Com gol de Hevandro, o Fantasma conquista o primeiro êxito em casa e freia a arrancada atleticana
O Operário venceu o Atlético por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (26), no Germano Krüger, em Ponta Grossa. Hevandro fez o único gol da partida, que marcou a primeira vitória do Fantasma em casa e fez com que a ascensão do Furacão fosse brecada.
Com o resultado, o Operário assumiu o nono lugar com seis pontos, mesmo número do Atlético, que é o sétimo nos critérios de desempate. Na próxima rodada, o Atlético recebe o Roma na Arena da Baixada. O Operário desce as serras e enfrenta o Rio Branco em Paranaguá.
Mais produtivo, Operário sai na frente
Num campo pesado no Germano Krüger, o Operário mostrou mais poder de fogo, finalizando mais a gol, frente a um Atlético que se mostrou desarticulada. O Atlético teve um gol bem anulado aos 10 minutos, quando Guerrón, impedido, cabeceou um bom cruzamento de Marcos Pimentel.
O Operário chegou ao gol aos 16 minutos. Rilber cruzou da direita, a bola desviou na zaga e Hevandro chutou para as redes, contando com o desvio de Manoel, que tirou o goleiro João Carlos da jogada.
Enquanto o Atlético não levou mais perigo a não ser em faltas laterais, o Operário teve uma chance clara aos 44 minutos, quando Mateus Paraná recebeu cruzamento de Cambará e, de frente para o gol, chutou para fora.
Atlético não consegue virar e perde a cabeça junto com o jogo
Na segunda etapa, o Atlético tentou partir para cima, mas esbarrou na falta de controle emocional e na falta de articulação. Paulo Baier teve duas chances logo no começo, no primeiro minuto e aos 4 minutos. Em ambas, o goleiro Ivan fez grandes defesas.
Com 11 em campo, o Atlético tinha dificuldades. Elas aumentaram aos 31 minutos, quando o zagueiro Manoel acertou um chute no estreante Mateus Paraná, que já estava caído no lance, e levou direto o cartão vermelho.
Nos acréscimos, o Fantasma teve a chance de jogar a pá de cal sobre o Furacão. Aos 47 minutos, Edson Grilo, revelado pelo próprio Atlético, arrancou pela esquerda e cruzou para Serginho Catarinense perder uma chance incrível de frente para o gol.
Ainda deu tempo para o clima esquentar e Ivan González ser expulso aos 50 minutos após um bate-boca, fazendo o Atlético terminar a partida com apenas nove jogadores em campo.
Por Leonardo Bonassoli (Gazeta do Povo – 27/1/2011).
Time de Ponta Grossa recrutou novamente o lateral-direito Lisa para poder fazer frente aos times de Curitiba. Ele acredita!
O lateral-direito Lisa encarna bem o personagem bíblico do filho pródigo. Depois de passar três meses no Atlético e de conseguir o título da série C pelo ABC de Natal, em 2010, o jogador volta a Ponta Grossa. Está de novo na ala do Operário. Retrocesso? Ele jura que não. A intenção, revela, é ir além do 5º lugar que ajudou o time a conquistar no Estadual passado. “A intenção é fazer um bom primeiro turno e terminar na primeira colocação para seguirmos tranquilos, porque o segundo turno é mais difícil, os times já estão mais entrosados e embalados”, diz ele, cujo contrato vai até maio. Período suficiente para voltar a se destacar e, quem sabe, viajar novamente pelo Brasil em busca do pé-de-meia.
“Fiquei aqui porque é uma boa vitrine, próxima à capital, e a imprensa está sempre perto para ajudar na divulgação. Hoje, meu principal foco é no Operário e na classificação para a Série D, mas quero mostrar meu futebol e provar que posso, no segundo semestre, vestir a camisa de outro time para jogar o Brasileiro na Série A ou B”, revela o jogador, que recusou propostas de equipes do Rio Grande do Sul para ficar em casa. “Gostaria muito de jogar por um dos grandes do Paraná e vou trabalhar para que isso aconteça”.
