Investimento “em vão” e pressão da torcida e imprensa seriam os motivos para saída. Premier Soccer vai continuar com as categorias de base
O ditado diz: “Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra”. Pois, a Premier Soccer cansou de trocar o telhado pelas diversas pedradas que recebeu durante a fraca campanha do Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC) na série D do Campeonato Brasileiro.
“Eles ficaram sensibilizados, tristes, pelas diversas críticas que receberam”, diz o presidente do Fantasma, Carlos Roberto Iurk. No entanto, a parte financeira pesou de maneira fundamental para a saída do grupo de investidores cariocas.
Questionado se a Premier Soccer ficaria se os resultados fossem positivos, com valia nos investimentos – mesmo com críticas da imprensa – o presidente resumiu. “Não houve tempo para retorno financeiro”.
A Priemier se posiciona agora como uma colaboradora. “Deixamos de ser gestores para sermos investidores e também para dar atenção a base”, explica o ex-gerente de Futebol e funcionário da empresa carioca, Tito Araújo.
Político, o ex-diretor técnico, Jair Pereira, afirma que “Premier não sai do Operário. Eu estava com medo deles se desligarem completamente, mas não é isso que vai acontecer. Vamos ser parceiros. Só mudou a forma”. Como também é funcionário da empresa, Pereira não sabe se fica no Operário.
Agora, a gerência de futebol do Fantasma fica nas mãos do presidente Carlos Roberto Iurk. “Dizem que não somos capazes de tocar o futebol, agora vamos ver se isso é verdade”. Para ele, “o Operário precisa ir atrás de novos investidores, porque sozinho o clube não consegue fazer futebol”.
O presidente diz que é “meio verdade, meio especulação a chegada de um grupo espanhol”. Em relação ao rompimento, Iurk não acredita que o Operário foi feito de cobaia pela Premier Soccer. “Se fosse assim, eles nos deixariam 100%”, conclui.
Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 20/9/2011).
Equipe não conseguiu segurar os donos da casa e ainda reclamou para arbitragem por perder por 3×1
O sonho da ascensão acabou mais uma vez. O Operário não tem mais chances de chegar a Série C do Brasileiro no ano do centenário. Após uma péssima campanha no primeiro turno – quando somou apenas um ponto em 12 disputados – o Operário esboçou uma recuperação. Porém, tardia.
A derrota no jogo de hoje contra o Ccne sacramenta a desclassificação do Fantasma. A equipe de Vila Oficinas tem agora um último jogo para cumprir tabela, diante o Mirassol, no próximo domingo, no estádio Germano Kruger.
Após sair perdendo, o Operário empatou o jogo. Depois de um início de segundo tempo promissor, o Fantasma logo se perdeu e levou o segundo gol. A equipe ficou nervosa e nem a entrada de Luciano e Bahia deram ânimo novo.
O lateral China foi expulso e, em seguida, o Cene marcou o terceiro gol. Além de não poder contar com o lateral, o Operário não vai poder usar Ícaro e João Paulo, suspensos pelo terceiro amarelo, contra o Mirassol.
Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 11/9/2011).
Superando o mau retrospecto e a arbitragem, o alvinegro voltou a mostrar raça e vontade para derrotar o Oeste fora de casa
Foram necessários quatro jogos com apenas um ponto somado, trocar de técnico, e buscar reforços, para o Operário acordar na Série D do Campeonato Brasileiro. Além de um esquema tático diferente – com três zagueiros – o Fantasma mostrou algo que treinamentos não desenvolvem: postura!
“Com certeza foi nosso principal diferencial. O time batalhou, se esforçou, lutou até o final e soubemos utilizar nossa proposta de jogo. Postura, vontade, isto é de cada um. Conversei com cada jogador e surtiu efeito. Foi uma entrega”, avaliou técnico, Igor.
O Operário não abdicou de atacar durante a partida, porém, primeiro se defendia bem, para depois sair em contra-ataques, ou em jogadas bem armadas. A entrega do time ficou evidente também nas substituições. As três (Elvis, Zé Leandro e George) foram por cansaço ou pequenas contusões.
O gol do Operário saiu no primeiro tempo. Após enfiada de bola de George, Marcelinho adentrou a área e foi derrubado. Ícaro bateu com força e precisão no alto do canto direito. O Fantasma ainda teve outro pênalti não marcado, também, em Marcelinho, cartões amarelos e a expulsão de Ícaro questionados.
“A arbitragem nos prejudicou bastante. Teve uns lances em que não dá pra aceitar, um pênalti, e os cartões que não entendemos. Vencemos a arbitragem também”, afirma o zagueiro Marcelo.
Melhor do jogo
O atacante Marcelinho foi o responsável pela jogada de dois pênaltis, um marcado, outro não. Além disso, era a válvula de escape da equipe pelo lado direito. Com dribles e velocidade criou boas chances e quase fez um golaço quando driblou três adversários. Falta perna para terminar de driblar o quarto e chutar para o gol.
Cerâmica
Agora o Operário vai enfrentar o Cerâmica, no Estádio Germano Kruger, no próximo domingo (04/09), às 16h. E o técnico não vai poder contar com o atacante Ícaro, suspenso. Porém, pode ter uma boa novidade. O meia Ceará voltou a treinar e deve ser opção.
“A ideia é começar com ele como titular, ao lado do Élvis. Com isso, voltaríamos para o 4-4-2. Mas ainda precisamos amadurecer a ideia”, explica o treinador, Igor.
Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 28/8/2011).








