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Operário FerroviárioGuarani Esporte Clube
2 x 0
01/05/2012
Germano Krüger
Ponta Grossa - PR

jmnews

Dez anos longe dos gramados, Operário retorna ao futebol profissional por arrojo da diretoria em 2004. Episódios conturbados e a volta à elite do futebol mercam 2009

Com o licenciamento do Ponta Grossa e a posterior parceria com a ADAP, de Campo Mourão, a cidade ficou sem um clube para disputar o campeonato paranaense de futebol profissional. “O Mikulis já estava desgastado e surgiu essa proposta do Campo Mourão. Sem um time de futebol, o Operário se entusiasmou em voltar com o Silvio Gubert, então presidente. Eles retornaram em 2004 na segunda divisão”, diz o comentarista Altayr Bail. “Como o Campo Mourão subiu em 2003, ano da parceria, a ADAP já não mais interessava para eles em 2004. Então eles me devolveram o Ponta Grossa. Como o Operário queria voltar, eu ofereci a vaga do Ponta Grossa na série A do paranaense em troca da quitação de R$ 100 mil em dívidas trabalhistas – não precisava nem pagar na hora. Mas eles não aceitaram, disseram que preferiam subir por conta. Conseguiram subir só em 2009, mas veja quanto que eles gastaram nesse período”, comenta Mikulis.

Sem disponibilizar de muitos recursos financeiros, mas com muita vontade de voltar a disputar o campeonato, Altayr Bail disse que o retorno só foi possível pela força da torcida do Operário. “Eu me atrevo a dizer que o Operário só subexiste no futebol por causa dessa torcida maravilhosa. O Silvio Gubert e o Sílvio Cosmoski (presidente e vice, respectivamente) entraram no peito e na coragem por quê? Porque sabia que teria o torcedor ao lado dele, que não iria faltar torcida no estádio. Esse retorno foi mais um arrojo diretorial, já que achavam que na segunda divisão não teriam tanta responsabilidade de montar um bom time, achavam que tinha que, no mínimo, participar, sem muito investimento de fora, já que não tinham como garantir recursos. Eles tiveram muita fé e coragem na torcida, com ingresso barato. E não faltou apoio. Tanto que desde a voltar tivemos boa renda, com uma média de cinco mil torcedores por jogo, apresentando uma campanha até razoável”, recorda Bail.

As campanhas seguintes seguiram entre altos e baixos até a ascensão, em 2009. Desde a sua volta, foram seis temporadas disputando a série B do Paranaense, sem deixar de se envolver em episódios conturbados. “De 2005 em diante o time começou melhorar. O que atrapalhou mesmo foi episodio do Bruxo (um escândalo em que o presidente do Conselho Deliberativo, Silvio Gubert, admitiu o pagamento de propina para evitar que o clube fosse prejudicado pela arbitragem – Bruxo seria alguém ligado à arbitragem. Gubert, apontado como ‘ingênuo’, afastou-se do clube). Aquilo foi notícia nacional, e o Operário foi muito prejudicado por envolver a arbitragem e a própria Federação. Superado aquilo em 2006, parceria que o Operário subiria em 2008, lá contra o Foz do Iguaçu. Mas fizeram a bobagem abandonar campo. Estavam ganhando de 1X0, estavam subindo ali, e surgiu o pênalti, contestado em campo. Mas deixassem coisa acontecer, deixassem o bater. Nervosos como estavam, podiam bater pra fora ou errarem”, destaca Bail. Neste episódio, acompanhado por centenas de torcedores operarianos que viajaram para a cidade da fronteira, bastava a vitória por 1X0 que o time segurou até os 40 minutos do segundo tempo. Um pênalti foi marcado contra o Operário, uma confusão se fez em campo e o time abandonou o gramado, alegando falta de segurança. O jogo não terminou e o sonho foi adiado por mais um ano.

