Superando o mau retrospecto e a arbitragem, o alvinegro voltou a mostrar raça e vontade para derrotar o Oeste fora de casa

Foram necessários quatro jogos com apenas um ponto somado, trocar de técnico, e buscar reforços, para o Operário acordar na Série D do Campeonato Brasileiro. Além de um esquema tático diferente – com três zagueiros – o Fantasma mostrou algo que treinamentos não desenvolvem: postura!

“Com certeza foi nosso principal diferencial. O time batalhou, se esforçou, lutou até o final e soubemos utilizar nossa proposta de jogo. Postura, vontade, isto é de cada um. Conversei com cada jogador e surtiu efeito. Foi uma entrega”, avaliou técnico, Igor.

O Operário não abdicou de atacar durante a partida, porém, primeiro se defendia bem, para depois sair em contra-ataques, ou em jogadas bem armadas. A entrega do time ficou evidente também nas substituições. As três (Elvis, Zé Leandro e George) foram por cansaço ou pequenas contusões.

O gol do Operário saiu no primeiro tempo. Após enfiada de bola de George, Marcelinho adentrou a área e foi derrubado. Ícaro bateu com força e precisão no alto do canto direito. O Fantasma ainda teve outro pênalti não marcado, também, em Marcelinho, cartões amarelos e a expulsão de Ícaro questionados.

“A arbitragem nos prejudicou bastante. Teve uns lances em que não dá pra aceitar, um pênalti, e os cartões que não entendemos. Vencemos a arbitragem também”, afirma o zagueiro Marcelo.

Melhor do jogo
O atacante Marcelinho foi o responsável pela jogada de dois pênaltis, um marcado, outro não. Além disso, era a válvula de escape da equipe pelo lado direito. Com dribles e velocidade criou boas chances e quase fez um golaço quando driblou três adversários. Falta perna para terminar de driblar o quarto e chutar para o gol.

Cerâmica
Agora o Operário vai enfrentar o Cerâmica, no Estádio Germano Kruger, no próximo domingo (04/09), às 16h. E o técnico não vai poder contar com o atacante Ícaro, suspenso. Porém, pode ter uma boa novidade. O meia Ceará voltou a treinar e deve ser opção.

“A ideia é começar com ele como titular, ao lado do Élvis. Com isso, voltaríamos para o 4-4-2. Mas ainda precisamos amadurecer a ideia”, explica o treinador, Igor.

Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 28/8/2011).

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