Alvinegro não conseguiu atingir o objetivo de igualara a campanha do ano passado, mas ao menos brigou pela liderança e título no segundo turno

Remanescente do ano passado, Ceará lamentou começo ruim, mas ressaltou boa campanha no 2º turno

Remanescente do ano passado, Ceará lamentou começo ruim, mas ressaltou boa campanha no 2º turno

Os objetivos do Operário em 2012 eram ambiciosos. No ano em que inicia as comemorações do seu Centenário, o clube alvinegro queria ao menos repetir a campanha do ano passado, quando terminou em terceiro lugar, na melhor campanha dos últimos 20 anos. Falava, inclusive, em brigar pelo título.

Porém, o planejamento desandou, os recursos rarearam em determinada altura, e o que era pretensão do topo virou preocupação com o rebaixamento. O primeiro turno do Operário foi sofrível, com atuações abaixo da média, uma troca de técnico, juntamente com a chegada de reforços fez o time reagir, e no segundo turno, se aproximou daquilo que era sonhado antes do Estadual.

As justificativas para dois momentos tão distintos são variadas. Contusões, mudança de técnico, falta de sorte, chegada de reforços. “Foram dois times. No primeiro turno perdemos o Grilo, eu vinha de lesão, não tinha jogadores experientes. Aí no segundo turno o Lio chegou, veio Paulo Foiani, Neguete, o Baiano começou a marca e aí embalou”, analisa Ceará. “Uns dizem que foi o planejamento, outros falam que foi falta de sorte. Para ser sincero nem nós mesmo sabemos o que aconteceu. Trabalho não faltou, a diretoria fez a parte dela, mas dentro de campo as coisas não aconteceram no primeiro turno”, analisa Marcelinho.

Sem conseguir atingir o objetivo de sequer conseguir calendário para o segundo semestre, ficou como apego a boa campanha no segundo turno, quando o Operário chegou a brigar pela liderança, e por pouco não encerrou o primeiro turno com chances de título do segundo turno.

Ceará admite que as comparações com o ano passado são vantajosas para o projeto montado em 2011, mas ainda ressalta o trabalho feito neste ano. “Sei que eu não fui o Ceará do ano passado, mas ainda me sinto como ídolo do Operário. Ano passado cheguei no meio e ajudei o time a chegar em terceiro, e este ano passei por cirurgia, me lesionei de novo, e ainda assim consegui marcar cinco gols. Até mesmo no jogo contra o Coritiba, quando perdi aquele gol, achei que seria vaiado, que a torcida ia cair em cima, mas não, gritaram meu nome, me apoiaram”.

Da Redação (Diário dos Campos – 29/04/2012).

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