Finalmente, em 2009, após 16 anos sem disputar a primeira divisão do Campeonato Paranaense, o Operário, com o grupo gestor, obtêm a classificação para a elite do futebol estadual. Entre 10 times, o Operário passou a primeira fase em quinto. E no hexagonal apresentou um ótimo futebol, perdendo apenas uma partida nos oito primeiros jogos, com cinco vitórias. Quem explica é um dos maiores ídolos atuais do clube, Nivaldo José da Costa, o Baiano, que foi um dos principais protagonistas naquele campeonato. “Cheguei no Operário em 2009, para disputar o acesso. Foi um campeonato difícil porque o clube não estava estruturado como hoje. Mas da mesma forma que foi difícil foi muito gratificante porque jogamos o acesso e conseguimos a vaga após 16 anos sem estar na série A”, afirma. Foi dele o gol da classificação no Estádio dos Pássaros, contra o Arapongas. “Aquele gol do acesso foi muito gratificante, muito especial. Era um jogo difícil contra o Arapongas, fora de casa. E foi um gol muito bonito, então juntou o fato individual de ser bonito e ser o gol que deu o acesso“. Baiano foi o artilheiro do Operário na competição, com sete gols.

Depois, bastou o empate sem gols aqui em Ponta Grossa, no Germano Krüger, diante da Portuguesa Londrinense, para confirmar a ascensão. Para os ponta-grossenses e operarianos, esse jogo, no chuvoso dia da festa de Sant’Ana, foi o do adeus aos momentos de sofrimento. “Naquele jogo de acesso o estádio estava cheio. O registro oficial era de oito mil e quinhentos, mas falam que tinha mais de 10 mil”, recorda Defino. “Aquele jogo foi fantástico, a vibração, o povo atravessando de joelho o campo, na chuva. A torcida do Operário literalmente lavou a alma naquele dia. A grande festa na Avenida, também… enfim, foi uma maravilha”. O artilheiro Baiano conta que um episódio ficou marcado em sua memória naquele fim de semana. “ Todos aqueles torcedores em baixo de chuva, e depois aquela carreata para a Avenida são inesquecíveis. Uma imagem que eu não esqueço é de um senhor que não tinha uma perna, que subiu tudo isso aqui de muleta, foi acompanhando o caminhão do Corpo de Bombeiros daqui do Germano até a Avenida, na chuva. Então são coisas que eu falo sempre e que nunca esqueço. A paixão do ponta-grossense pelo Operário é muito grande e isso marca a gente, destaca o artilheiro.

O Operário perdeu a última partida do hexagonal para o Roma no estádio Bom Jesus da Lapa, terminando o campeonato empatado em pontos com o Serrano, de Prudentópolis. A desvantagem no saldo de gols, por dois tentos, rendeu ao fantasma alvinegro o vice-campeonato, e adiou mais uma vez o desejo de trazer um troféu paranaense para casa – uma seca que já dura 43 anos.

Por Fernando Rogala (JMNews – 1/05/2012).

Após boas apresentações no início da década, o Operário decaiu. Temendo a perda do patrimônio por dívidas, diretoria licencia o time do futebol profissional em 1994

É bem provável que esta foi a década mais fatídica e indigesta do futebol operariano. Antes da metade da década o futebol profissional fechou as portas e assim permaneceu até o fim dos anos 90, sem se falar ou ter perspectiva de uma volta. Quem viu o alvinegro no início da década, não fazia ideia dos tempos obscuros que estariam por vir. Com uma participação razoavelmente expressiva no brasileiro de 89, o alvinegro iniciou 1990 bem estruturado. Na série A do Paranaense e na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, demonstrou um bom futebol no estadual. Cação Ribeiro em ‘O Fantasma da Vila’ revela que o clube Classificou-se em primeiro, junto com o Grêmio Maringá, para a fase seguinte, um hexagonal que foi superado, chegando à semifinal, contra o Atlético Paranaense. A outra semifinal foi composta por Coritiba X Paraná Clube.

