Próxima Partida
Operário Ferroviário
 
Ainda não foi
definida a próxima
partida. Aguarde!
Última Partida
Amistoso
Operário FerroviárioGuarani Esporte Clube
2 x 0
01/05/2012
Germano Krüger
Ponta Grossa - PR

Gazeta do Povo

Acostumado a assombrar os poderosos da capital, o Fantasma chega aos 100 anos lutando para recuperar o prestígio

O Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, entra nesta terça-feira (1.º) para o seleto grupo de clubes centenários. No Paraná, mais antigo do que o time preto e branco dos Campos Gerais, apenas o Coritiba, que completou um século de existência em 2009. O berço do Fantasma foi a antiga estrada férrea que ligava o estado a Santa Catarina. Além de permitir o desenvolvimento das cidades no começo do século 20, serviu para unir pessoas com a mesma paixão: o futebol. Em 1.º de maio de 1912, os trabalhadores das ferrovias fundaram o Operário Ferroviário.

A equipe é carinhosamente chamada de Fantasma desde os anos 30, por assombrar os times da capital. O principal time de Ponta Grossa teve origem na Vila Oficinas, que leva esse nome em referência ao local onde se consertavam os vagões. Um ano depois da fundação, foi montado o primeiro time da história do clube. O branco e o preto do uniforme tinham a intenção de reforçar a luta contra o preconceito que ainda havia 24 anos depois da abolição da escravatura: era um time aberto a todas as raças. Seu maior rival era o Guarani, clube sediado no bairro mais abastado da época e com fama de elitizado.

Parte dessa história será revivida hoje por ex-jogadores e ex-dirigentes que têm encontro marcado no clube. Um deles é o ex-lateral Jamil Severiano, 74 anos, que passou ontem pelo estádio. Trajando a camisa 4 que usou no campeonato de 1969, ele reencontrou velhos amigos, como o ex-lateral-direito José Gracindo Sobrinho, 68 anos. “Eu fico muito emocionado de poder estar aqui e viver essa história do tempo que em fazíamos futebol por amor”, conta Jamil. Gracindo, que jogou no Fantasma em 1974 e hoje é funcionário do clube, também se emociona. “Sou ex-jogador e torcedor assíduo. Até quando dá para viajar para ver o Operário em campo eu viajo”, diz.

Hoje, alguns dos atletas que fizeram parte da trajetória do Operário vão reviver o tradicional clássico Ope-Gua no gramado do Germano Krüger. “Os tempos mudaram, mas a paixão pelo clube é a mesma”, comenta o presidente Carlos Roberto Iurk. Nesta temporada, o futebol profissional acabou para o time. O Fantasma terminou o Paranaense apenas em sexto lugar e não terá calendário para o resto do ano.

As dificuldades fazem parte da vida do clube. Em 1995, em meio a uma crise financeira, a equipe pediu licença das competições. Voltou em 2004, subindo para a Primeira Divisão cinco anos depois. Desde então, tenta recuperar o espaço perdido. Mesmo sem o velho prestígio em campo, o Alvinegro tem uma programação especial para lembrar sua rica história. A festa terá homenagens a ex-jogadores e a escolha do primeiro hino oficial do clube.

Além dos velhinhos Coxa e Fantasma, o Rio Branco, de Paranaguá, comemora 100 anos no ano que vem e o Iraty, de Irati, chega ao centenário em 2014.

Por Maria Gizele da Silva

Com déficit mensal de R$ 50 mil, tradicional clube do estado completa 100 anos na humildade e lamentando a falta de apoio

Um dos decanos do futebol pa­­ranaense, o Operário Fer­­roviá­rio, de Ponta Grossa, entra no ano do centenário com poucos motivos para festejar.

Segundo time mais antigo do estado (perde apenas para o Coritiba, com 102 anos), a tradicional agremiação passa por momentos conturbados fora de campo.

Às vésperas de comemorar 100 anos de existência, no dia 1.º de maio, o time convive com a desconfiança da torcida e com um déficit de R$ 50 mil por mês nos cofres do clube.

