Redação em Campo

Tudo indefinido nas semifinais da Série D. Neste domingo (20), o Operário Ferroviário foi até Rio Branco (AC) para enfrentar o Atlético-AC. O Fantasma fez uma boa primeira etapa, mas tinha dificuldades em criar. No segundo tempo, o Galo tentou abrir o placar de todas as formas possíveis, mas não teve êxito. Placar zerado, e o mata-mata será decidido em Ponta Grossa.

A partida de volta da semifinal acontece na próxima segunda (28), no Estádio Germano Krüger. Uma vitória coloca o Operário na final da Série D. O placar zerado leva o confronto para os pênaltis. Qualquer outro placar favorece o Atlético-AC.

Fantasma mantém posse de bola, mas tem dificuldades em criar
A história do Operário na Série D do Campeonato Brasileiro é bastante parecida com a do título paranaense de 2015. Na ocasião, o Alvinegro passou a buscar o título apenas depois de ter garantido calendário para o restante da temporada. Não é diferente desta vez: com o acesso à Série C garantido, o Fantasma investe agora na busca pelo título da Série D.

A premissa se confirmou neste domingo (20) com o início da partida entre Atlético-AC e Operário. Mesmo jogando fora de casa, o Fantasma pressionou o adversário nos minutos iniciais, mostrando que a ideia era construir um bom resultado na partida de ida para então administrar a vantagem no Estádio Germano Krüger.

As principais investidas do Operário eram com Quirino. No entanto, a chuva que caiu em Rio Branco momentos antes da partida prejudicou o atacante do Fantasma, que escorregava quando tentava imprimir maior velocidade no lance.

Perto do fim da primeira etapa, o Atlético-AC teve duas boas chances com Polaco. No entanto, a zaga do Fantasma esteve bem postada durante os 45 minutos iniciais e conseguiu neutralizar as oportunidades. As duas equipes foram para o intervalo sem conseguir levar muito perigo às metas adversárias.

Fantasma em perigo: Atlético-AC pressiona, mas não encontra caminho do gol
O Operário não voltou bem para a segunda etapa. Logo aos três minutos, Diego perdeu chance incrível para a equipe da casa. Após cobrança de escanteio, o goleiro Simão deixou o gol livre para cortar o cruzamento e, na sobra, o zagueiro do Atlético-AC finalizou para fora.

O Fantasma não conseguia sair da defesa. Aos 11 minutos, Polaco driblou Índio e o volante do Alvinegro precisou fazer a falta para parar a jogada. Na cobrança, Eduardo colocou a bola no ângulo, e Simão precisou fazer grande defesa para evitar o gol. Cinco minutos depois, Rafael Barros escapou pela direita e chutou, mas a bola passou ao lado da meta do Operário.

Na metade do segundo tempo, a partida passou a ser bastante brigada no meio. O técnico Gerson Gusmão promoveu as três substituições tradicionais no Fantasma, colocando Robinho, Schumacher e Jean Carlo nos lugares de Lucas Batatinha, Athos e Washington. Porém, as substituições não tiveram o efeito esperado, e o Alvinegro continuava com dificuldades.

Perto do final da partida, o Atlético-AC se lançou ao ataque e pressionou o Operário. Aos 40 minutos, Polaco passou por Chicão e bateu cruzado, mas a bola cruzou a área do Fantasma e morreu na linha de fundo. Já nos acréscimos, o Operário tentou responder às investidas da equipe da casa, mas não obteve resultado. A decisão fica para o Estádio Germano Krüger, mas o Alvinegro tem problemas para a partida de volta: três atletas suspensos.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO (AC) 0 X 0 OPERÁRIO

Atlético (AC): Miller; Weverton, Juan, Diego e Jeferson (Matheus); Leandro, Tragodara (Oliver) e Luiz Henrique (Neto); Eduardo, Polaco e Rafael Barros.
Técnico: Álvaro Miguéis.

Operário: Simão; Danilo Baia, Sosa, Alisson e Peixoto; Chicão, Índio, Washington (Jean Carlo) e Athos (Robinho); Quirino e Lucas Batatinha (Schumacher).
Técnico: Gerson Gusmão.

