Jogo contra o Cerro Porteño do Paraguai ficou confirmado para domingo a tarde no CT do Caju, do Atlético Paranaense

A alegria do torcedor do Operário em ver um amistoso internacional em Ponta Grossa durou pouco. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) vetou o Estádio Germano Krüger e a partida contra o Cerro Porteño, um dos representantes do Paraguai na Libertadores da América em 2011, terá de ser ‘transformada’ em jogo treino, sem a presença de público e ainda longe da cidade. A diretoria do clube alvinegro confirmou que o desafio será realizado no domingo às 17 horas, no CT do Caju, o centro de treinamento do Atlético Paranaense, em Curitiba. De momento, nem a presença da imprensa no ‘evento’ está garantida, mas estava sendo negociada a liberação junto à diretoria do clube da capital.

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De acordo com o presidente da comissão de vistorias da FPF, o engenheiro Reginaldo Cordeiro, o estádio está vetado para o amistoso de domingo por conta do atraso na entrega do laudo de engenharia – realizado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) – e pelas exigências feitas no documento que apontam a necessidade de realização de algumas obras e serviços imediatos. “Recebi a cópia do laudo por email na tarde de hoje [ontem] sem a assinatura do engenheiro responsável, sem o pagamento da ART (anotação de responsabilidade técnica) e com problemas que já impediriam a liberação do estádio”, diz.

Cordeiro ressalta que os principais pontos citados no documento que impedem a realização de jogos no Estádio Germano Krüger são a correção de um guarda corpo (barra de ferro) na parte das cadeiras, ajuste na chapa de ferro no portão de acesso dos visitantes na Padre Nóbrega, uma telha solta na área superior, descolamento em uma viga de alvenaria que dá suporte ao alambrado e sem extintores. “No laudo o engenheiro [Célio Augusto Stadler] confirma que são itens que precisam de correção imediata e por isso a alternativa é fazer com estádio fechado e sem torcida. No caso de centros de treinamento também não há a liberação e ainda o Estádio do Iraty precisa da liberação por conta do não recebimento de laudos”, explica.

O gestor de futebol do Operário, Dorli Michels, lamentou o fato, mas reforçou que “não há culpados para a história”. “O laudo foi entregue e temos cinco pontos principais para ajustar. Lamentamos o ocorrido, mas não têm culpados. Os serviços serão realizados até segunda ou terça em nada ameaça o jogo contra o Coritiba. A vistoria liberou inicialmente e daí o laudo do engenheiro aponta a necessidade de ajustes, provando de certa forma o rigor no processo e que não existe formas de se burlar a fiscalização. Ficamos sabendo em cima da hora, mas se é ruim por esse lado de não podermos apresentar o time para a torcida, fica o lado positivo para o trabalho em campo do treinador, que vai poder fazer um bom teste neste domingo”, analisa.

E mesmo com um verdadeiro ‘furacão’ durante a tarde no Estádio Germano Krüger, o treinador Amilton Oliveira reforçou que o trabalho precisava ser feito, independente de onde o confronto aconteceria. “O ideal é que o jogo acontecesse aqui para se ambientar com o gramado, de contar com a torcida, mas eu preciso ir para o jogo para testar os jogadores. Ainda tenho algumas dúvidas e precisamos fazer os ajustes”, diz o comandante Fantasma.

Em campo, a primeira parte do coletivo teve praticamente o mesmo elenco que iniciou o jogo treino com o Iraty. O Operário começou com Ivan; Lisa; Vinicius e André; Gilson; Zé Leandro, Cambará, Serginho Paulista, Edson Grillo e Rilber (novidade por conta da ausência de Palhinha, que ainda precisa resolver questões contratuais para definir a sua permanência no clube) e Hevandro no ataque. Na etapa final, a principal mudança foi a saída de Rilber para a entrada de Matheus.

Por Alexandre Costa (JMNews – 8/1/2011).

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