O Operário ganhou aqui por 2X1, bastava um empate para o Operário lá na Vila Capanema. E perdemos aquele jogo por 1X0, em um gol de pênalti. Como zerou e o empate era do Atlético, ele enfrentou o Coxa na final e o Coritiba foi o campeão. Se nós disputássemos contra o Coritiba na final, certamente seríamos campeões”, declara Diomar Guimarães. “Aquele jogo que o Operário perdeu de 1X0, em um gol de pênalti que foi cometido pelo João Marcos, meu amigo, recém-falecido, em uma atrasada esquisita do Alexandre para o goleiro, foi minha maior decepção com o Operário, já que ele tinha chances reais de conseguir o título paranaense. A imprensa noticiou que poderia ter havido uma venda naquele jogo, enfim… pra mim foi o episódio mais triste como torcedor”, declara Julio Cesar Gonçalves, radialista esportivo e ex-jogador de futebol que teve uma rápida passagem pelo fantasma.

Na série B do brasileiro o desempenho também empolgou. O Operário avançou até a semifinal, que era um quadrangular. Com uma vitória e dois empates, o clube se encaminhava para a final. Mas duas derrapadas diante do Criciúma e da Catuense fora de casa tiraram o Operário da briga. “O Atlético e o Sport fizeram a final e subiram. O Operário conseguiu ganhar dos dois aqui no Germano, mas perdeu para os mais fracos. Por um ponto ele não subiu pra série A do brasileiro”, lembra Defino. O último jogo do Operário foi contra o Atlético Paranaense. “O Atlético veio pra cá precisando vencer, se não iria depender do resultado do Criciúma. No estádio tinham 5 mil torcedores do Atlético e só 500 do Operário, Curitiba veio inteira aqui, invadiu a cidade, era época de München. Quando entrei no campo, que eu ficava sentado no banco, os torcedores ficaram pegando no meu pé, xingando: ‘já vendeu o jogo, Mikulis (…)?’. Mas fomos pro jogo e o Atlético começou ganhando de 1X0. Aí que ganhamos aquele jogo de virada por 2X1. O Nikinha Oliveira fez um golaço de bicicleta. Depois disso, o que o torcedor ia falar? Por um ponto não classificamos. Se tivesse ganho aquele jogo que empatamos aqui contra o Criciúma ou ganho na Bahia contra a Catuense, teria classificado”, recorda Mikulis.

As temporadas de 1991 e 1992 apresentaram uma pequena queda de rendimento nos campeonatos, mas ainda assim com resultados expressivos: 3ª posição na série A do estadual e 29º entre 64 clubes na série B do Campeonato Brasileiro em 1991; 4º na série A do estadual e 6º entre os 20 participantes da série C do Campeonato Brasileiro.

Em outubro de 1992, revela Guimarães, em uma reunião do conselho deliberativo, Carlos Roberto Iurk demonstrou a vontade de ser presidente do Operário. À época, o presidente era Carlos Antonio Pellisari, com Mikulis de diretor. “Eu tinha o desejo da presidência. Já tinha sido presidente do Clube Verde e do ARHT, e um grupo amigos sugeriram que eu fosse presidente do Operário. Eu fazia parte do conselho deliberativo do clube nessa oportunidade, participando das reuniões, e via as dificuldades da diretoria, através o Mikulis, de encontrar uma pessoa que quisesse assumir o Operário. Naquela oportunidade eu me propus a assumir e me coloquei a disposição. Já que não tinha ninguém e eu queria, não teve nem eleição, me tornei presidente”, explica Iurk. “Naquele momento ninguém queria ser presidente do clube. E o Iurk, torcedor fanático, demonstrou o interesse. Então o apoiamos”, completa Mikulis.

