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2 x 0
01/05/2012
Germano Krüger
Ponta Grossa - PR

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Operário enfrenta o Corinthians-PR hoje no Germano Krüger e encerra sua participação no Paranaense; sem calendário, equipe só volta para o Estadual do ano que vem

Quem quiser ver o Operário em ação em um jogo oficial neste ano, tem a última oportunidade hoje, a partir das 15h50. O alvinegro enfrenta o Corinthians-PR no Germano Krüger, pela última rodada do Campeonato Paranaense.

Depois da partida de hoje, não haverá mais futebol profissional em Vila Oficinas até o Estadual do ano que vem. Sem uma das duas vagas na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano concedida aos dois melhores do interior do estado, o Operário não tem calendário para o segundo semestre, e sem alternativas, fecha as portas do futebol profissional neste ano, retomando as atividades em meados de outubro/novembro com a montagem do elenco para o ano que vem.

O clima de despedida foi evidente ao longo de toda a semana, e no último treinado por Lio Evaristo, na tarde de sexta-feira, ficou ainda mais claro com o treinador concedendo uma longa entrevista coletiva, e com a maioria dos jogadores fazendo um balanço da distinta campanha de 2012.

Lio, por sinal, não estará à frente do último jogo do Operário no Estadual. “Mas não é porque fui embora não”, avisou, com o bom humor, uma das marcas imprimiu desde a sua chegada ao clube ponta-grossense. O técnico cumpre suspensão pela expulsão ocorrida no jogo contra o Londrina.

Lio Evaristo, ainda falou que ainda não definiu seu futuro no Operário, afirma que gostaria de ficar e acredita em uma proposta da direção alvinegra, mas prefere deixar o tema para ser debatido após a partida de hoje. Por hora, prefere ressaltar os feitos de sua passagem pelo Operário, onde, acredita, ter deixado a sua marca. “Até o Roma tinha treinado, e fomos para o jogo do Toledo pressionados, mas dali para frente o time pegou forma e houve uma evolução no coletivo muito grande. Costumo dizer que o espelho desse time é o Saldanha. Antes ele era um jogador desacreditado e hoje está animado, voltou a ter um bom futebol”, comenta Lio.

Sobre aquilo que considera ter sido o diferencial no Operário que passou a ter a sua cara, o treinador acredita que foi a confiança depositada. “A confiança que depositaram foi passando para mim, depois para os jogadores, e o grupo deu a volta por cima. E minha mulher também foi fundamental. Tive que ter força para continuar, e ela me cobrou, disse que todos estavam acreditando, lógico que não era 100%, mas era um número alto que estava do meu lado, e isso foi dando tranquilidade”, disse.

Especificamente sobre a partida de hoje, Lio Evaristo foi sucinto. “É uma pena que é a despedida, mas está todo mundo motivado”.

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Alvinegro não conseguiu atingir o objetivo de igualara a campanha do ano passado, mas ao menos brigou pela liderança e título no segundo turno

Os objetivos do Operário em 2012 eram ambiciosos. No ano em que inicia as comemorações do seu Centenário, o clube alvinegro queria ao menos repetir a campanha do ano passado, quando terminou em terceiro lugar, na melhor campanha dos últimos 20 anos. Falava, inclusive, em brigar pelo título.

Porém, o planejamento desandou, os recursos rarearam em determinada altura, e o que era pretensão do topo virou preocupação com o rebaixamento. O primeiro turno do Operário foi sofrível, com atuações abaixo da média, uma troca de técnico, juntamente com a chegada de reforços fez o time reagir, e no segundo turno, se aproximou daquilo que era sonhado antes do Estadual.

As justificativas para dois momentos tão distintos são variadas. Contusões, mudança de técnico, falta de sorte, chegada de reforços. “Foram dois times. No primeiro turno perdemos o Grilo, eu vinha de lesão, não tinha jogadores experientes. Aí no segundo turno o Lio chegou, veio Paulo Foiani, Neguete, o Baiano começou a marca e aí embalou”, analisa Ceará. “Uns dizem que foi o planejamento, outros falam que foi falta de sorte. Para ser sincero nem nós mesmo sabemos o que aconteceu. Trabalho não faltou, a diretoria fez a parte dela, mas dentro de campo as coisas não aconteceram no primeiro turno”, analisa Marcelinho.

Sem conseguir atingir o objetivo de sequer conseguir calendário para o segundo semestre, ficou como apego a boa campanha no segundo turno, quando o Operário chegou a brigar pela liderança, e por pouco não encerrou o primeiro turno com chances de título do segundo turno.

Ceará admite que as comparações com o ano passado são vantajosas para o projeto montado em 2011, mas ainda ressalta o trabalho feito neste ano. “Sei que eu não fui o Ceará do ano passado, mas ainda me sinto como ídolo do Operário. Ano passado cheguei no meio e ajudei o time a chegar em terceiro, e este ano passei por cirurgia, me lesionei de novo, e ainda assim consegui marcar cinco gols. Até mesmo no jogo contra o Coritiba, quando perdi aquele gol, achei que seria vaiado, que a torcida ia cair em cima, mas não, gritaram meu nome, me apoiaram”.

Da Redação (Diário dos Campos – 29/04/2012).

Alvinegro encara o Coritiba em ‘decisão’ no Germano Krüger, precisando vencer para seguir com chances para brigar pela vaga na Série D do Campeonato Brasileiro

Uma missão ingrata para o Operário na tarde de hoje: salvar a sua temporada, contra o atual campeão paranaense, líder do segundo turno e adversário a quem nunca conseguiu vencer desde que voltou à elite do futebol estadual.

O alvinegro enfrenta o Coritiba hoje, às 16 horas, no Germano Krüger, precisando vencer. Caso não saia com os três pontos de Vila Oficinas, quaisquer chances de classificação para a Série D do Campeonato Brasileiro – e de ser campeão do segundo turno – estarão praticamente acabadas.

“É um jogo decisivo em todos os aspectos, porque segunda-feira a gente não quer estar de férias. Tomara que a gente possa dar sequência até o final do campeonato, até a última rodada com chances”, almeja o técnico Lio Evaristo. “Para nós só interessa a vitória, senão vão ser dois amistosos no resto do campeonato. A gente sabe que vai ser um jogo difícil, mas precisamos vencer”, complementa o meia Ceará, de volta após ter ficado de fora do confronto com o Londrina no domingo passado.

O discurso adotado por Lio é de acreditar até as últimas chances, sem dar atenção às contas e resultados de outras partidas. “Acredito muito em ambiente, e o ambiente aqui é bom, isso é importante, os meninos estão felizes, sorrindo. Nunca fiz conta, conta no futebol é bola na rede. É isso que temos que pensar”.

O adversário de hoje não nada fácil para o Operário. Líder do segundo turno, o Coritiba busca o título da segunda metade do Estadual, para conseguir ir à final contra o Atlético. No primeiro turno, o time do Alto da Glória goleou por 4 a 1, e nos outros quatro encontros em 2011 e 2010 houve vitória do time da capital.

Por conta da importância do confronto de hoje, outra tecla batida à exaustão durante a semana em Vila Oficinas foi para chamar o torcedor ao Germano Krüger. A direção até mesmo manteve os preços de R$ 20 e – para arquibancada – e R$ 50 – arquibancada coberta – para o duelo de hoje. “A torcida vem comparecendo, e em um jogo difícil como esse tem que estar do nosso lado. Quem viu aquela equipe no primeiro turno brigando para não cair e agora vê a gente brigando pelo título tem a certeza que é uma outra equipe”, disse Ceará.

Da Redação (Diário dos Campos – 15/4/2012).

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