Equipe encerra hoje, contra o Paraná, sua participação no Campeonato Paranaense de maneira semelhante a que iniciou a competição, cercado de dúvidas e com críticas por parte da torcida

O Operário Ferroviário termina o Campeonato Paranaense da maneira que iniciou a competição. Jogando em Curitiba, cercado de dúvidas e afundado em crise e críticas por parte da torcida.

O time ponta-grossense encara o Paraná Clube hoje à tarde, na Vila Capanema, pela última rodada do Estadual. A partida, em tese, vale para o alvinegro uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano.

Em tese por dois motivos. O primeiro é a própria diretoria do clube de Vila Oficinas, que deu a entender que pode abrir mão da disputa da competição nacional devido aos seus altos custos. O segundo é porque a equipe ponta-grossense pode entrar em campo já sabendo se tem a vaga ou não: no fim da tarde de ontem ACP e Cascavel, dois concorrentes do alvinegro fariam seus últimos jogos, e em caso de derrota de ambos, a vaga já estaria assegurada.

A incerteza sobre o futuro do Operário é reforçada pelo time titular que o técnico Caçapa leva a campo na partida programada para iniciar às 15h50 de hoje. Desmantelado, o time que começa jogando diante o Paraná não conta com Baiano, Rafael Leandro, já ausentes de Ponta Grossa e sem vínculo com o clube, além de Dario suspenso. Sem muitas opções o técnico teve dificuldades até para compor um banco de reservas.

Some-se a isso o fato de boa parte dos jogadores já terem suas saídas do Operário praticamente asseguradas. A maioria dos titulares do alvinegro já tem acertos com outras equipes para o segundo semestre, e ainda que o clube venha assegura uma vaga no Brasileirão, a maior parte dos atletas que defenderam o clube no Estadual não deve atuar pelo alvinegro numa eventual Série D.

A saída dos jogadores, a possível desistência da disputa do Brasileiro, foram mais itens que se acrescentaram à lista de insatisfações de boa parte da torcida com o clube. Egresso de uma campanha vitoriosa no ano passado, o Operário adentrou na primeira divisão de maneira conturbada. A estreia, prevista para acontecer em casa, foi transferida para Curitiba porque o Germano Krüger – e o gramado, recém-trocado – não apresentava condições para receber uma partida oficial. Em seguida, vieram os maus resultados em casa, diante Rio Branco e Coritiba, suficientes para afastar boa parte da torcida de Vila Oficinas.

Os tropeços e a campanha irregular na primeira fase obrigaram a diretoria fazer dispensas de jogadores e técnico. Com o Caçapa, até então auxiliar, o alvinegro conseguiu uma arrancada na reta final, se livrou do rebaixamento, e de quebra cravou um quinto lugar na primeira fase.

De ânimos renovados, o Operário entrou no octogonal final pensando em um terceiro lugar, mas resultados ruins contra Cascavel e Corinthians-PR, também em casa, voltaram a trazer a crise para o lado de Vila Oficinas. Nem mesmo a vitória em casa, diante o Paranavaí, no último sábado, foi suficiente para trazer calma à equipe ponta-grossense.

As declarações de Franco Menezes, revelando insatisfação com o pequeno público, foi suficiente para eclodir a última crise no time de Ponta Grossa.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 25/04/2010).

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