Tanto diretoria como comissão técnica reforçam o discurso de que a pré-temporada do Operário encerra sem um elenco ainda fechado. Reforços devem chegar à Vila Oficinas no começo do ano, aí sim já dando contornos finais ao grupo.

O atual elenco do Operário mescla jogadores que estavam no clube na Série D do Campeonato Brasileiro este ano, com alguns reforços vindos de outros estados. Entre os remanescentes da campanha que levou o alvinegro até às quartas de finais da quarta divisão estão jogadores como Ivan, Edson Grilo, Gilson e Rilber.

Foto: DÍVIDA Remanescente de elenco da Série D, Rilber admite dívida com o Operário e promete boas atuações no Paranaense

DÍVIDA Remanescente de elenco da Série D, Rilber admite dívida com o Operário e promete boas atuações no Paranaense

O caso do meia é singular. Contratado junto ao Paranavaí, após boas apresentações no Campeonato Paranaense, Rilber não consegui engrenar no Operário. Enfrentando constantes lesões, o jogador pouco atuou na Série D, mas foi mantido para o Estadual do ano que, sob ‘dívida’ assumida pelo próprio meia.

“A gente está contente por ter ficado aqui. Tenho um respaldo pelo bom Estadual que fiz e fui muito bem acolhido aqui. Sei que tenho uma dívida com o clube e com a torcida, mas posso garantir que não vai faltar vontade e vou render como antes”, promete.

Já os reforços vieram de estados como Mato Grosso, caso do zagueiro Valtinho, Minas Gerais, do meia Diego Palinha, e Rio de Janeiro, do zagueiro Tinoco. Com passagem por Fluminense, Duque de Caxias, Brasiliense e Olaria, o defensor renega o rótulo de ‘xerifão’, embora admite que costume exercer uma certa liderança nas equipes onde passou. “Não acho que ‘xerifão’ é uma palavra certa para definir meu estilo, mas de fato, costumo exercer um papel de liderança nas equipes que atuei. Sei que a responsabilidade aqui é grande, até porque zagueiro e goleiro são posições muito exigidas, onde um erro é fatal”, analisa.

A adaptação ao estilo de Amilton Oliveira não foi problema para nenhum dos dois jogadores, asseguram. Tinoco, por já ter trabalhado com o treinador no Rio de Janeiro, e Rilber pela pré-temporada em Reserva. “O Amilton é uma pessoa de caráter, um ótimo profissional, e durante esse tempo aqui em Reserva já deu para a gente se adaptar ao estilo dele”, garante Rilber.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Camspo – 20/12/2010).

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