Os quatro patrocinadores que ajudam o time depositam mensalmente um total de R$ 47 mil. Porém, apenas a folha salarial dos jogadores e da comissão técnica do clube é mais do que o dobro desse valor: R$ 160 mil.

E as despesas não param por aí. São R$ 20 mil em aluguéis de apartamentos utilizados pelos atletas e mais R$ 20 mil para alimentação. “Só aí já dá R$ 200 mil. O furo nos cofres é muito grande. Os próprios dirigentes tiram dinheiro do próprio bolso para custear os gastos”, garante o presidente da equipe dos Campos Gerais, Carlos Roberto Iurk.

A principal fonte de renda vem dos direitos de transmissão dos jogos – um aporte mensal de R$ 60 mil.

Representante da cidade apelidada de “berço do futebol no Paraná”, o Fantasma de Vila Oficinas, como é conhecido, sofre para conseguir um patrocinador máster, que possa bancar o clube no Campeonato Para­­naense e também na Copa do Brasil. Nenhum empresário do município aceitou desempenhar o papel.

A alternativa poderia vir de fora da cidade. No en­­tanto, nenhuma empresa de outro município aceitou a tarefa.

“A gente está enviando propostas, mas até agora nenhuma resposta positiva”, lamenta Iurk.

A esperança do presidente é que o clube possa emplacar boa campanha no Estadual. Dessa forma, a renda das bilheterias seria fundamental para colocar as contas do Operário em ordem.

“A gente espera que o torcedor venha [ao estádio] e prestigie a equipe. A torcida é nosso principal patrocinador. Por enquanto, nós estamos perdendo noites de sono pensando na dificuldade financeira que enfrentamos”, enfatiza.

O objetivo é encher o estádio Germano Krüger, cuja capacidade é de aproximadamente 8 mil pessoas. “Se conseguisse ficar na média de 6 mil torcedores por jogo já seria o ideal”, aponta o diretor de futebol, Maurício Bar­­bosa. No ano passado, a média foi de 4.226 pagantes, a terceira melhor do estado.

Contudo, ele sabe que depender da receita de bilheteria está longe do ideal. “O que a gente percebe é que os empresários da própria cidade não têm interesse em apoiar o clube”, enfatiza.

Torcida desconfiada com o time
A torcida operariana deixa as comemorações do centenário de lado e cobra um bom desempenho dentro das quatro linhas. “A gente começa esse ano, assim como os outros. Não acreditamos que será o ano da rendição do Fantasma. Estamos apreensivos”, relata o presidente da torcida organizada Trem Fantasma, Alexandre Hornung.

Já o presidente da Fúria Jovem, outra torcida do Operário, Jorge Vieira Lopes, é mais enfático. “A administração do time não está nada boa. O furo nos cofres pode refletir dentro de campo. É um clube profissional com história, mas que está sendo tratado como amador fora de campo”, reclama o torcedor.

Para Lopes, se o time não conseguir demonstrar resultados no gramado, o reflexo será desastroso nas arquibancadas. “A gente sabe que o time depende da renda da bilheteria. Mas se não jogar bem, a torcida não comparece. Esperamos que o time não caia bem no ano do centenário”, diz. O Operário estreia no Estadual fora de casa contra o Paranavaí, no dia 22 de janeiro. O primeiro jogo em casa será válido pela segunda rodada, no dia 25, contra o Atlético. O time também participa pela primeira vez da Copa do Brasil. A equipe ponta-grossense encara o Juventude (RS) no dia 7 de março.

Calendário
Outra dificuldade do Fantasma é a luta por um calendário no segundo semestre. O time terá de figurar entre os primeiros colocados no Estadual para a disputa da Série D, em agosto. No entanto, a previsão é de que o Estadual encerre em maio. Dessa forma, o time ficaria dois meses sem jogos.

