Assim que Emerson Bala acertou a quinta cobrança de pênaltis do Cianorte na Final do Interior, no último domingo, o segundo semestre do Operário começou dar seus primeiros passos.

Após lamentarem a derrota nos pênaltis para o Cianorte, alguns dos jogadores do alvinegro já começaram a traçar seus passos após o fim definitivo da temporada estadual. Lisa – autor do gol da vitória que levou a decisão para as penalidades máximas – confirmou que não continua em Vila Oficinas, seguindo para o Paraná Clube. O lateral-direito deve chegar à Vila Capanema com o status de melhor jogador de sua posição no Paranaense deste ano e muito provavelmente herdando a titularidade deixada por Paulo Henrique, que acertou sua transferência para o Palmeiras. O mesmo caminho de Lisa deve percorrer Cambará, que também irá disputar a Série B nacional.

SAÍDA Autor do gol que levou decisão para os pênaltis, Lisa deixa Operário para ir ao Paraná

SAÍDA Autor do gol que levou decisão para os pênaltis, Lisa deixa Operário para ir ao Paraná

Outros que devem sair é Mateus e Ceará. Ambos têm vínculos com o Iraty, e com a parceria de Sérgio Malucelli no norte do estado, é bem provável que ambos vistam a camisa do ‘Tubarão’ no segundo semestre. Vinícius deve ir para o Grêmio Metropolitano de Maringá, em outro caso de ‘repasse’ para a Divisão de Acesso Paranaense. Gilson é outro que também deve ir para a Segundona estadual.

Quem também é dado como praticamente fora do clube é Ivan. O goleiro, que desperdiçou a quinta cobrança do Operário no domingo, acenou com a saída do clube (fato que já havia anunciado há cerca de duas semanas, através de seu Twitter). O camisa 1, outro que se destacou na campanha alvinegra, alegou que não recebeu proposta de renovação, enquanto já teria sido procurado por outros clubes. “Pra ser sincero até hoje ninguém do Operário me procurou, perguntando se eu gostaria de permanecer ou de sair, e desde o começo do campeonato graças a deus tem aparecido bastante coisa. Mas ainda não tem nada concreto, acho que essa semana deve resolver alguma coisa”, declarou na entrevista coletiva, minutos após sua cobrança ter parado nas mãos de Marcelo. “E para deixar bem claro que não é o Ivan que quer sair, é o Operário que não fez oferta nenhuma. Não quero sair, desde que se faça uma proposta que seja viável pra mim e pro clube eu vou pensar”, completou. O camisa 1 ainda ressaltou seu bom aproveitamento ao longo da semana nos treinamentos de pênaltis, mas lamentou ter sido o único cobrador a errar no domingo. “Um dos melhores aproveitamento (nos treinos na semana) foi o meu, e infelizmente não deu. Bati como sempre bati, mas o pé de apoio escorregou um pouco. Ninguém queria mais esse título que os jogadores, mas a vida segue, o importante foi a 3ª colocação no Paranaense, a gente fica feliz por tudo que foi conquistado”.

Homenageado, Amilton improvisa em 5º triunfo
Se não deu para ficar com a taça de ‘Campeão do Interior’, Amilton Oliveira ao menos teve o consolo de ver o reconhecimento pela torcida alvinegra. Antes do confronto diante o Cianorte o treinador recebeu uma homenagem das mãos do presidente Carlos Roberto Iurk, uma placa cumprimentando-o pela campanha inédita nas duas últimas décadas no Operário. Aplaudido, o treinador ainda teve seu nome gritado pela torcida, reação bem distinta de alguns momentos no Paranaense, quando, inclusive, chegou a ser ofendido por parte de torcedores.

Ao longo da partida, Amilton teve improvisar, colocando Cambará no lugar de André, que deixou o gramado sentido dores (Zé Leandro passou a exercer a função de zagueiro). O treinador ainda promoveu o retorno de Dhiego Martins – um dos cobradores dos pênaltis – que voltou após um longo período de contusão.

Por Jefferson Augusto (Diário dos Campos – 17/5/2011).

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