Presidente considera estrutura precária. Saída de Dorli foi considerada como necessária para desenvolvimento do projeto

O que vai mudar com a troca da gestão?
Vai haver uma maior liberdade do pessoa do Rio de Janeiro. Eles vão se sentir mais vontade para maiores investimentos. Eles ficavam meio acanhados, porque o Dorli Michels estava com algum problema financeiro e eles também não queriam força-lo na possível contratação de um jogador com maior nome, com mais referência e potencial. Eu acredito que eles tenham melhores possibilidade de contratar melhor, com mais qualidade, mais peso, porque eles tem objetivo de conquistar uma das quatro vagas para a série D.

O Operário vai ter um poder de investimento maior?
Com certeza. Esse é o principal fato e que acho que vai acontecer.

E quando surgiu a hipótese de mudanças, acontecendo a saída do Dorli Michels, qual foi o seu posicionamento… Contra, a favor, foi uma negociação?
Nós fizemos o meio de campo. Achamos que nós tínhamos um débito mais emocional do que racional, temos a gratidão a ele e é um dos responsáveis por Operário estar aqui. Mas nós agimos com a razão também e vimos que ele não tinha mais condições de continuar, para o bem dele e do projeto do Operário, e ele visualizou tudo isso e resolveu se retirar.

E quais benefícios isso vai gerar? Contratações, estrutura…
Até a reforma do próprio estádio. Tudo isso vem atrelado. Quase de imediato vamos reformar… comprar equipamentos para academia e reformar o departamento médico. A cozinha já está em fase final. Esses três pontos iniciais que já vão começar a aparecer o trabalho.

Em quanto tempo vocês querem que esta estrutura básica já esteja disponível?
No começo do Campeonato já vai estar em pleno funcionamento.

E como vai ser a viabilização deste dinheiro?
Meio a meio. Vai ser dividido de igual maneira entre o Operário e a Premier Soccer.

Já estipulam um valor necessário para arcar com essas primeiras reformas?
Já temos sim. Mais ou menos, nós vamos gastar R$ 150 mil para o departamento médico, academia e término da cozinha. Não engloba aqui o estádio. Porém, o projeto arquitetônico está custando R$ 65 mil. Nós vamos ter quatro etapas desta reforma e ampliação do estádio Germano Kruger. Primeiro está sendo feito projeto para depois fazermos o orçamento.

Sendo R$ 150 mil para estas reformas, o Operário já tem a metade, que seria sua parte, para aplicar agora?
Sim. Temos sim.

E como que você avalia a estrutura hoje? Precária, ruim, boa ou ótima?
Eu a avalio como precária. Não podemos deixar de considerar a falta de dinheiro para que se pudesse melhorar. Foi feito o que era exigido para gente conseguir os laudos. Mas falta investir em conforto para o torcedor. Eu acho que nós perdemos de 2 a 3 mil pessoas que gostam de futebol, mas também exigem um conforto maior.

Então as reformas vão visar também melhorar os banheiros, o vestiário…
Sim, possivelmente também um restaurante, uma sala para a história do clube. Tudo isso deve estar neste projeto que estamos elaborando que ficará pronto dentro de 60 dias. A sala de memória seria algo para mais a frente, para o ano que vem.

E na questão de jogadores, contratação…?
O Jair Pereira tem uma lista de atletas que foram observados no Paranaense e também que podem vir de fora, de outras regiões, como do próprio Rio de Janeiro. Ele quer montar uma equipe forte para que consigamos uma dessas quatro vagas para chegar à série C no centenário.

O que vocês estão pontuando para o Centenário, além da reforma do estádio e da vaga na Série C?
Nós queremos começar o ano participando da Copa São Paulo de Juniores. Há a possibilidade, mas não há nada definido. Seria a Copa do Brasil, Paranaense e Série C. Conseguir uma boa campanha no paranaense, seria algo sensacional.

E o Sócio Centenário como está?
Estamos formulando, ver quais vão ser as vantagens para os contribuintes, qual seria contrapartida do clube para os apoiadores. Seriam 100 cotas de R$ 10 mil e teria uma parte no estádio com o nome grafado eternamente em uma placa com uma listagem das pessoas que fizeram parte deste programa. Quando o projeto arquitetônico for lançado apresentamos junto o Sócio Centenário.

Não seria mais fácil conseguir mais pessoas com um valor de contribuição menor, do que menos pessoas para um valor de R$ 10 mil?
Nós temos debatido muito esse assunto. Os envolvidos se manifestam achando que menos pessoas, neste caso 100, que é número do centenário, seria melhor, do que mais pessoas a custo menor. Acreditamos que compensa desta forma.

O contrato com os patrocinadores vão terminar agora, antes da Série D. Há interesse de renovação com os atuais, ou vão procurar outros?
A princípio está sendo conversado para renovar. Parece que já existe o desejo das empresas. Estamos negociando para continuar.

Vai ser tentado um aumento? Hoje a patrocinadora master, por exemplo, paga R$ 15 mil por mês…
Vamos tentar assim. Vamos ver a possibilidade de aumentar. Vamos ver.

O que torcedor pode esperar do Operário para o segundo semestre?
Eu sempre tenho dito que o torcedor tem que acreditar que Operário está numa ascensão. O planejamento foi cumprido. Isso foi importante. O que foi traçado no começo do ano foi alcançado. E eu reafirmo que nós conhecemos este grupo há quatro meses e termos a certeza de que eles têm competência para gerir. E nós pedimos para a torcida continuar acreditando e desculpando nossos erros.

Por Emmanuel Fornazari (Net Esporte Clube – 25/5/2011).

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