Paranaense 2012

Clube espera garantir planejamento com os lucros de negociações de jovens valores; multas milionárias são esperança para que o alvinegro tenha lucro inédito

Os olhos do Operário crescem com a possibilidade de – pela primeira vez em muitos anos, talvez em sua história – lucrar com a venda de jogadores. O alvinegro se apega à possibilidade negociar pelo menos um de três jogadores considerados ‘joias’ e com vínculo com o clube até 2014.

O alvinegro estipulou em R$ 2 milhões – podendo chegar até R$ 5 milhões – as multas rescisórias dos jogadores (valores que podem ser considerados altos se comparados com outras negociações no país. A DIS, grupo de investidores, pagou R$ 5 milhões por 10% dos direitos do meia Paulo Henrique Ganso, por exemplo), o que podem garantir o planejamento do clube para as próximas temporadas.

As atuações do trio durante o Campeonato Paranaense deste ano fizeram com que o time de Vila Oficinas ‘colocasse na vitrine’ as revelações. Antes do encerramento do Estadual o clube já discutia abertamente a possibilidade de negociar os jogadores. Um agente representante do Saint Etienne, da França, inclusive, acompanhou os treinos e jogos do Operário, para observar Patrick e Maicon. O atacante de 20 anos ainda teve seu nome especulado em uma possível negociação com o Grêmio.

Apesar das multas, ainda que ‘negociáveis’ e podendo ser reduzidas, e nos lucros que podem gerar aos cofres do clube ponta-grossense, a direção do Operário já admite que os jogadores não sejam vendidos. A possibilidade de somente emprestar os jovens valores no segundo semestre já passa a ser considerada no clube. Ainda existe a possibilidade de uma negociação com um clube europeu também não é descartada, embora só venha a ocorrer mais posteriormente. “A janela (de transferências) para a Europa só abre daqui a dois meses, e daí é que devem começar a surgir algumas coisas”, almeja o diretor de futebol do Operário Maurício Barbosa.

Maicon revelou, antes da última rodada do Estadual, que ainda mantém contato com os empresários da Premier Soccer, grupo de investidores do Rio de Janeiro que administrava o futebol no Operário até o ano passado, mas assegurou que quem estava conduzindo as possíveis transferências eram os dirigentes do alvinegro.

Da Redação (Diário dos Campos – 6/05/2012).

O Operário recebeu o Corinthians-PR neste domingo (29), às16 horas, no Estádio Germano Krüger, pela última rodada do segundo turno do Campeonato Paranaense 2012. A partida marcou o fim da agenda oficial dos dois times. Os pouco mais de mil torcedores do Fantasma já começam a sentir saudades do time. Pois a partida de hoje, jogo oficial do Operário só em 2013. O Corinthians na próxima partida oficial voltará a ser chamado de J Malucelli. Pois a parceria com o Corinthians paulista não será renovada.

Princípio de jogo agitado
O jogo começou bastante agitado. O Corinthians não se intimidou por jogar fora de casa e começou jogando de igual para igual com o Operário. Porém o Operário estava mais organizado em campo. E aos 11 minutos Ceará acertou belo passe para Marcelinho. O atacante driblou Colombo e abriu o placar.

Os donos da casa jogavam melhor e o Corinthians-PR parecia meio perdido em campo. Aos trinta minutos o Corinthians-PR se refez em campo e começou a levar perigo para a meta de Felipe. Bruno Batata e Erick passaram a receber mais a bola no campo de ataque e Anderson Rosa passou a armar com mais esmero as jogadas de ataque.

Enquanto o Operário teve em Ceará o jogador mais agudo. As jogadas mais perigosas do Fantasma saiam de seus pés. Com a vantagem no placar o Operário recuou e trouxe o Corinthians para o seu campo de defesa.

Ao fim do primeiro tempo o Corinthians ensaiava uma pressão, mas sem muito resultado. Por outro lado George e Ceará tratavam de fazer as jogadas ofensivas do Fantasma. Aos 35 minutos George arriscou um chute e acabou carimbando a trave do goleiro Colombo.

Aos 37 do primeiro tempo, Bruno Batata partiu para cima da defesa do Operário. Ceará que ajudava na defesa, e foi derrubado e o árbitro, Luiz Alves de Abreu, não titubeou. O mesmo Bruno Batata bateu e empatou o jogo.

O gol de empate colocou fogo no jogo. O Operário partiu com tudo para cima do Corinthians. A pressão deu resultado. Em cobrança de escanteio, Maicon encontrou Willian que cabeceou e fez o segundo do Fantasma.