Local: Estádio Florestão, em Rio Branco (AC).
Data/Horário: 20/08/2017, às 19h.
Árbitro: Christiano Gayo Nascimento (DF)
Assistentes: José Reinaldo Nascimento Junior (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)

Público/Renda: não divulgado.
Cartões Amarelos: Eduardo, Luiz Henrique e Leandro (Atlético-AC). Sosa, Alisson e Lucas Batatinha (Operário).

Por Bruno Stadler (Redação em Campo – 20/08/2017)

Após conquistar o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro na última segunda-feira (14), o Operário Ferroviário já pensa em feitos maiores. Caso supere os dois próximos adversários na Série D, o Fantasma conquistará o título da competição. Vale lembrar que o último título nacional conquistado por uma equipe paranaense foi o Brasileirão de 2001, vencido pelo Atlético-PR. O motivo para acreditar no Alvinegro é baseado no fator psicológico: o acesso trouxe tranquilidade ao time.

O Operário passou por uma longa caminhada até chegar às semifinais da Série D. Na primeira fase, avançou em primeiro lugar no grupo A15, que tinha Brusque (SC), XV de Piracicaba (SP) e São Paulo (RS). O destaque na fase de grupos ficou com as duas vitórias sobre a equipe paulista. Na segunda fase, o Fantasma venceu os dois jogos contra a Desportiva Ferroviária (ES). As oitavas de final tiveram tons dramáticos para o Alvinegro. Empate no placar agregado contra o Espírito Santo (ES) e vitória na disputa de pênaltis. A tão sonhada vaga na Série C veio após duas vitórias contra o Maranhão (MA).

A campanha fortaleceu o Fantasma. No Estádio Germano Krüger, o aproveitamento é perfeito. O desempenho fora de casa também tem sido importante. Na fase de mata-mata, foram duas vitórias que deram ao time uma vantagem confortável para o jogo da volta. Agora, o Operário espera repetir a dose e encaminhar o resultado no confronto agregado. “Temos que procurar neutralizar principalmente as ações ofensivas, o lado mais forte da equipe deles. E não podemos deixar de ser ofensivos. Precisamos fazer um primeiro jogo bom, buscar um resultado que seja interessante para nós”, avaliou o técnico Gerson Gusmão.

Para fazer uma boa partida de ida, o Operário conta ainda com o alívio assegurado pelo acesso. Segundo Gersinho, o time pode até buscar o jogo com mais naturalidade graças a isso. “O pessoal do sub-23 está jogando com essa pressão desde a Taça FPF do ano passado. É o primeiro jogo que não temos esta responsabilidade de garantir calendário. A partir de agora, acredito que a equipe vai jogar um pouco mais solta. De repente, as coisas até vão acontecer de uma forma mais natural”, concluiu.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO (AC) X OPERÁRIO

Atlético (AC): Miller; Weverton, Juan, Diego e Jeferson; Leandro, Tragodara e Luiz Henrique; Eduardo, Polaco e Rafael Barros.
Técnico: Álvaro Miguéis.

Operário: Simão; Danilo Baia, Sosa, Alisson e Peixoto; Chicão, Índio, Washington e Athos; Quirino e Lucas Batatinha.
Técnico: Gerson Gusmão.

Local: Estádio Florestão, em Rio Branco (AC).
Data/Horário: 20/08/2017, às 19h.
Árbitro: Christiano Gayo Nascimento (DF)
Assistentes: José Reinaldo Nascimento Junior (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)

Por Bruno Stadler (Redação em Campo)

A noite desta segunda-feira (14) ficará na memória e no coração dos moradores de Ponta Grossa. No Estádio Germano Krüger, o Operário Ferroviário venceu o Maranhão (MA) por 2 a 1 e conquistou uma vaga na Série C do Brasileiro depois de 24 anos.

Agora, o Alvinegro tentará buscar o título da Série D. O próximo compromisso do Operário será no próximo final de semana, ainda pelo nacional. No Estádio Florestão, em Rio Branco (AC), o Fantasma enfrenta o Atlético-AC pela partida de ida das semifinais da Série D.

Operário domina ações, mas placar não sai do zero na primeira etapa
A torcida do Fantasma fez sua parte. Recepcionou a equipe de uma maneira digna de emocionar até mesmo os torcedores adversários, e isso certamente inflamou os jogadores. Não faltou raça por parte do Operário nos minutos iniciais de jogo.

