Leão do Vale bateu Operário por 3 a 0 e agora depende de um empate para levantar taça

Diante de pouco mais de 700 torcedores, Cianorte e Operário começaram a luta pelo posto de melhor equipe do interior paranaense em 2011, no Estádio Albino Turbay, em Cianorte.

Disputando o título criado nesta temporada, em jogos de ida e volta, as duas equipes não chegaram a empolgar pelo desempenho em campo.

Mesmo sem encantar, o time da casa venceu com tranquilidade, por 3 a 0, e agora depende de um empate em Ponta Grossa para levar a taça e o prêmio de R$ 50 mil, oferecidos pela RPC TV.

Jogo demora a engrenar
Apesar do prêmio de melhor equipe do interior estar em jogo, as duas equipes entraram em campo como se disputassem partida amistosa. Talvez devido ao calor da ensolarada tarde de Cianorte, as equipes demoraram a mostrar porque chegaram à decisão interiorana.

Pelo retrospecto, o favoritismo era do Operário, que até então havia vencido oito dos 11 jogos disputados fora de casa – e perdido apenas um. Mas foi o Cianorte, que somava apenas cinco vitórias – e quatro derrotas – nos 11 jogos como mandante, que tomou a iniciativa, na metade da primeira etapa.

Depois de um início morno, o Leão do Vale partiu para a pressão e perdeu três chances seguidas, dos 20 aos 25 minutos. Primeiro com Marquinhos e Giancarlo desperdiçando bom cruzamento da esquerda. Depois em dois chutes fortes, de Thiago Santos e Marquinhos, que exigiram boas defesas de Ivan.

A pressão deu resultado quando Giancarlo mostrou o faro de gol que o levou a ser um dos três artilheiros do Campeonato Paranaense, ao lado de Bill e Davi, do Coritiba, com 12 gols. Felipe bateu falta da intermediária e o atacante, de costas para o gol, desviou de cabeça para as redes, aos 32 minutos. Gol que não desempatou a briga pelo posto de goleador estadual, porque a Federação Paranaense não considera os gols da decisão do interior nas estatísticas da competição.

Em desvantagem, o Operário tentou empatar nos petardos de Matheus e Ceará, que encontraram o goleiro Marcelo no caminho. No intervalo, o técnico Amilton Oliveira lamentou o resultado parcial.

– Combinamos de evitar as faltas perto da área, porque é a jogada mais forte deles, mas infelizmente levamos um gol desta forma.

Já o atacante Giancarlo reclamou de seus companheiros Thiago Santos e Geandro, que discutiram em campo, trocaram empurrões e levaram cartões amarelos.

– Nem sei como é que o juiz não expulsou um jogador de nosso time. Somos experientes, não podemos jogar igual a um juvenil.

Cianorte amplia e tem vantagem no jogo de volta
Perdendo a partida, o Operário partiu com tudo para o ataque na etapa final. Até porque o saldo de gols nas duas partidas decisivas não serve como critério de desempate. Para sorte do Fantasma, que abriu muito espaço na defesa e logo sofreu mais gols.

Em falha da marcação dos visitantes, Geandro aproveitou bola rebatida pro Giancarlo e, livre na marca de pênalti, apenas rolou para o gol, ampliando o placar aos nove minutos.

Quando chegou, no chute cruzado de Osmar, o Fantasma viu o goleiro Marcelo fazer excelente defesa. O jogo ficou ainda mais aberto, e os goleiros seguiram trabalhando bastante. Ivan teve que provar porque foi eleito para a seleção do campeonato ao defender os arremates de Felipe e Rafael Mineiro. Marcelo se virou para impedir que Ícaro reduzisse a desvantagem.

Foi então que o artilheiro Giancarlo apareceu novamente. O artilheiro aproveitou boa cobrança de escanteio de Felipe, subiu mais que a zaga e cabeceou para o gol, aos 29 minutos.

Com três gols de folga, o Leão passou a tocar a bola, deixando o tempo passar e evitando maior desgaste físico. E agora joga por um empate no jogo de volta, no próximo domingo, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, para levantar a taça de campeão do interior.

– Estamos no caminho certo e dependemos de um empate lá. Tive a felicidade de fazer dois gols e deixar um para o Geandro – comemorou Giancarlo.

Já o Operário, que no início do mês celebrou 99 anos de fundação, precisa vencer a partida no tempo normal e depois na decisão por pênaltis para garantir o título.

Por Luciano Balarotti (GloboEsporte Curitiba – 8/5/2011).

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