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2 x 0
01/05/2012
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Ponta Grossa - PR

Brasileirão D 2010

Segundo as informações divulgadas pelo site Net Esporte Clube, no caso da equipe de Manaus, o Joinville seria beneficiado diretamente e garantiria o acesso

A disputa da Série D do Campeonato Brasileiro pode ser decidida fora de campo. Com a possibilidade de ser paralisada, a suposta escalação irregular de jogadores por parte do América/AM e Madureira/RJ cria ainda chances de até mesmo mudar os quatro times classificados para a Série C em 2011. Segundo as informações divulgadas pelo site Net Esporte Clube, no caso da equipe de Manaus, o Joinville seria beneficiado diretamente e garantiria o acesso. Já o caso do clube carioca é mais complicado e depende da interpretação dos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – com o Operário também sendo um dos interessados.

O Madureira foi acusado de utilizar irregularmente o atacante Wesley em três partidas do campeonato. O jogador teria sido escalado ainda primeira fase contra Tupi/MG, Botafogo/SP e Cene/MS. Se considerado culpado, o clube carioca perderia os pontos e ficaria de fora do campeonato. No entanto, o Madureira já foi julgado e absolvido por uma das comissões disciplinares do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Leia a matéria na integra no JM impresso.

Por JMNews (26/10/2010).

Madureira e América/AM usaram atletas irregulares. “Engenharia Jurídica” vai definir o futuro da competição

A Série D do Campeonato Brasileiro pode ser paralisada a qualquer momento e depender de resultados fora de campo para a definição dos quatro classificados para a Série C em 2011. América/AM e Madureira terão que dar explicações na Justiça Desportiva por conta da escalação irregular de jogadores no transcorrer da competição. No caso da equipe de Manaus, o Joinville seria beneficiado diretamente e garantiria o acesso. Já o caso do clube carioca é mais delicado e dependeria da interpretação dos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

O Madureira foi acusado de utilizar irregularmente o atacante Wesley em três partidas do campeonato, mas ainda primeira fase. O jogador teria sido escalado de maneira indevida contra Tupi/MG, Botafogo/SP e Cene/MS. Se for considerado culpado, o clube carioca perderia os pontos e ficaria de fora do campeonato.

No entanto, o Madureira já foi julgado e absolvido por uma das comissões disciplinares do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O caso foi a julgamento em 1º de setembro na Terceira Comissão Disciplinar do STJD, que atendeu ao argumento de defesa do Madureira, defendido pelo advogado Márcio Bittencourt. O jurista alegou que a denúncia foi feita fora do prazo. O relator do processo 54/2010, José Teixeira Fernandes, votou contra o arquivamento da denúncia, mas foi voto vencido.

Porém, o caso chamou a atenção da Procuradoria do STJD, que não aceitou a decisão da Terceira Comissão Disciplinar e enviou o processo para o Pleno do STJD, onde ele deve entrar em pauta nos próximos dias.

O advogado Domingos Moro entende a situação do Operário como bastante difícil, porque o caminho jurídico a ser percorrido é bastante grande e com várias interpretações distintas. Moro explica que será preciso uma complexa “engenharia jurídica” para decidir o caso.

De acordo com o novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, existem duas formas de o uso de um jogador irregular ser denunciado. Por um clube ou pessoa que se sentir prejudicado ou pela própria Confederação Brasileira de Futebol. Porém, caso a denúncia parta da CBF, o prazo é de 3 dias após a entrada da súmula na entidade. No caso do Madureira, a CBF só constatou a irregularidade 8 dias depois. Este foi o argumento utilizado pelo clube carioca na sua defesa no julgamento em 1º de setembro.

No entanto, a batalha jurídica não para por aí. A procuradoria do STJD entrou com um pedido de recurso dentro do prazo previsto em lei e agora aguarda a confirmação da próxima reunião do Tribunal Pleno para a análise da documentação. Caso o recurso seja aceito, aí entra em ação o departamento jurídico do Operário Ferroviário, que se credenciaria como terceiro interessado no processo e defenderia a tese que deve ser o clube detentor da vaga na Série C, já que é completamente inviável que todos os jogos do Madureira a partir da segunda fase sejam realizados novamente.

De acordo com Domingos Moro, resta agora ao Operário esperar a definição da pauta do Pleno do STJD e análise sobre o recurso da Procuradoria.

O gestor do clube, Dorli Michels, confirmou que o Fantasma aguarda o julgamento do recurso da Procuradoria no Pleno para entrar como terceiro interessado no processo. “Vamos esperar para ver como será o julgamento e aí entramos com nosso departamento jurídico no processo, mas posso garantir que vamos buscar nossos direitos”, afirmou.

Por Vitou Hugo Gonçalves (Net Esporte Clube 25/10/2010).

