Operário e Serrano fazem hoje o quarto duelo da história, e ambas precisam da vitória para fugir do rebaixamento

O Operário Ferroviário tem mais de 90 anos de existência, o Serrano, não completou três anos após sua fundação. O confronto de hoje ente as duas equipe será apenas o quarto na história ainda recente. Entretanto, apesar de breve, a relação entre os dois times passou a ser de rivalidade, e o confronto passou a ter status de clássico.

Desde o primeiro duelo, travado na segunda rodada da Divisão de Acesso do ano passado, a relação entre Operário e Serrano passou a ser de rivalidade. O último encontro, no segundo turno da fase final da mesma Divisão de Acesso, tinha ambiente semelhante ao de hoje, que aconbtece às 15h50. O time ponta-grossense, em crise, recebia o rival em sua casa precisando vencer. A partida terminou em vitória do alvinegro, por 1 a 0 e muita reclamação por parte da equipe de Prudentópolis. O triunfo em Vila Oficinas selou o início de uma arrancada do Operário que culminou no acesso do time ponta-grossense.

Hoje, o cenário é um pouco diferente. Assim como em 2009, uma vitória do Operário é fundamental para a presença do clube alvinegro na primeira divisão. Se vencer, o time de Vila Oficinas se livra, matematicamente, do rebaixamento, e passa a sonhar com uma classificação para a segunda fase. Entretanto, para o Serrano, ao contrário do ano passado, quando veio a Ponta Grossa prestigiado por uma boa campanha na Divisão de Acesso, hoje o time de Prudentópolis ocupa a parte de baixo da tabela, e um revés significa o retorno para a segunda divisão.

E é sob este signo de ?clássico?, ?decisão?, que o Operário vai para sua última partida diante de seu torcedor. Ao todo, foram quatro jogos, apenas uma vitória e uma série de atuações que não convenceram o torcedor.

O técnico Pedro Caçapa admite a necessidade de vencer e convencer, mas crê que seus jogadores já assimilaram a pressão das arquibancadas. “Precisamos ganhar e convencer a torcida, e mostrar para nós mesmos que podemos jogar bem em casa. Mas acho que um pouco do peso já saiu, os jogadores estão mais soltos”, crê.

Estreante em Vila Oficinas, o atacante Rafael Leandro, que fez sua primeira partida na vitória contra o Corinthians Paranaense, onde marcou um gol, não teme a primeira partida no estádio ponta-grossense. Embora tenha reforçado o coro de ?decisão?, adotado por elenco e comissão técnica, o centroavante rechaçou qualquer nervosismo hoje à tarde. “Para mim vai ser uma final. Sei que a torcida cobra, é bastante exigente, mas é normal ter essa pressão. Tenho certeza que meus companheiros vão fazer a bola chegar até a frente e vamos saber o que fazer”, disparou.

O Operário tem ampla vantagem no retrospecto do clássico recente. São duas vitórias e um empate, sendo que dos três encontros ocorridos até agora, apenas um foi no Germano Krüger. Foram cinco gols marcados, dois deles por Baiano, titular hoje à tarde e companheiro de Rafael na frente.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 14/03/2010)

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