Iurk explica que o clube passou por momentos de grandes dificuldades financeiras que impossibilitaram uma campanha melhor nos campeonatos em que estava como presidente. Em 1993, por exemplo, ficou na primeira fase e disputou um torneio da morte, para decidir os times que seriam rebaixados. Para o alívio dos entusiastas, o Operário escapou da segunda divisão. Entretanto, no ano seguinte, o clube não teve a mesma sorte. “A minha passagem pelo Operário foi justamente em 1994, quando fiz toda a pré-temporada, mas não assinei o contrato. Neste ano foi uma grande tristeza, o time caiu duas vezes de divisão no mesmo ano. Caiu da primeira para a segunda no primeiro semestre e, ao tentar a vaga para disputar novamente a primeira divisão no ano seguinte, caiu da segunda para a terceira divisão no segundo semestre. Foi uma derrocada dupla que fez parar o futebol profissional”, aponta Julio Cesar Gonçalves.

Aí surge a questão de 10 entre 10 torcedores: será que um rebaixamento para a terceira divisão deveria representar o fim do clube? O presidente da época (e atual), Carlos Roberto Iurk afirma que pelas circunstâncias e os riscos, a atitude era necessária e foi uma medida radical acertada. “Não tinha condição de manter. Pelas dívidas, ou nós salvava o patrimônio ou nós continuávamos o futebol naquelas condições. Então eu, junto com a diretoria da época, resolvemos licenciar o Operário e acertamos. Tanto que o time e o patrimônio estão aí. Posteriormente o time voltou para a primeira divisão na minha mão e o patrimônio continua com nós. Era um sacrifício, mas que se fazia necessário na época. E tinha que haver essa preocupação com o patrimônio. Tirando os times da capital, no interior do estado só o Operário e o Iraty possuem estádios próprios, o resto são todos da prefeitura, não possuem um palmo de terra” declara o presidente.

Iurk confessa que a derrota seguida da eliminação, que geou o licenciamento do time em 1994, foi o momento de maior tristeza como dirigente. “Aquele foi o momento de maior decepção da minha vida como dirigente de futebol. Todo mundo me abandonou, todos, e eu me vi sozinho exatamente nessa sala aqui [sala dos troféus], com uma fila de jogadores pra acertar. Tive de vender um caminhão na época, mas paguei todo mundo, tudo certinho, e saí com cabeça erguida do clube. E mesmo assim voltei a assumir a presidência alguns anos depois, o que mostra minha paixão pelo clube. Gosto e nunca fugi da responsabilidade”, declara o emocionado presidente.

Para 1995, entretanto, a cidade não ficou sem um representante no futebol profissional. Surge o Ponta Grossa Esporte Clube, que levava as cores da bandeira da cidade. “Nós então fundamos o Ponta Grossa. E foi difícil tocar o Ponta Grossa, porque era um time assim que não tinha torcida, parecida com a história do Paraná Clube: Se o time estivesse bem, ia ver. Se não, não tinha sócio nem nada. Diferente do Operário, era um clube sem tradição”, admite Mikulis. “O Ponta Grossa não deu certo porque o que faltava para o time era torcida – e era o que o Operário tinha. O Ponta Grossa não tinha identidade e o Mikulis sentiu isso. Teve até aquela incorporação do nome ‘Operário’ ao Ponta Grossa (1999), que deu uma melhorada, mas não era o Operário, faltava o calor da torcida”, conclui Bail.

Por Fernando Rogala (JMNews – 1/05/2012).

A Participação na Série Prata do Brasileirão, a queda para a Segunda Divisão em momento conturbado e a reascensão para mais um Campeonato Brasileiro Série B

O campeonato brasileiro de 1980 sofreu uma grande reestruturação. Após a extinção da CBD, em 1979, e o surgimento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a instituição reorganizou o campeonato nacional. Já saturado com os 94 clubes que disputaram o ‘Brasileirão’ no ano anterior, eis que houve a partilha do campeonato, a princípio, em duas divisões: Taça de Ouro (Série A) e Taça de Prata (Série B). Pela campanha razoável apresentada na Copa Brasil do ano anterior, a CBF designou que o Operário participasse da Taça de Prata. Nela, o alvinegro foi eliminado na primeira fase e concluiu a competição em 53º entre os 64 participantes.