É o que espera também a diretoria e a comissão técnica do Fantasma, como relata o técnico Hamilton Oliveira, ex-Olaria: “Ele é nosso atleta mais conhecido e virou referência por ter passado por um grande time da Série A e pelo ABC, muito tradicional no Nordeste. Por tudo isso, será cobrado pela torcida e pela opinião pública”.
Operário Ferroviário Esporte Clube
Apelido: Fantasma.
Fundação: 01/05/1912.
Estádio: Germano Krüger.
Time-base: Ivan, Lisa, Vinícius, André e Gilson; Zé Leandro, Cambará, Serginho Paulista e Rilber; Matheus e Hevandro. Técnico: Hamilton Oliveira.
Por que vai ser campeão… a torcida mais numerosa e empolgada do interior fará a diferença.
Por que vai ficar no caminho… com muitos reforços, a falta de entrosamento pesará.
Trilha sonora: Será, Legião Urbana – a expectativa é grande, mas não há como não perguntar, “Será que nada vai acontecer?/ Será que é tudo isso em vão?/ Será que vamos conseguir vencer?.”
Por Guia do Paranaense (Gazeta do Povo – 14/1/2011).
Lateral-direito estava no ABC de Natal e conquistou o título da Série C do Brasileirão. Cheio de gás, promete levar o Fantasma ao título
O lateral-direito Lisa está de volta a Ponta Grossa. Depois de uma temporada longe dos Campos Gerais do Paraná, o jogador de 26 anos foi confirmado nesta segunda-feira como reforço do Operário Ferroviário para as disputas do Campeonato Paranaense de 2011. Pontagrossense de coração (nasceu em Piraí do Sul, cidade vizinha), o jogador se mudou para a Ponta Grossa com quatro meses e disse que suas raízes falaram mais forte na hora de decidir seu futuro.
“Eu tinha propostas financeiramente muito mais interessantes, mas eu sempre quis voltar para cá até como forma de gratidão. Estou muito feliz com esse retorno para cá. Abri mão de muitas coisas para poder estar aqui novamente”, disse, por telefone à Gazeta do Povo. Segundo Lisa, seus empresários queriam levá-lo para o Rio Grande do Sul, mas atendendo a pedidos da família e do coração, decidiu voltar ao Fantasma.
“O que me motivou a ficar foram os amigos e familiares, além dessa torcida que é impressionante. Foi uma negociação bem difícil, pois meu empresário queria me levar para disputar o Campeonato Gaúcho. Mas eu disse que queria muito ficar e felizmente minha vontade prevaleceu. Quero retribuir todo o carinho desse povo e desse time onde nasci para o futebol”, afirmou.
Depois de ajudar o Operário a voltar para a primeira divisão do futebol paranaense, Lisa foi um dos destaques do time no Estadual. Tanto que chamou a atenção do Atlético Paranaense que o contratou por um período de três meses. “Foi maravilhoso para minha carreira. Me abriu muitas portas. Infelizmente quando cheguei quebrei um dedo e tive que ser operado, mas mesmo assim acabei jogando o Brasileirão. Representar um time como o Atlético foi muito importante para mim”.
Depois do Atlético (ficou lá até a parada da Copa do Mundo), Lisa foi para o ABC, de Natal, onde conquistou o título da Série C do Brasileirão e foi finalista da Copa do Nordeste. “Foi um ano maravilhoso para mim. Espero repetir isso em 2011”. Lisa pensa grande e é um bom propagandista de si mesmo. Se fizer um bom Paranaense, acredita, poderá ir para um time grande. “Acho que vamos brigar pelo título. Depois, quem sabe não jogo a Série B pelo Paraná ou até no Coritiba. Prefiro ficar no futebol paranaense”, conclui.
Por Eduardo Luiz Klisiewicz (Gazeta do Povo – 20/12/2010).











