Brasileirão D 2011

Ano do alvinegro foi marcado por momentos históricos, como no Paranaense, mas também por fracassos, como na Série D

Altos e baixos. Assim pode ser definido o ano do Operário. O clube ponta-grossense chegou tão alto como poucas vezes em sua história, mas também conheceu os pontos baixos de uma temporada irregular.

O ano que antecedeu o centenário alvinegro foi marcante. Turbinado pela ajuda da Premier Soccer, grupo de empresários do Rio de Janeiro, o Fantasma apostou em um técnico até então desconhecido (Amilton Oliveira), mas trouxe Jair Pereira (treinador com passagens por Corinthians, Vasco, Flamengo e seleção brasileira) para ser uma espécie de manager. Deu certo, e o Operário terminou o paranaense em terceiro lugar, na melhor campanha que o clube fez desde 1991. O posto de melhor time do interior ainda garantiu o alvinegro na Copa do Brasil do ano que vem, algo inédito em seus quase cem anos de existência.

A campanha da equipe de Amilton Oliveira no Paranaense, no entanto, exemplificou bem como foi o ano em Vila Oficinas. Apesar do feito histórico, a equipe teve de conviver com cobranças da torcida pelos maus resultados, principalmente nas últimas rodadas do Estadual (na ‘Final do Interior’, em Cianorte, jogadores e torcedores chegaram a brigar na saída do estádio).

Se viveu o seu auge no Estadual, no segundo semestre o Operário foi decepcionante. A Premier Soccer assumiu completamente o futebol no clube, e prometeu investimentos e a briga pelo título nacional na Série D. A campanha na quarta divisão, porém, ficou abaixo do esperado, com o time sendo eliminado na primeira fase e com Amilton demitido no meio do caminho.

O ano ainda terminou com o fim da parceria com os empresários cariocas e o Operário assumindo o futebol profissional, pela primeira vez desde 2006, sem nenhum gestor.

Da Redação (Diário dos Campos – 31/12/2011).

Confira algumas fotos da partida entre Operário Ferroviário e Mirassol-SP pela última rodada do Campeonato Brasileiro da Série D 2011. Jogo realizado no estádio Germano Krüger no último domingo, as 16 horas, teve a vitória do fantasma por 3 a 0 diante do time paulista que jogava já classificado. Com esta partida, o Operário se despediu da Série D 2011, ficando em 4o. lugar no grupo A7, com 10 pontos.

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Operário 3 x 0 Mirassol - Campeonato Brasileiro Série D 2011 - 18/09/2011

Fotos do dia 18/9/2011 por: Diego Uczak.

Expulso contra Mirassol, George diz que nem encostou no árbitro Rodrigo Nunes de Sá, que relatou na súmula ter sido atingido de raspão na testa

“Para ganhar o Oscar não está difícil”. Essa é opinião do lateral-esquerdo do Operário-PR, George Santos, sobre o polêmico lance em que o árbitro Rodrigo Nunes de Sá aparentou simular uma agressão e cair no chão, na vitória do time paranaense por 3 a 0 sobre o Mirassol, pela Série D do Brasileiro. Após levar um cartão vermelho, o camisa 6 se dirige ao juiz aos berros e, em dado momento, os rostos de um e de outro parecem se encostar levemente. O árbitro então faz um movimento e leva as mãos ao rosto, atirando-se no gramado (assista ao vídeo).

Para o lateral-esquerdo, o árbitro errou ao não aplicar o cartão amarelo em um atleta do Mirassol, em um lance que teria parado um contra-ataque do Operário-PR. George se arrepende de ter chegado perto demais do juiz, mas nega ter agredido o árbitro fisicamente.

– O jogador deles matou o contra-ataque com falta. Eu pedi um amarelo, e ele disse que eu estava falando demais. Aí eu falei: “Assim é fácil dar amarelo, né?”. Ele então resolveu me expulsar. Eu cheguei mais perto e disse: “O senhor está de sacanagem também”. Acho que a única coisa que fiz de errado foi chegar para conversar, já que ele era a autoridade. Em nenhum momento encostei nele. Para ganhar o Oscar não está difícil – relatou George, por telefone.

Na súmula, o juiz relatou que o jogador teria proferido xingamentos com o “dedo em riste”, na direção de seu rosto. Mas, segundo George, não houve falta de respeito. O atleta contou também que o médico do Operário-PR tentou examinar o árbitro que estava caído no chão, mas ele recusou o atendimento.

– Toda hora eu vejo, revejo o lance. Não houve agressão. Alguns companheiros meus se exaltaram, mas eu não o agredi com palavras. Não me lembro de ter falado nada disso. O médico do clube me falou que foi colocar a mão no nariz, na testa dele, e ele nem deixou tocar. Falou que já estava bem, que queria continuar.

George contou também que nunca participou de jogos apitados por Rodrigo Nunes de Sá e disse não ter nenhum problema pessoal com o juiz.

– No jogo da rodada passada, um juiz prejudicou a gente e nada aconteceu. Você imagina trabalhar a semana toda, jogar em casa, e ser prejudicado? A gente não consegue entender o que houve (contra o Mirassol). Que eu me lembre, ele nunca apitou jogo meu.

Receoso de levar algum tipo de punição, em um julgamento que ainda será marcado, o atleta lamentou o fato. Ele afirmou também que o clube vai ajudá-lo juridicamente no caso.

– O pessoal do clube me falou que vai acompanhar o caso de perto. Isso tudo me desagrada muito. Imagina se um pai está la com o filho no estádio, vendo o jogo, e ele vê isso. Vou ver o que acontece, mas já tenho as imagens. Quero ver o que ele vai falar diante das imagens – concluiu o atleta de 25 anos.

Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM, o árbitro Rodrigo Nunes de Sá negou-se a dar qualquer tipo de esclarecimento a respeito do lance.

– A gente não pode dar nenhuma entrevista de caráter técnico ou disciplinar, isso está no regulamento dos árbitros (insistiu, repetindo a afirmação por duas vezes). Tudo que aconteceu em campo foi relatado na súmula – limitou-se a dizer.

Por Globo Esporte – Redação Rio de Janeiro (22/9/2011).