Ontem foi anunciando a saída do técnico Gilberto Pereira do cargo, quem assume o Fantasma amanhã é Jackson Schwengber, auxiliar técnico

"Podemos ser muito cobrados por isso, mas é o momento que temos que tomar uma atitude" Foto: Rodrigo Covolan

“Podemos ser muito cobrados por isso, mas é o momento que temos que tomar uma atitude”
Foto: Rodrigo Covolan

Amanhã o Operário estreia no torneio da morte e após anunciar a dispensa de jogadores e do auxiliar técnico, foi a vez da baixa do técnico Gilberto Pereira. A decisão foi relatada pelo presidente do clube, Laurival Pontarollo, ontem pele manhã. Ontem mesmo Paulo Foiani foi até o clube para reunião com a diretoria do Fantasma e até o fechamento desta edição a diretoria não apresentou uma posição sobre a decisão.

Para a parida de amanhã, contra o Arapongas, a equipe será comandada pelo Jackson Schwengber, preparador físico. Pontarollo relatou que definiu o desligamento última quinta-feira (13), em reunião com a diretoria. “Se vocês se colocarem no meu lugar é uma situação complicada. Como pessoa o Gilberto Pereira é extraordinário, mas infelizmente, no Operário as coisas não aconteceram. Resolvemos isso ontem à noite (quinta-feira) e achamos melhor, chamar o Gilberto e afastar ele, para ver se conseguimos dar um impulso maior nesse grupo, acredito muito neles e tenho certeza que vamos dar a volta por cima”, relatou o presidente.

Quando questionado sobre o momento que a decisão foi tomada, Pontarollo relatou que era necessário essa atitude agora. “A gente imagina o resultado diverso, podemos ser muito cobrados por isso, mas é o momento que temos que tomar uma atitude, se não, seremos questionados depois por não ter feito nada. Temos que correr esse risco acreditando nesse grupo “, explica Pontarollo.

O contrato que foi assinado com Gilberto Pereira é válido por um ano, então ele ainda é funcionário do clube, sobre essa questão, Pontarollo destacou que não é prioridade. “Vamos ver depois a situação do contrato, focar nesse torneiro da morte, hoje Gilberto Pereira é funcionário do clube, está no contrato e temos que honrar compromissos”, expôs o técnico.

Para Pontarollo, toda essa situação do Operário servirá como aprendizado. “Com certeza foi um aprendizado muito grande, vamos fazer um levantamento de tudo isso. O Gilberto mesmo concorda que ele chegou em cima da hora, mas acreditamos que iria dar certo. Todo mundo errou, quem contratou e quem indicou jogadores”, disse. O presidente relatou que não está contente com a situação que o Operário está. “Eu me sinto decepcionado e envergonhado com os resultados. Eu acho Gilberto Pereira um baita profissional. Não deu certo o mundo do futebol é esse aí, a gente está apreendo, eu não sou do mundo do futebol, peço desculpas ao torcedor e aos patrocinadores. Isso todos nós erramos”, desabafa Pontarollo.

“Eu quero que o Operário consiga sair desse momento”
Após o anúncio da saída, Gilberto Pereira desejou sorte aos jogadores e deixou claro que essa decisão de sair do comando das equipes não partiu dele. “Eu quero que o Operário consiga sair desse momento. A gente precisa preservar a instituição, tomara que os atletas tenham a consciência do momento em que estamos que o (time) profissional consiga resgatar a marca. Eu disse que eu não abandono o barco, eu só estou saindo porque foi um pedido da diretoria”, comentou Gilberto.

Gilberto destacou que é preciso que o clube tenha mais planejamento. “O Operário não pode ser esse ovo de Páscoa, lindo por fora e oco por dentro. Não pode ser uma instituição que fica sete meses sem participar de nada, a gente comer e beber o ano todo. Isso tem que ser revisto por todo mundo, sempre acontece de começar tarde e querer resultado com um mês de trabalho. É uma marca muito forte e eu vejo que nem mesmo as pessoas que estão aqui tem conhecimento disso”, explicou Gilberto.

Por Rafaela Serrato (Diário dos Campos – 15/03/1014).

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