Equipe não mostra força, sucumbe ao Oeste e torcida pede “time de verdade para o centenário”

A partida de hoje era considerada como vida ou morte para o Operário na Série D. Com o resultado de 2 a 0 para o Oeste, em pleno Germano Kruger, os jogadores já expressam um discurso póstumo de cumprimento honroso da tabela.

“Temos que jogar para terminar de maneira honrosa, lutando para não ficar em último no grupo. A classificação ficou muito difícil”, considera o atacante Marcelinho, que fez sua estreia pelo Operário.

O atacante teve a melhor chance do Fantasma na partida – talvez a única – mas acabou parando no goleiro Paulo Musse. Primeiro com três volantes, depois com três atacantes (no fim até com quatro), o Operário não deu trabalho para o arqueiro adversário.

E no segundo tempo, em contra-ataques e falhas da defesa, o atacante Marcinho marcou os dois gols do Oeste. A torcida não poupou ninguém e empostou grito de mudanças. “Queremos raça”, “Tem ter que ter vontade para jogar no Operário” e “Queremos time para o centenário” foram alguns dos dizeres.

A torcida também protestou atrás do banco da comissão técnica. A demissão do técnico, Amilton Oliveira, foi pedida pelos torcedores, porém o treinador deve terminar o domingo ainda como o treinador do Fantasma.

“Vou honrar compromisso, não vou abandonar o barco. Se o time estivesse bem, eu ia querer ficar, agora que está ruim, preciso dar força e continuar junto com os jogadores”, garantiu Oliveira.

Os atletas devem ter folga nesta segunda-feira e voltar aos treinamentos na terça. O Operário só volta a jogar pela Série D no dia 27 de agosto contra o Oeste, em Itápolis, praticamente eliminado da competição.

Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 14/8/2011).

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