Sem o investimento de grupos gestores, o Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC) luta para ampliar a receita do clube. “Não estamos aqui para tirar dinheiro do bolso”, esclarece o diretor de futebol, Maurício Barbosa.

Por isso, a intenção do clube é reajustar os contratos atuais e, principalmente, buscar novos investidores para aumentar arrecadação através de parcerias publicitárias. A diretoria negociava com três empresas, porém, uma delas já recua.

Barbosa (a dir.) se diz preocupado com a parte financeira - Foto: Luciano Mendes - Site Oficial

Barbosa (a dir.) se diz preocupado com a parte financeira
Foto: Luciano Mendes - Site Oficial

“Chegamos para conversar, perguntamos se há interesse, eles dizem que sim, mas na hora de discutirmos valores oferecem R$2 mil, R$ 3 mil”, explica. Barbosa reforça a necessidade da colaboração do empresariado para sustentar as despesas. “Não entendo como uma cidade tão grande, com um grande potencial, deixa de investir”.

Para pagar as despesas, a diretoria quer angariar R$ 100 mil em publicidade. Porém, até o momento, só há disponível um aporte de R$ 48 mil. “Isto não dá para quase nada. Só a despesa da cozinha é de R$ 50 mil”, pontua o diretor administrativo, Davi Aroldo Nascimento.

A partir de janeiro, o Operário vai ter disponível a receita da televisão pelos direitos de transmissão dos jogos do Paranaense 2012. No entanto, os condutores do futebol temem essa dependência. “Precisamos de investidores. Teremos um gasto de R$ 2 milhões. Para não dizer que estou preocupado, estou muito preocupado“, revela o Barbosa.

Elenco
O zagueiro Nelinho acertou sua permanência e com isso o Operário fica com dois zagueiros do plantel da Série D: o próprio Nelinho e João Paulo. Isso porque, Vitor Ramires – que possuiu contrato até metade do ano que vem – não faz parte dos planos e deve ser emprestado.

Já o meia Ceará deve ter sua definição hoje. O jogador vai ser avaliado para atestar a necessidade ou não de intervenção cirúrgica no joelho. “Ele vai ficar no elenco. Só precisamos saber qual caminho a seguir”, conta o diretor de futebol, Maurício Barbosa.

Por Emmanuel Fornazari (Redação em Campo – 1/11/2011).

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