Independente do resultado, o confronto entre Operário e Cianorte, a partir das 15h30 de hoje, será um teste para os nervos, dentro e fora de campo. Se quiser ficar com um título inédito em 20 anos, o alvinegro terá de vencer no tempo normal – por qualquer placar – e superar as cobranças de pênaltis.

Uma derrota em casa não apenas obriga os alvinegros a verem o Cianorte dar a volta olímpica como também fecha uma campanha vacilante diante de seu torcedor. Em casa o alvinegro venceu apenas quatro vezes no Paranaense 2011. A última vitória ocorreu há mais de dois meses (contra o Cascavel, no dia 9 de março).

DECISÃO Alisson vê final de hoje como oportunidade para 'volta por cima' e pode ser um dos batedores caso a decisão vá para os pênaltis

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Além de ser melhor diante de seu torcedor, o Operário ainda terá de ser superior nas cobranças de pênaltis, diante a pressão de sua torcida. Mais um fator psicológico para entrar na conta do jogo de hoje.

Tanta pressão fez com que Amilton Oliveira até mudasse um pouco seus métodos ao longo da semana. Pouco adepto a palestras ou discursos motivacionais, por imposição da decisão, o treinador foi obrigado a puxar para o lado psicológico do confronto. “Aqui não tem essa coisa de ‘família Amilton’ ou coisa assim. Mas pelo apelo do jogo tem que ter essa conversa diferenciada. O próprio jogo é motivador”. Até mesmo por conta do caráter decisivo do duelo de hoje a tarde, o treinador rejeita uma agitação fora do comum por parte de sua parte. “A equipe é muito reflexo do treinador, não adianta ficar berrando desesperado na beira do gramado, pondo pilha no jogador. Se isso adiantasse, não precisava treinar durante a semana”.

Os jogadores, cientes da necessidade de um bom resultado em casa, veem a partida diante um dos adversários mais difíceis ao longo da competição como oportunidade de redenção. “O regulamento nos ajudou, mas a gente precisa do gol para ir para os pênaltis. Confiamos que podemos dar a volta por cima, o grupo mesmo precisa dessa vitória para fechar com chave de ouro uma campanha que conseguiu objetivos importantes como a vaga na Copa do Brasil e Série D”, diz Alisson.

O zagueiro, inclusive, foi um dos que teve bom aproveitamento ao longo da semana nos treinamentos de cobranças de pênaltis. Consenso em praticamente todo o elenco, a rejeição do argumento de que ‘pênalti é loteria’ também é adotada pelo marcador. “As cobranças estão saindo bem, e se treinador optar por mim, vou bater. Tem que ir (para a cobrança) com o lado decidido, confiante, com personalidade. Mas mais do que isso, o que vale é treino”.

Fator técnico irá definir cobranças
Para ficar com a primeira taça – a de campeão do interior – em vinte anos, o Operário terá de ser melhor que o Cianorte não apenas no tempo normal, mas nas cobrança de pênaltis. O regulamento prevê que uma vitória alvinegra por qualquer placar obriga a Final do Interior a ir para os pênaltis. Em caso de empate ou vitória do Cianorte o título fica com os visitantes.

Ao longo da semana Amilton Oliveira obrigou todo o elenco a treinar penalidades, e adiantou que deverá levar em conta o rendimento demonstrado durante as sessões de treino para definir os cinco primeiros cobradores.

Mateus, Serginho Paulista, Ícaro, Grilo, Serginho Catarinense, Alisson foram alguns dos testados e com rendimento médio um pouco melhor. Ivan também treinou durante a semana e chegou a bancar sua inclusão entre os cinco batedores.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 15/5/2011).

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