Operário perde em casa para o Nacional, que venceu a 1ª no Estadual, por 1 a 0; derrota tira o Fantasma da briga pelo título do returno

Leonardo Sigari Zanon não marcou pênalti após o empurrão do Cristian sobre o atacante Paulo Sérgio Por: Fábio Matavelli

Leonardo Sigari Zanon não marcou pênalti após o empurrão do Cristian sobre o atacante Paulo Sérgio
Por: Fábio Matavelli

Diante de 3,5 mil torcedores, o Operário Ferroviário conseguiu uma proeza que parecia impossível no Campeonato Paranaense 2013: jogando no Estádio Germano Krüger, o Fantasma de Vila Oficinas perdeu para o Nacional de Rolândia por 1 a 0 neste domingo e deu adeus às chances de título do 2° turno no Estadual. O time do Norte, que fez a festa em Ponta Grossa, não tinha até então sentido o gosto de vitória nas 19 rodadas anteriores do torneio – tinha marcado apenas um gol como visitante e somado só dois pontos em todo o Paranaense.

O jogo, válido pela 9ª rodada do returno, foi marcado pela irritação da torcida ponta-grossense. Os jogadores do Operário e o trio de arbitragem não escaparam da ira dos alvinegros após o apito final e, por isso, precisaram ser escoltados pela Polícia Militar até os vestiários. Leonardo Sigari Zanon, que apitou o duelo em Vila Oficinas, deixou de marcar um pênalti claro sobre Paulo Sérgio na metade do 2° tempo; por outro lado, dois jogadores do Fantasma – Edimar e Alex Cazumba, em lances desnecessários – saíram de campo expulsos, enquanto os demais abusaram do direito de perder gols durante os 90 minutos.

“Não tem explicação. Principalmente pelo descontrole que o time teve no 2° tempo, até porque se tivéssemos no 11 contra 11 talvez a gente tivesse conseguido o resultado”, disse o técnico Paulo Turra na entrevista coletiva depois da partida. O gol do Nacional saiu dos pés de Tcharlles, quando o time de Rolândia já tinha dois homens a mais em campo, aos 35 minutos da etapa final. As expulsões do Operário vieram após a cotovelada de Edimar sobre o meia Vitor e a mão na bola de Cazumba, que já tinha cartão amarelo.

Depois do apito final, o meia Pedrinho ainda levou o vermelho após discutir com árbitro da partida. “Não admito as expulsões que nós tivemos. Nem tanto a do Cazumba, já que a bola bateu na mão dele, mas as outras duas foram expulsões infantis e não podem acontecer, mesmo sendo uma equipe basicamente formada por jovens”, analisa o técnico alvinegro. Além dos jogadores expulsos, Felipe Correia e Maicon Veiga tomaram o terceiro cartão amarelo contra o Nacional e não enfrentam o Toledo, no próximo domingo, no Oeste do Estado.

Matemática
Com o resultado negativo, a classificação do Operário para a Série D do Campeonato Brasileiro voltou a ficar praticamente impossível. A derrota manteve o Fantasma na 6ª colocação na classificação acumulada com 27 pontos, cinco a menos do que o 5° lugar J. Malucelli. Faltando duas rodadas para o fim do Campeonato Paranaense, o alvinegro pode chegar no máximo a 33 pontos; por isso, para se classificar, seriam necessárias duas derrotas do Jotinha – na semana que vem contra o Londrina, fora de casa, e na última rodada diante do Toledo no Janguito Malucelli.

SUB-15
Jogando em Curitiba, no último sábado, o Operário Ferroviário sub-15 estreou com derrota no Estadual da categoria. Diante do Renovicente, no Estádio Solar do Bosque, o ‘Fantasminha’ perdeu por 1 a 0, em gol marcado aos 32 minutos do 2° tempo.

Por Sebastião Machado Neto (Diário dos Campos – 16/04/2013).

Uma resposta a Diário dos Campos: Uma derrota difícil de explicar