Apesar disso, a primeira chance foi do Maranhão. Aos 6 minutos, Lucas pegou sobra de escanteio e chutou, mas o goleiro Simão conseguiu fazer a defesa sem maiores problemas. Pelo lado do Fantasma, quem tomava a iniciativa era Lucas Batatinha. O atacante alvinegro teve três boas chances nos primeiros quinze minutos, mas a defesa do Maranhão estava atenta e conseguiu cortar.

O Operário cresceu depois da metade da primeira etapa. Aos 30 minutos, Washington pegou rebote na área e chutou, mas a bola raspou a trave e saiu para fora. No lance seguinte, boa triangulação no ataque Alvinegro, e a bola sobrou para Athos. O meia bateu forte, de fora da área, mas Rodrigo Ramos fez grande defesa e salvou o Maranhão.

O fim do primeiro tempo passou a ser violento. Aos 38’, Quirino fez falta e levou cartão amarelo. No ataque seguinte, foi a vez de Eloir parar a jogada e ser amarelado. Aos 40 minutos, Peixoto levou falta dura, mas o árbitro manteve os cartões no bolso. O Fantasma até teve boa chance com Athos aos 47’, mas a finalização que veio pela direita foi prontamente cortada por Ramon.

Substituições dão certo, Fantasma vence e garante vaga na Série C
O Operário voltou bem do intervalo. Nos dez primeiros minutos, o Fantasma tomou conta da partida e se manteve com maior posse de bola. Aos 8?, Washington fez bom lançamento para Quirino. O atacante dominou e bateu cruzado, mas Rodrigo Ramos fez a defesa em dois tempos.

A metade da segunda etapa passou a ser de maior estudo por parte de ambas as equipes. O técnico Ruy Scarpino precisou fazer duas alterações em sua equipe. No Operário, Athos deu lugar a Robinho. O meia do Fantasma renovou o ímpeto do meio-campo de sua equipe. Aos 24 minutos, veio o resultado. Lucas Batatinha recebeu passe em profundidade, na cara do gol, e finalizou forte para colocar o Alvinegro à frente do placar.

Aos 35 minutos, o Fantasma teve outra grande chance. Jean Carlo recebeu na esquerda, passou pela marcação e cruzou rasteiro. Schumacher, de letra, finalizou, mas Rodrigo Ramos fez grande defesa e evitou o gol. Um minuto depois, Emerson roubou bola de Peixoto e cruzou rasteiro. Marcelo teve apenas o trabalho de tirar de Simão para empatar.

O Operário queria presentar sua torcida com uma vitória e se lançou ao ataque. Logo na primeira boa chance, o Alvinegro desequilibrou. Jean Carlo recebeu a bola e tocou para Schumacher, que fez um bom trabalho de pivô. O atacante do Fantasma rolou novamente para o próprio Jean Carlo, que bateu no canto e deu novamente a vantagem à equipe da casa.

Após o gol, bastou ao Operário segurar o resultado e fazer a festa com a torcida após o apito final.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO 2 X 1 MARANHÃO (MA)

Operário: Simão; Danilo Baia, Sosa, Alisson e Peixoto; Chicão, Índio, Athos (Robinho) e Washington; Quirino (Schumacher) e Lucas Batatinha (Jean Carlo).
Técnico: Gerson Gusmão.

Maranhão (MA): Rodrigo Ramos; Michel, Ramon, Yuri e Lucas; Rômulo Ferreira (Marcelo), Sandro, Eloir e Adauto (Igor Marques); Naoh e Gileard (Emerson).
Técnico: Ruy Scarpino.

Local: Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR).
Data/Horário: 14/08/2017, às 21h
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)

Público/Renda: 8.627 pagantes | 8,817 total | R$ 212.265,00
Cartões Amarelos: Quirino e Lucas Batatinha (Operário). Eloir (Maranhão).
Gols: Lucas Batatinha, aos 24? e Jean Carlo, aos 40? do 2º tempo para o Operário. Marcelo, aos 36? do 2º tempo para o Maranhão.

Por Bruno Stadler (Redação em Campo – 14/08/2017)