“É uma dificuldade porque temos de arcar com a folha salarial dos jogadores nesse período. O que estamos estudando é fazer um contrato de risco com os atletas até o fim da 1ª fase da Série D. Se passar de fase, renova-se o contrato”, diz o presidente Iurk.

O contrato dos atuais 27 boleiros do elenco expira em junho. “Mas a maioria deve topar permanecer para a Série D. Antes temos que garantir a classificação”, diz.

Por Diego Antonelli (Gazeta do Povo – 15/1/2012).

Três dias depois de vencer o Paulista e se classificar na Copa do Brasil, Rubro-Negro é surpreendido em casa pelo Operário e perde por 2 a 0

O primeiro grito de “vergonha” da torcida atleticana veio ainda no primeiro tempo, pouco antes dos 40 minutos. Na segunda etapa, as críticas só pioraram. Sobrou para dirigentes, jogadores… Houve até “olé” para as triangulações do Operário. O ápice veio após a partida, quando cerca de 50 torcedores correram até o estacionamento da Arena para esperar o time, e entraram em conflito com a Polícia Militar.

A indignação dos rubro-negros no sábado, mais do que pelo 2 a 0 imposto pelo Fantasma, é reflexo direto da classificação na Copa do Brasil. Na tarde fria, 10 mil torcedores foram ao estádio empolgados pela boa atuação do meio de semana, fora de casa, contra o Paulista. E saíram decepcionados ao praticamente dar adeus ao Paranaense.

O time de Ponta Grossa, ao contrário, tomou o segundo lugar do Atlético e saiu falando em buscar o título do segundo turno para decidir o campeonato com o Coritiba.

“Não digo que damos adeus ao campeonato, mas ficou difícil. Contudo, no futebol tudo pode acontecer”, afirmou Paulo Baier. O discurso foi repetido em toda sua caminhada até o vestiário. Pergunta após pergunta, no entanto, a ênfase era para tentar encontrar um fio de otimismo em uma única frase: “A vida não acabou”.

Ainda não. O Furacão está dois pontos atrás do líder Coxa. Mas se o Alviverde vencer hoje, a diferença sobe para cinco. Mesmo assim, insuficiente para Geninho para mudar o foco. “Temos de jogar o campeonato no nosso melhor. Tem rodada amanhã [hoje] e não sabemos o que vai acontecer. O futebol nos dá muitas lições”, disse o treinador.

Ele ainda aproveitou a situação difícil para cutucar o rival. “Esses tempos aí, o Fluminense tinha 99% de chances de cair e escapou. Tinha gente já comemorando, indo no enterro do Fluminense, e caiu. Na hora que matematicamente não tiver mais chances, aí vamos dizer acabou.”

Apesar do discurso, Geninho sabe bem das dificuldades que enfrentará para transformar o improvável em realidade. O primeiro desafio será arrumar seu próprio time. A derrota para o Operário mais uma vez expôs a principal deficiência rubro-negra: as falhas de marcação. Isso, além das defesas do goleiro Ivan, é suficiente para explicar uma derrota ocorrida no primeiro tempo, quando o Atlético dominava a partida.

No primeiro gol, a falha foi na bola aérea, quando, aos 13 minutos, Mateus, que nem é tão alto, fez de cabeça, em lance de bola parada. No gol de Ícaro, aos 35, os dois zagueiros rubro-negros foram envolvidos antes do chute fraco do centroavante entrar no canto de Renan. “O sistema defensivo preocupa, pois tem um tipo de falha que se torna repetitivo: marcar com espaço”, resumiu Geninho.

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

19/03/2011 - Atlético x Operário - Curitiba

Fotos por: Pedro Serápio / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Por Marcio Reinecken (Gazeta do Povo – 19/03/2011).

Tabelinha


Copie e cole o código abaixo em seu site/blog

+ Operário

Redação em Campo
 
OPERARIO.COM
 
Blog do Fantasma
 
Timão é o Fantasma
 
Luciano Mendes - Criatividade em Fotografia (42)9949-6397
 
 
 
Add to Technorati Favorites