Em 15 jogos Operário tomou 18 gols, cinco deles com falhas de seus arqueiros; equipe tem novo preparador de goleiros

O empate com gosto de derrota com o Cascavel, válido pela primeira rodada do octogonal mas encerrado somente na última quarta-feira, consolidou um problema no Operário que vinha sendo exposto ainda primeira fase do Campeonato Paranaense.

Diante o Cascavel, mais uma vez a equipe alvinegra viu um goleiro seu falhar. Durante toda a competição, o time ponta-grossense sofreu 18 gols em 15 jogos e teve, pelo menos, cinco falhas cometidas por um de seus arqueiros. Na primeira fase, Danilo – até então titular absoluto e um dos ídolos da equipe por conta de seu desempenho na Divisão de Acesso do ano passado – foi relegado ao banco de reservas após alguns erros e muitas críticas por parte da torcida. Seu calvário iniciou na primeira partida do Operário no Germano Krüger, na derrota por 3 a 2 para o Rio branco. Em um dos gols ele estava adiantado e acabou sendo encoberto. Na rodada seguinte, diante o Iraty, falhou mais uma vez, ao sair errado da área. Bastante criticado, foi “poupado” pelo então técnico Norberto Lemos para o confronto contra o Engenheiro Beltrão. Nesta partida o titular foi Osmar. Diante da pior equipe da competição, o veterano não teve trabalho, e não efetuou nenhuma defesa difícil. Diante o Paraná Clube, Danilo teria aquilo que poderia ser sua redenção no campeonato, ao defender um pênalti. Entretanto, no duelo seguinte, no Germano Krüger, falhou mais uma vez no gol de empate do Toledo. Dali em diante não foi sequer relacionado para os jogos contra Paranavaí e Corinthians. Em seguida, pediu dispensa do clube ponta-grossense.

O posto de Danilo foi assumido por Filipe, remanescente do elenco de 2008, quando se tornou titular de maneira bastante semelhante, após o número um na época, Dida, também falhar por diversas vezes. Filipe assumiu a meta titular do Operário, inclusive, com apoio da torcida, e na reta final da primeira fase sofreu dois gols em quatro jogos.

Entretanto, o tormento no gol do Operário voltou na última quarta-feira, com Filipe falhando no empate do Cascavel, após cobrança de falta, aos 40 minutos do segundo tempo. O erro custou a primeira vitória alvinegra no octogonal decisivo.

Após o empate em casa, o técnico Caçapa – que exerceu a função de preparador de goleiros quando chegou no Operário no ano passado – blindou Filipe, e a chegada de um novo preparador de goleiros, Carlão, do Toledo (equipe rebaixada, com 17 gols sofridos, mas que teve o goleiro Gottardi como um dos poucos destaques) foi anunciada. “Agora é conversar, dá moral para o jogador. Todo mundo falha, isso acontece”, sentenciou o treinador.

Hoje à tarde Caçapa realiza um coletivo, que irá definir os titulares para o jogo de domingo, diante o Corinthians-PR, no Germano Krüger.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 2/04/2010).

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