despertou, também, depois das goleadas para Atlético-PR (5×0) e Juventude (4×0).

Um segundo turno sem espelhos com o primeiro. Luta pelo título e possível Série D. As metas não foram atingidas, porém a torcida voltou a ver novamente o Operário que estava acostumada. Ao fim do empate em casa com o Coritiba, em um dos melhores jogos do Estadual, aplausos aos jogadores alvinegros.

Contudo, a sintonia atingida pelo grupo se desfaz hoje com o último jogo do Paranaense. “Fica aquela ponta de frustração. De não chegarmos mais longe e desse grupo terminar. Agora cada um vai para um lado”, aponta o meia William.

Para o jogo de hoje diante do Corinthians-PR, o Operário não terá o goleiro Silvio, machucado, o zagueiro Renato Saldanha e o volante Patrick, suspensos, e também o técnico Lio Evaristo, condenado pela Justiça Desportiva a um jogo de suspensão.

A última partida oficial do Operário em 2013 acontece, justamente, dois dias antes do clube completar 100 anos de fundação. A festa do centenário atinge o auge nesta segunda e terça-feira com shows, foguetório, carreata e o clássico Operário e Guarani, o Ope-Guá, de masters.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO X CORINTHIANS-PR

Operário: Filipe; Correia, Neguete, Henrique e George; Zé Leandro, William, Ceará e Maicon Veiga; Marcelinho e Baiano
Técnico: Lio Evaristo

Corinthians-PR: Colombo; Flávio, Seffrin, Alex Fraga; Willian Leandro, Welligton, Safira, Andrezinho e Digão; Marcelo e Bruno Batata
Técnico: Leandro Nieheus

Local: Estádio Germano Kruger
Data/horário: 29/04/12, às 16h
Árbitro: Luiz Alberto Alves de Abreu
Assistentes: Cacio Junior Quadrelli e Ericsander Agostini Duarte

Por Emmanuel Fornazari (Redação em Campo – 29/04/2012).

Operário enfrenta o Corinthians-PR hoje no Germano Krüger e encerra sua participação no Paranaense; sem calendário, equipe só volta para o Estadual do ano que vem

Quem quiser ver o Operário em ação em um jogo oficial neste ano, tem a última oportunidade hoje, a partir das 15h50. O alvinegro enfrenta o Corinthians-PR no Germano Krüger, pela última rodada do Campeonato Paranaense.

Depois da partida de hoje, não haverá mais futebol profissional em Vila Oficinas até o Estadual do ano que vem. Sem uma das duas vagas na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano concedida aos dois melhores do interior do estado, o Operário não tem calendário para o segundo semestre, e sem alternativas, fecha as portas do futebol profissional neste ano, retomando as atividades em meados de outubro/novembro com a montagem do elenco para o ano que vem.

O clima de despedida foi evidente ao longo de toda a semana, e no último treinado por Lio Evaristo, na tarde de sexta-feira, ficou ainda mais claro com o treinador concedendo uma longa entrevista coletiva, e com a maioria dos jogadores fazendo um balanço da distinta campanha de 2012.

Lio, por sinal, não estará à frente do último jogo do Operário no Estadual. “Mas não é porque fui embora não”, avisou, com o bom humor, uma das marcas imprimiu desde a sua chegada ao clube ponta-grossense. O técnico cumpre suspensão pela expulsão ocorrida no jogo contra o Londrina.

Lio Evaristo, ainda falou que ainda não definiu seu futuro no Operário, afirma que gostaria de ficar e acredita em uma proposta da direção alvinegra, mas prefere deixar o tema para ser debatido após a partida de hoje. Por hora, prefere ressaltar os feitos de sua passagem pelo Operário, onde, acredita, ter deixado a sua marca. “Até o Roma tinha treinado, e fomos para o jogo do Toledo pressionados, mas dali para frente o time pegou forma e houve uma evolução no coletivo muito grande. Costumo dizer que o espelho desse time é o Saldanha. Antes ele era um jogador desacreditado e hoje está animado, voltou a ter um bom futebol”, comenta Lio.

Sobre aquilo que considera ter sido o diferencial no Operário que passou a ter a sua cara, o treinador acredita que foi a confiança depositada. “A confiança que depositaram foi passando para mim, depois para os jogadores, e o grupo deu a volta por cima. E minha mulher também foi fundamental. Tive que ter força para continuar, e ela me cobrou, disse que todos estavam acreditando, lógico que não era 100%, mas era um número alto que estava do meu lado, e isso foi dando tranquilidade”, disse.

Especificamente sobre a partida de hoje, Lio Evaristo foi sucinto. “É uma pena que é a despedida, mas está todo mundo motivado”.

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