Operário enfrenta o Corinthians-PR hoje no Germano Krüger e encerra sua participação no Paranaense; sem calendário, equipe só volta para o Estadual do ano que vem

Baiano busca consolidar a artilharia do Campeonato Paranaense - Foto: Rodrigo Covolan

Baiano busca consolidar a artilharia do Campeonato Paranaense - Foto: Rodrigo Covolan

Quem quiser ver o Operário em ação em um jogo oficial neste ano, tem a última oportunidade hoje, a partir das 15h50. O alvinegro enfrenta o Corinthians-PR no Germano Krüger, pela última rodada do Campeonato Paranaense.

Depois da partida de hoje, não haverá mais futebol profissional em Vila Oficinas até o Estadual do ano que vem. Sem uma das duas vagas na Série D do Campeonato Brasileiro deste ano concedida aos dois melhores do interior do estado, o Operário não tem calendário para o segundo semestre, e sem alternativas, fecha as portas do futebol profissional neste ano, retomando as atividades em meados de outubro/novembro com a montagem do elenco para o ano que vem.

O clima de despedida foi evidente ao longo de toda a semana, e no último treinado por Lio Evaristo, na tarde de sexta-feira, ficou ainda mais claro com o treinador concedendo uma longa entrevista coletiva, e com a maioria dos jogadores fazendo um balanço da distinta campanha de 2012.

Lio, por sinal, não estará à frente do último jogo do Operário no Estadual. “Mas não é porque fui embora não”, avisou, com o bom humor, uma das marcas imprimiu desde a sua chegada ao clube ponta-grossense. O técnico cumpre suspensão pela expulsão ocorrida no jogo contra o Londrina.

Lio Evaristo, ainda falou que ainda não definiu seu futuro no Operário, afirma que gostaria de ficar e acredita em uma proposta da direção alvinegra, mas prefere deixar o tema para ser debatido após a partida de hoje. Por hora, prefere ressaltar os feitos de sua passagem pelo Operário, onde, acredita, ter deixado a sua marca. “Até o Roma tinha treinado, e fomos para o jogo do Toledo pressionados, mas dali para frente o time pegou forma e houve uma evolução no coletivo muito grande. Costumo dizer que o espelho desse time é o Saldanha. Antes ele era um jogador desacreditado e hoje está animado, voltou a ter um bom futebol”, comenta Lio.

Sobre aquilo que considera ter sido o diferencial no Operário que passou a ter a sua cara, o treinador acredita que foi a confiança depositada. “A confiança que depositaram foi passando para mim, depois para os jogadores, e o grupo deu a volta por cima. E minha mulher também foi fundamental. Tive que ter força para continuar, e ela me cobrou, disse que todos estavam acreditando, lógico que não era 100%, mas era um número alto que estava do meu lado, e isso foi dando tranquilidade”, disse.

Especificamente sobre a partida de hoje, Lio Evaristo foi sucinto. “É uma pena que é a despedida, mas está todo mundo motivado”.

Por

Os comentários estão encerrados.