Se por um lado a vitória por 2 a 1 sobre o Paraná Clube serviu para recuperar o Operário de um revés em casa, o terceiro triunfo como visitante rendeu ao time ponta-grossense problemas para a ‘segunda perna’ da sequência de jogo fora de casa.

Os sete cartões amarelos e um vermelho, além de muitas reclamações com a arbitragem, também renderam problemas para Amilton Oliveira para escalar os titulares para domingo, quando vai até Cianorte encarar um das sensações do Campeonato Paranaense.

Lisa, suspenso pelo vermelho, será ausência certa, assim como Cambará, que recebeu o terceiro amarelo. Para piorar, Arilson, contratado como lateral-direito – mas que desempenhou outras funções quando entrou ao longo das partidas no Estadual – e virtual substituto de Lisa pediu dispensa do clube na véspera da partida com o Paraná. “A gente vai ter dificuldade para armar a equipe no jogo contra o Cianorte, que vai ser dificílimo. Vamos ter a volta do Zé Leandro, mas provavelmente vamos ter que improvisar”, adiantou o treinador. As dificuldades de Oliveira ainda podem aumentar caso Gilson, substituído sentindo dores, não tenha condição. A ala esquerda é o outro setor do elenco alvinegro no qual não há opção de reserva, Rodolfo, jogador desta posição e que vem treinando com o grupo, até o momento não tem vínculo via BID com o Operário.

Foto: DÚVIDA Gilson foi substituido na vitória de quarta  e também é dúvida para domingo

DÚVIDA Gilson foi substituido na vitória de quarta e também é dúvida para domingo

A vitória na noite de quarta-feira confirmou o bom retrospecto do Operário como visitante no Paranaense deste ano. O clube ponta-grossense segue invicto jogando fora de casa, tendo somado dez pontos dos doze disputados longe do Germano Krüger. “A gente lamenta porque nosso objetivo é conseguir as vitórias diante do nosso torcedor e infelizmente isso não vem acontecendo. Mas a nossa campanha fora também nos credencia, e as pessoas tem que respeitar”, cobrou o técnico. “Faltou um pouco de tranquilidade (nos jogo no Germano Krüger), a torcida incentiva e lógico que quando não dá certo cobra. A gente tem que reavaliar o plano de jogo. Se tivéssemos pelo menos somado pontos em casa estaríamos brigando com os líderes. Mas acredito que ainda matematicamente temos chances e a gente vai procura as soluções dentro do grupo”, complementou.

Sexta derrota derruba Cavalo
Bastante hostilizado pela torcida ainda no intervalo de jogo, Roberto Cavalo não sobreviveu à má fase em que o Paraná Clube está afundado. A derrota – a sexta em oito jogos disputados – em casa foi o ponto final da trajetória do treinador na Vila Capanema.

Uma reunião na tarde de ontem definiu a saída do treinador, e com isso, Cavalo foi o quarto treinador a cair neste Campeonato Paranaense. Antes dele, José Guedes, no Cascavel, Saulo de Freitas, no Rio Branco, e Sérgio Soares, no Atlético-PR, perderam seus postos após maus resultados.

Com um comboio de atletas semi-desconhecidos, alguns indicados pelo próprio Cavalo, o elenco paranista não engrenou, e se afundou numa crise sem fim. A diretoria tricolor, que antes já havia pedido a saída de Cavalo mas teve o pedido negado pelo presidente Aquilino Romani, não informou o novo treinador. Ontem, Ageu, ex-jogador do clube, comandou o treino.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 11/2/2011).

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