Na noite chuvosa de hoje (9), o Germano Krüger, em Ponta Grossa, recebeu o jogo entre Operário e Paraná Clube pela 8ª rodada do returno do Paranaense 2011. Precisando vencer para sair da zona de rebaixamento do Estadual, o Paraná conseguiu um empate com o embalado Operário, que queria a vitória dentro de casa para garantir vaga na Série D deste ano.

Primeiro tempo chuvoso e sem muita movimentação
As duas equipes começaram tentando manter a posse de bola, porém o Operário jogava melhor. A chuva apertada durante o começo do jogo dificultava um pouco o jogo, deixando o gramado pesado e a bola mais rápida. Sem 6 titulares, o Paraná pecava nos passes errados e o Fantasma agradecia.

A primeira chance do jogo veio dos pés do atacante Mateus, do time da casa, que após roubada de bola, cortou para o meio e de fora da área bateu forte, obrigando Thiago Rodrigues a fazer importante defesa para o Tricolor da capital. O Paraná não assustava em nada o goleiro Ivan, a não ser com bolas alçadas na área, o que não causava muita dificuldade para a defesa do Fantasma afastar a bola.

Durante o primeiro tempo, o Operário chegou a assustar por mais três vezes. Na primeira delas, Cambará aparece de surpresa após cruzamento e bate por cima. Após isso, o Fantasma voltou a crescer e a melhor chance do primeiro tempo saiu dos pés do próprio Cambará, que fez linda jogada pela esquerda, invadiu a área e cruzou para Hevandro, sem marcação, tocar errado para trás. A bola ainda sobrou para Mateus com o gol limpo para abrir o placar, mas o camisa 11 bateu por cima.

Já no final do primeiro tempo, a zaga paranista falhou no corte e Mateus dominou, mas demorou para bater e foi travado no lance. O 0 a 0 permanecia no placar no final do primeiro tempo, porém o Operário era melhor.

Tricolor melhora e os dois times marcam gols
Sem mudanças em nenhum dos dois times, o Paraná melhorou na segunda etapa e não demorou para tirar o zero do placar.  Em belo contra-ataque do Tricolor, Douglas Packer recebeu, carregou pela direita, entrou na área e cortou o zagueiro, batendo no canto do goleiro Ivan, abrindo o placar no Germano Krüger com 4 minutos do segundo tempo.

O gol fez a equipe do Operário acordar e voltar a jogar como estava no primeiro tempo. Ceará teve a primeira chance de empatar. O camisa 10 do Fantasma gingou na frente do defensor paranista e bateu, a bola desviada foi na rede pelo lado de fora. Mas a alegria paranista não durou muito tempo. Aos 12 minutos, Serginho Catarinense bateu falta pelo lado direito do campo e Mateus apareceu para escorar de cabeça e empatar o jogo.

Com o placar empatado, os dois times começaram a cair de produção. O Paraná tocava melhor a bola, mas quem criava as chances reais de gol era o Operário. Hevandro teve duas chances de ouro. Na primeira, Ceará cruzou pela esquerda e o camisa 9 deu de cabeça na trave direita de Thiago Rodrigues que só ficou olhando. Na segunda chance, o mesmo Ceará fez boa jogada pela direita e cruzou para Hevandro, sozinho, chutar para cima e acabar com todas as chances de virada do Fantasma.

O placar foi merecido pelo que as duas equipes jogaram. O próximo confronto do Operário é contra o Cianorte, novamente em casa. E também em casa, o Paraná enfrenta o Iraty no próximo domingo (17), em busca da vitória para tentar sair da zona de rebaixamento.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO 1 X 1 PARANÁ

Operário: Ivan; Lisa, André Santos, Alisson e Gilson (Zé Leandro); Serginho Catarinense, Serginho Paulista, Cambará (Robert) e Ceará; Mateus (Osmar) e Hevandro.
Técnico: Amilton Oliveira.

Paraná: Thiago Rodrigues; Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Lima; Javier Mendez, Taianan (Borges), Douglas Packer (Luizinho) e Vinícius (Marquinhos); Léo e Renato.
Técnico: Ricardo Pinto.

Local: Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.
Data/Horário: 09/04/2011, às 18h30.
Árbitro: Héber Roberto Lopes.
Assistentes: Bruno Boschilia e Guilherme Roggenbaum.

Público/Renda: pagante: 4.171 / total: 4.721 / renda: R$ 68.760,00
Cartões Amarelos: Taianan, do Paraná.
Gols: Douglas Packer, pelo Paraná, aos 4 e Mateus, pelo Operário, aos 12 do segundo tempo.

Por Felipe Dalke (Redação em Campo – 9/4/2011).

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