14/08/2017

As lágrimas já se tornaram parte do ‘uniforme’ do torcedor do Operário, principalmente nos últimos dois anos. O alvinegro chorou de alegria em 2015, quando o time foi campeão paranaense pela primeira vez na história. Chorou mais tarde, no mesmo ano, quando viu o time ser eliminado pelo Remo nas quartas de final da Série D, a um jogo do acesso.

No ano seguinte, mais lágrimas com a tristeza de ver o Fantasma rebaixado no Campeonato Paranaense. O que poderia servir de alento foi a conquista da Taça FPF, meses depois, pelo time Sub-23, que garantiu a disputa da Série D em 2017. Mas as lágrimas de frustração voltaram à tona na disputa da Divisão de Acesso deste ano, quando o time falhou e teve que amargar mais um ano longe da elite do futebol paranaense.

Finalmente, o torcedor voltou a chorar de alegria. De emoção. De desabafo. São as lágrimas do alvinegro fanático, que sonhou em ver o time voltar a ser relevante em âmbito nacional depois de mais de duas décadas. Muitos deles, aliás, sequer eram nascidos na última vez em que o time de Vila Oficinas passou pela Série C. A centenária história do Operário Ferroviário ganhou mais um capítulo incrível, que uniu a cidade em torno de duas cores: preto e branco.

Ver o Germano Krüger abarrotado, com quase 9 mil pessoas, é algo que todos os que admiram o Fantasma sempre esperam. O Operário Ferroviário está na Série C, torcedor. A felicidade é tamanha que muitos ainda não pararam para pensar que o campeonato ainda não acabou. O Fantasma tem uma semifinal pela frente e pode coroar um ano que começou péssimo com um título nacional. Por que não? Se o acesso antes parecia distante, principalmente depois da campanha na Divisão de Acesso, agora se tornou uma realidade. O Operário chega a esta fase da competição com uma das melhores campanhas do campeonato e tem, sim, condições de pensar no título da Série D, para presentear o torcedor que o apoiou mesmo nas horas mais difíceis.

Mais do que um campeonato importante para disputar, a classificação para a Terceira Divisão permite ao Fantasma alçar voos maiores. A possibilidade de elaborar um planejamento para o ano todo é o principal deles. Montar uma equipe para jogar entre janeiro e maio, apenas no Estadual, é o que freia a maior parte dos clubes paranaenses, que não têm uma agenda de jogos que permita o entrosamento e o crescimento como equipe.

Esse planejamento pode ajudar até mesmo o Alvinegro de Vila Oficinas a retornar para a elite do futebol paranaense. Afinal de contas, se a diretoria conseguir montar um time pensando na disputa da Série C, o elenco naturalmente terá qualidade de sobra para superar os fracos rivais que devem vir pelo caminho na Divisão de Acesso do próximo ano. Esta certamente será uma das prioridades do time para 2018.

E a Taça FPF, que vinha sendo tratada como principal competição pela vaga na Série D, agora pode ser usada para fortalecer os jovens atletas do Fantasma. Os campeonatos de base devem ser pensados para formação de jogadores, e quando essa preparação é relegada a segundo plano pela necessidade de um título, a base fica enfraquecida, com um elenco montado apenas para a disputa daquele torneio e não pensando na continuidade do trabalho.

Por hora, é preciso comemorar, e muito. O Operário está na Série C e ainda pode chegar mais longe. Para isso, o apoio dos mais de 8 mil torcedores que compareceram ao Germano Krüger nesta segunda-feira será fundamental. Com a força da torcida alvinegra, o Fantasma pode voltar a sonhar alto…

Por Gabriel Sartini

Após o acesso para a terceira divisão nacional, quando o Operário Ferroviário confirmou a classificação às semifinais do Campeonato Brasileiro da Série D, ao vencer o Maranhão AC por 2 a 1, na noite de segunda-feira, no Estádio Germano Krüger, o pensamento agora é buscar um título inédito para o centenário clube de Vila Oficinas. O confronto pelas semifinais será contra o Atlético do Acre, no próximo final de semana, no norte do Brasil. Na outra semifinal, jogam Juazeirense e Globo FC.

Na partida contra o Maranhão, o público no Germano Krüger foi outra atração à parte. No total, 8.817 torcedores lotaram as arquibancadas e deram um show, empurrando o Fantasma em busca do resultado. O técnico Gerson Gusmão falou sobre o acesso. “A torcida veio e nos ajudou bastante. Sabíamos que o Maranhão vinha forte em relação ao que jogou na primeira partida. Agora, a nossa equipe também jogou para vencer e fizemos uma grande partida. Todos cumpriram o que foi planejado e conquistamos o principal objetivo do clube nesta temporada, que era justamente o acesso para a terceira divisão. Agora, depois da comemoração, vamos voltar ao trabalho. Ainda tem campeonato pela frente e vamos em busca do título”, disse o técnico Gerson Gusmão.

O jogo
A partida começou muito movimentada, com o time visitante buscando o gol, já que tinha que fazer pelo menos três para eliminar o Fantasma. Na pressão tentou com chutes de fora da área, mas aos poucos o time alvinegro foi tomando conta do jogo. Com espaços no ataque, os jogadores alvinegros estavam afoitos e o primeiro tempo acabou sem movimentar o placar. Mas, na segunda etapa, Lucas Batatinha abriu o marcador, explodindo o Germano Krüger. Marcelinho empatou, mas logo depois, o Fantasma marcou novamente, com Jean Carlo, decretando a vitória alvinegra. Depois, foi só festa em Vila Oficinas.

Público e renda no Germano Krüger
Público pagante: 8.627 pessoas
Público total: 8.817 pessoas
Renda: R$ 212.265

Da Redação (Diário dos Campos – 15/08/2017)

O Operário Ferroviário carimbou a vaga para a Série C ao vencer o Maranhão por 2 a 1, no Estádio Germano Krüge, na noite desta segunda-feira (14). Os gols alvinegros foram de Lucas Batatinha e Jean Carlo, no segundo tempo. Marcelinho fez para o time adversário. Agora o Fantasma disputa as semifinais da Série D contra o Atlético do Acre, em busca do título inédito.

Público e renda no Germano Krüger
Público pagante: 8.627 pessoas
Público total: 8.817 pessoas
Renda: R$ 212.265.

Da Redação (Diário dos Campos – 15/08/2017)