Em casa, com uma vitória maiúscula por 6 a 2 sobre o Operário/PR, o Madureira garantiu seu esperado acesso à Série C do Campeonato Brasileiro

Uma tarde histórica para o Tricolor Suburbano. Em casa, com uma vitória maiúscula por 6 a 2 sobre o Operário/PR, o Madureira garantiu seu esperado acesso à Série C do Campeonato Brasileiro com uma grande festa na Rua Conselheiro Galvão. Brindada com uma atuação de gala, a torcida impulsionou o time até o fim, com direito a gritos de “Olé”. No placar agregado, que computa os resultados dos dois jogos, o resultado foi de 10 a 3 a favor do time carioca.

Nos primeiros minutos, o Operário mostrou acreditar que seria possível reverter a vantagem aberta pelos cariocas no jogo de ida, por 4 a 2, em Ponta Grossa. Os Alvinegros se lançaram ao ataque, buscando o primeiro gol cedo, mas esbarraram no mesmo problema do jogo de ida: o perigosíssimo contra-ataque do Tricolor Suburbano, que abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo.

Lançado pela esquerda, Maciel avançou. A marcação afastou o perigo, mas o atacante insistiu e, quase da linha de fundo, bateu cruzado e a bola foi parar no ângulo esquerdo de Ivan, que não conseguiu acompanhar: Madureira 1 a 0.

Após o gol, o jogo esfriou. O classificação ficou mais difícil para o Operário que, desinteressado, oferecia poucas oportunidades de contra-ataque para o time carioca. Mas, aos 37 minutos, o Hiroshi aproveitou bola cruzada da esquerda e subiu mais que a defesa para ampliar: Madureira 2 a 0. No minuto seguinte, Alex sofreu pênalti. O volante-artilheiro Rodrigo cobrou com categoria, no canto esquerdo de Ivan, e transformou a vitória parcial em goleada: Madureira 3 a 0, antes dos quarenta minutos de jogo.

Com a goleada desenhada, o técnico Paulo Caçapa, do Operário, promoveu mudanças. Tirou o volante Dário para colocar zagueiro Vinícius. E, para mostrar poder ofensivo, promoveu a entrada do atacante Léo Gazola na vaga de Rogerinho, mas as mudanças ficaram longe de surtir o efeito esperado.

Segundo tempo: início eletrizante
Com a classificação praticamente definida, era pouco provável que o segundo tempo pudesse ser de pura emoção. Mas foi exatamente o que aconteceu. O Operário descontou logo aos quatro minutos, com Péricles, que aproveitou cruzamento da esquerda para, de cabeça, fazer o de honra do time paranaense: 3 a 1.

Três minutos depois, Hiroshi completou bom cruzamento de Valdir e, com a colaboração de um zagueiro, que falhou, passou pelo goleiro e mandou a bola para o fundo da rede: Madureira 4 a 1. Dois minutos depois, em novo ataque do Madura, Pessanha mostrou insistência e, depois de cinco tentativas do Tricolor, o zagueiro conseguiu mandar para a rede de Ivan o quinto gol carioca: 5 a 1.

Mal o Operário deu a saída, e nova blitz do ataque do Madureira. A bola sobrou para Maciel, que viu o goleiro caído e tocou por cobertura para fazer a sena: 6 a 1 para o Tricolor Suburbano, com 11 minutos. O gol terminou por tranquilizar o jogo. Com muitas trocas de passe e diante de um Operário extremamente recuado, o Tricolor apenas administrava a vitória e se contentava em chegar nas falhas do Alvinegro.

Aos 39 minutos, Léo Gazola recebeu cruzamento da direita. A defesa cortou, mas ele acreditou no lance e, após bate-rebate, mandou para o fundo do gol de Jeferson e fechou o placar: Madureira 6 a 2. A tristeza paranaense contrastava com a alegria do boêmio bairro suburbano, que tem agora mais um orgulho que leva seu nome.

A partida
Estádio Aniceto Moscoso (Rio de Janeiro/RJ)
Árbitro: Edilson Ramos da Mata (MT)
Assistentes: Lincoln Ribeiro Tasques e Paulo César Silva Farias (MT)
Madureira: Jeferson; Valdir, Pessanha, Douglas Assis e Baiano; Vinícius (Caio Cezar), Vitor Silva, Rodrigo e Alex (Serginho); Maciel e Hiroshi (Obina). Técnico: Antônio Carlos Roy.
Operário: Ivan; Cassiano, Fabiano, Leonardo e Rogerinho (Léo Gazola); Dário (Vinícius), Péricles, Cambará e Grilo; Edenílson (Lucas) e Baiano. Técnico: Paulo Caçapa.
Cartões amarelos: Vitor Silva (Madureira) ; Cassiano (Operário).
Gols: Maciel (5/1°t e 11/2°t), Hiroshi (37/1°t e 7/2°t), Rodrigo (39/2°t), Pessanha (9/2°t) – Madureira; Péricles (4/2°t) e Léo Gazola (39/2°t) – Operário.

Por Stéfano Salles, do Portal FutRio (JMNews – 17/10/2010).

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