No campeonato paranaense, para a alegria dos abatidos torcedores, o Operário apresentou um desempenho melhor. A disputa daquele ano reunia 20 clubes, mas havia a necessidade de reduzir esse número para 12, a pedido do Conselho Nacional dos Desportos (CND). “Oito se classificaram para a disputa final e 12 ficaram para o ‘Torneio da Morte’, inclusive o Atlético Paranaense e o Operário. Foram disputar os 12 para permanecerem quatro na primeira divisão e cair oito. Foi um dedéu e se mantiveram o Atlético, o Operário, o Paranavaí, e o Matsubara”, afirma o comentarista Diomar Guimarães.

O ano de 1981 começou com boa apresentação do setor defensivo, com um bom rendimento no primeiro turno da primeira divisão, passando para o quadrangular final da disputa do turno. “Em 1981 nos classificamos para o quadrangular, que participaram Atlético, Londrina e Maringá. Nessa época, em 11 jogos, tomei só dois gols. Ou seja: somando esse primeiro turno com todo campeonato anterior, levei só seis ou sete gols”, afirma Agenor Suzano dos Reis, o Ladel. No segundo turno a equipe não apresentou bons resultados, terminando a competição em sexto lugar, que naquele ano não dava vaga para a Taça de Prata do ano seguinte.

A temporada de 1983 foi desastrosa para o Fantasma, que se viu assombrada com as amarguras do rebaixamento ao cair para a segunda divisão. Daí até 1988 o clube passou por um momento conturbado, com muitas dificuldades ao figurar na Série B do paranaense. Nesse período, a presidência do Operário mudou cinco vezes.

O Campeonato Paranaense foi reestruturado e o Operário foi convidado, no início de 1989, a integrar a primeira divisão daquele ano. Mikulis voltou a assumir a presidência em 1989 e, em julho, o clube foi convidado pela CBF para participar do Campeonato Brasileiro. Sem empolgar muito no paranaense, terminando em 12º, o time engrenou para o brasileiro. “Esse brasileiro de 1989 reuniu quase 100 clubes. O campeonato foi inchado pela política do encerramento da ditadura, e o Operário se saiu muito bem”, analisa o atual presidente Carlos Roberto Iurk. Entre os 96 participantes, o Operário avançou até as oitavas de final, quando foi eliminado pelo Juventude após dois empates. Terminou na 11º colocação.

Clube oficializa incorporação de terrenos da Rede e da prefeitura
O terreno do Parque Social, desde onde se encontra a arquibancada mais alta, não pertencia ao Operário, mas à prefeitura. Luiz Carlos Zuk entrou com a solicitação de doação do terreno ao Alvinegro – fato que veio a se concretizar em 1985, quando o prefeito era Otto Santos Cunha. A conquista territorial não para aqui: o terreno ocupado pelo Operário que pertencia à Rede Ferroviária, que compreendia desde o meio do campo até o muro das oficinas da Rede, também foi legalizado em 1985, em um acordo com a Prefeitura e o secretário Vicente Hajaki Ribas. Segundo Diomar Guimarães, a incorporação dos terrenos foi uma vitória de do presidente Dino Colli, e hoje o campo é impenhorável.

Com a palavra, Ladel e seu recorde estadual de invencibilidade
“No campeonato de 1980 eu bati o recorde paranaense sem tomar gol, ficando 11 jogos e 37 minutos ou 1027 minutos sem levar um gol. Acredito que este recorde paranaense ainda seja meu. Como eram 12 times, 11 jogos em cada turno, passei um turno inteiro sem tomar um gol. Acho que no campeonato todo eu levei apenas três ou quatro gols”.

Por Fernando Rogala (JMNews – 1/05/2012).

Tabelinha


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