Quando o jogo dava pinta que o primeiro tempo terminaria com vantagem para o Operário, o Corinthians-PR aprontou mais uma. Andrezinho cobrou falta com perfeição e empatou a partida novamente.

Fim da linha em 2012
As equipes voltaram com a mesma vontade demonstrada no final do primeiro tempo. O Operário apertava o Corinthians-PR na defesa, mas sem conseguir o gol. O Corinthians arriscou pouco. Osmar, que entrou no lugar do artilheiro Baiano perdeu uma boa oportunidade em passe de Ceará.

Nem Operário e nem Corinthians conseguiram conquistar a vaga para a Série D do Campeonato Brasileiro. E esta foi a despedida das equipes dos jogos oficiais de 2012. O Operário voltará a atuar oficialmente, só em 2013. Já o Corinthians não volta mais. Pelo menos não com este nome. Já nesta segunda-feira o clube volta a se chamar J Malucelli.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO x CORINTHIANS-PR

Operário: Felipe; Correia, Neguete, Henrique, George; Willian, Zé Leandro, Ceará, Maicon; Marcelinho e Baiano (Osmar).
Técnico: Lio Evaristo

Corinthians-PR: Colombo; Willian, Gustavo, Muriel, Nelsinho; Flávio, Anderson Rosa, Andrezinho; Samuel (Mineiro), Bruno Batata e Erick.
Técnico: Leandro Niehues

Local: Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.
Data/Hora: 29/04/2012, às 16 horas
Árbitro: Luiz Alves de Abreu
Assistentes: Cácio Júnior Quadrelli e Ericsander Agostini Duarte

Público/Renda: 971 pagantes 1059 total  R$ 13.370,00
Cartões Amarelos: Colombo, Bruno Batata e Gustavo pelo Corinthians-PR
Gols: Marcelinho, aos 11 do 1° tempo, Willian, aos 45 do 1° tempo pelo Operário. Bruno Batata, de pênalti, aos 38 do 1° tempo e Andrezinho aos 47 do 1° tempo.

Um início desconfiante. Sistema defensivo confuso, erros de passe e posicionamento e o medo da proximidade da zona do rebaixamento cada vez mais real.

O ano do centenário começava como o torcedor do Operário não queria. Após duas campanhas de sucesso nos certames anteriores, com classificações para a Copa do Brasil e Brasileirão, em 2012 os objetivos pareciam distantes.

No entanto, o time acordou após as chegadas do técnico Lio Evaristo e de reforços experientes, como Neguete, Paulo Foiani e William. Aliás, despertou, também, depois das goleadas para Atlético-PR (5×0) e Juventude (4×0).

Um segundo turno sem espelhos com o primeiro. Luta pelo título e possível Série D. As metas não foram atingidas, porém a torcida voltou a ver novamente o Operário que estava acostumada. Ao fim do empate em casa com o Coritiba, em um dos melhores jogos do Estadual, aplausos aos jogadores alvinegros.

Contudo, a sintonia atingida pelo grupo se desfaz hoje com o último jogo do Paranaense. “Fica aquela ponta de frustração. De não chegarmos mais longe e desse grupo terminar. Agora cada um vai para um lado”, aponta o meia William.

Para o jogo de hoje diante do Corinthians-PR, o Operário não terá o goleiro Silvio, machucado, o zagueiro Renato Saldanha e o volante Patrick, suspensos, e também o técnico Lio Evaristo, condenado pela Justiça Desportiva a um jogo de suspensão.

A última partida oficial do Operário em 2013 acontece, justamente, dois dias antes do clube completar 100 anos de fundação. A festa do centenário atinge o auge nesta segunda e terça-feira com shows, foguetório, carreata e o clássico Operário e Guarani, o Ope-Guá, de masters.

FICHA TÉCNICA
OPERÁRIO X CORINTHIANS-PR

Operário: Filipe; Correia, Neguete, Henrique e George; Zé Leandro, William, Ceará e Maicon Veiga; Marcelinho e Baiano
Técnico: Lio Evaristo

Corinthians-PR: Colombo; Flávio, Seffrin, Alex Fraga; Willian Leandro, Welligton, Safira, Andrezinho e Digão; Marcelo e Bruno Batata
Técnico: Leandro Nieheus

Local: Estádio Germano Kruger
Data/horário: 29/04/12, às 16h
Árbitro: Luiz Alberto Alves de Abreu
Assistentes: Cacio Junior Quadrelli e Ericsander Agostini Duarte

Por Emmanuel Fornazari (Redação em Campo – 29/04/2012).