Confira algumas fotos da partida entre Operário Ferroviário e Mirassol-SP pela última rodada do Campeonato Brasileiro da Série D 2011. Jogo realizado no estádio Germano Krüger no último domingo, as 16 horas, teve a vitória do fantasma por 3 a 0 diante do time paulista que jogava já classificado. Com esta partida, o Operário se despediu da Série D 2011, ficando em 4o. lugar no grupo A7, com 10 pontos.









Fotos do dia 18/9/2011 por: Diego Uczak.
Expulso contra Mirassol, George diz que nem encostou no árbitro Rodrigo Nunes de Sá, que relatou na súmula ter sido atingido de raspão na testa
“Para ganhar o Oscar não está difícil”. Essa é opinião do lateral-esquerdo do Operário-PR, George Santos, sobre o polêmico lance em que o árbitro Rodrigo Nunes de Sá aparentou simular uma agressão e cair no chão, na vitória do time paranaense por 3 a 0 sobre o Mirassol, pela Série D do Brasileiro. Após levar um cartão vermelho, o camisa 6 se dirige ao juiz aos berros e, em dado momento, os rostos de um e de outro parecem se encostar levemente. O árbitro então faz um movimento e leva as mãos ao rosto, atirando-se no gramado (assista ao vídeo).
Para o lateral-esquerdo, o árbitro errou ao não aplicar o cartão amarelo em um atleta do Mirassol, em um lance que teria parado um contra-ataque do Operário-PR. George se arrepende de ter chegado perto demais do juiz, mas nega ter agredido o árbitro fisicamente.
- O jogador deles matou o contra-ataque com falta. Eu pedi um amarelo, e ele disse que eu estava falando demais. Aí eu falei: “Assim é fácil dar amarelo, né?”. Ele então resolveu me expulsar. Eu cheguei mais perto e disse: “O senhor está de sacanagem também”. Acho que a única coisa que fiz de errado foi chegar para conversar, já que ele era a autoridade. Em nenhum momento encostei nele. Para ganhar o Oscar não está difícil – relatou George, por telefone.
Na súmula, o juiz relatou que o jogador teria proferido xingamentos com o “dedo em riste”, na direção de seu rosto. Mas, segundo George, não houve falta de respeito. O atleta contou também que o médico do Operário-PR tentou examinar o árbitro que estava caído no chão, mas ele recusou o atendimento.
- Toda hora eu vejo, revejo o lance. Não houve agressão. Alguns companheiros meus se exaltaram, mas eu não o agredi com palavras. Não me lembro de ter falado nada disso. O médico do clube me falou que foi colocar a mão no nariz, na testa dele, e ele nem deixou tocar. Falou que já estava bem, que queria continuar.
George contou também que nunca participou de jogos apitados por Rodrigo Nunes de Sá e disse não ter nenhum problema pessoal com o juiz.
- No jogo da rodada passada, um juiz prejudicou a gente e nada aconteceu. Você imagina trabalhar a semana toda, jogar em casa, e ser prejudicado? A gente não consegue entender o que houve (contra o Mirassol). Que eu me lembre, ele nunca apitou jogo meu.
Receoso de levar algum tipo de punição, em um julgamento que ainda será marcado, o atleta lamentou o fato. Ele afirmou também que o clube vai ajudá-lo juridicamente no caso.
- O pessoal do clube me falou que vai acompanhar o caso de perto. Isso tudo me desagrada muito. Imagina se um pai está la com o filho no estádio, vendo o jogo, e ele vê isso. Vou ver o que acontece, mas já tenho as imagens. Quero ver o que ele vai falar diante das imagens – concluiu o atleta de 25 anos.
Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM, o árbitro Rodrigo Nunes de Sá negou-se a dar qualquer tipo de esclarecimento a respeito do lance.
- A gente não pode dar nenhuma entrevista de caráter técnico ou disciplinar, isso está no regulamento dos árbitros (insistiu, repetindo a afirmação por duas vezes). Tudo que aconteceu em campo foi relatado na súmula – limitou-se a dizer.
Por Globo Esporte – Redação Rio de Janeiro (22/9/2011).
Premier Soccer passa a ser apenas investidora do futebol do Operário, e gestão fica sob total responsabilidade do clube
Pela primeira vez em quatro anos, o Operário passa a ser responsável pela gestão do futebol no Operário. Com o fim da campanha na Série D do Campeonato Brasileiro, onde o alvinegro encerrou com vitória por 3 a 0 sobre o Mirassol, no Germano Krüger, a direção do clube anunciou os próximos passos do clube.
A Premier Soccer, que até então era responsável pelo futebol no clube, deixa a função para ser um investidor no clube. A gestão do futebol a partir de agora fica sob inteira responsabilidade da direção do Operário. Desde 2007 o presidente Carlos Roberto Iurk firmou parcerias onde terceirizava a gestão do time profissional, algo que a partir de agora ficará a cargo do próprio clube. Iurk admite o desafio, não esconde a responsabilidade, mas garante que o clube está pronto para andar com as próprias pernas, e já fala em buscar patrocínios e mais investidores para bancar o Operário justamente no ano em que completa 100 anos de fundação. “Vamos buscar patrocínios, para que venham novos investidores. É um desafio a mais, uma responsabilidade muito grande, não temos competência financeira para tocar tudo isso sozinho”, disse o mandatário alvinegro. “Já existem interessados (em investir no Operário), mas é preciso avaliar, e nos próximos dias talvez existam mais novidades”, completou.
De acordo com o presidente do Operário, a gestão do futebol por parte da Premier Soccer estava firmada em contrato, e o rompimento não acarretou multa, já que a decisão foi tomada por parte dos empresários.
Embora a decisão foi anunciada em uma coletiva onde, além de Iurk, também estavam o manager Jair Pereira e o supervisor Tito Araújo, apenas o presidente e o Jair deram mais declarações.
Na análise de Jair Pereira, os erros cometidos no planejamento para a Série D foram cruciais para o fracasso da campanha alvinegra. “Foi uma semana difícil para todos, mas a responsabilidade é de todos nós. Fizemos um bom trabalho no Paranaense e achamos que já íamos classificar, falamos em Série C, Série B. Houve erros e agora é hora de avaliar e aprender com eles”.
O que muda?
As decisões finais sobre contratações, dispensas de jogadores e comissão técnica, e outras tarefas, ficam sob responsabilidade da direção do Operário.
A presença de Carlos Roberto Iurk, até então pouco efetiva no futebol profissional, tende a ser maior.
A Premier Soccer se torna investidora e espera retorno com a negociação de jogadores. Caso semelhante que acontece com a LA Sports e equipes como Avaí e Coritiba.
A presença de Jair Pereira no Operário é incerta, já que ele é funcionário da Premier Soccer.
Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 20/9/2011).












