O camisa 2, José Gracindo Sobrinho, de 69 anos, fala dos tempos áureos em campo com olhos brilhantes. Lembra, entusiasmado, detalhes das competições em que imortalizou a lateral direita do time e fez história no Operário Ferroviária Esporte Clube (Ofec) na década de 70. “Tenho saudade, pois fiz milhares de amigos, e hoje minha paixão é cuidar do campo, cortar a grama, fazer as marcações das redes e toda a limpeza do gramado”. Há mais de dois anos ele é funcionário contratado pelo Clube e mantendo o campo em ordem ele demonstra sua paixão.

No Operário permaneceu até 1981, sendo convidado em 1974 a fazer parte do time. “Fui convidado a ficar, pelo então presidente do Clube, Odilon Mendes, e recém casado comecei a trabalhar no Departamento de Serviços Públicos, onde me aposentei”. A rotina era trabalhar das 7 às 16 horas. “E corria para o campo treinar, todos os dias”.

Fora de Campo
As chuteiras ele aposentou aos 40 anos. “São poucos que chegam a essa idade em campo”, destaca. Dos momentos alegres lembra vitórias e festas, sem tantos detalhes. Mas com tristeza recorda o jogo contra o Londrina, em 77. “O bandeirinha não deu o impedimento para o adversário e derrubei o bandeirinha com um pulo e os pés no peito dele, que ficou no alambrado e apanhou da torcida. Levei seis meses de suspensão”, lamenta.

Pai de três filhos, ponta-grossenses e operarianos, ele disse que não teve sorte de ser campeão pelo time do Operário. “Estou feliz por estar perto do Operário hoje e poder vê-lo chegar pelo menos no terceiro lugar no Paranaense”, diz. Para o experiente Gracindo, este ano o Ofec tem time para disputar a final do Campeonato Paranaense. “O futebol às vezes é ingrato, como ano passado que passou mal a primeira fase, se recuperou na segunda, mas tenho certeza que o Operário em 2013 vai ficar nas cabeças, entre os quatro melhores do Estado”, finaliza.

O ídolo do Ofec, Gracindo Sobrinho, mostra a foto oficial do time em 1977 Foto: Fábio Matavelli

O ídolo do Ofec, Gracindo Sobrinho, mostra a foto oficial do time em 1977
Foto: Fábio Matavelli

Por Gisele Wardani (Diário dos Campos – Caderno B – 27/01/2013)

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