Gestores podem gastar até R$ 1 milhão caso o Operário consiga avançar na Série D e obtenha vaga na terceira divisão nacional do ano que vem

No planejamento para a gestão do futebol do Operário, a Premier Soccer não escondeu que a intenção é investir no clube e levá-lo, no mínimo, à Série C nacional do ano que vem. Uma rápida conta aponta para uma quantia significativa que o clube terá de aplicar no clube para vingar suas metas no segundo semestre.

Levando em conta os números apresentados pelo sócio da empresa do Rio de Janeiro, Jairo Freitas, os gestores poderão desembolsar, caso o alvinegro triunfe na quarta divisão nacional uma quantia que pode superar a casa de R$ 1 milhão. “Um custo estimado por nós, não sai por menos de R$ 100 mil por mês, apenas para custear a equipe na Série D”, calculou o empresário, na apresentação de sua empresa em Vila Oficinas.

GASTO Jairo Freitas afirma que além da folha salarial, clube deve desembolsar R$ 100 mil mensais na Série D

GASTO Jairo Freitas afirma que além da folha salarial, clube deve desembolsar R$ 100 mil mensais na Série D

As contas de Jairo não incluem a folha salarial do clube, e se for considerado que a Série D dura cinco meses, e que os salários do elenco devem ultrapassar a média de R$ 80 mil mensais (média gasta no ano passado, número repassado por Dorli Michels, na época), os gastos já alcançariam a casa dos sete dígitos . Descontam-se aí os eventuais investimentos prometidos para um setor médico e uma academia, prometido pelo grupo de empresários.

A conta aperta se for comparada a quantia despejada nos cofres alvinegros na mesma competição do ano passado. Na competição nacional, que não conta com cota de TV e que em tese possui menos visibilidade dentro do Estado, o alvinegro contou com menos patrocinadores que no Paranaense, recebeu através dos borderôs do Germano Krüger uma receita líquida (já descontados os gastos) de R$ 218.820.

Para efeitos de comparação, se neste ano o clube ponta-grossense repetir a média de renda da Série D de 2011, o que seria arrecadado junto às bilheterias de seu estádio não representaria 30% do investimento planejado.

Pesam também na matemática para a Série D nacional o fato de que a folha salarial para este ano – embora Jairo tenha afirmado que pretende promover jogadores do elenco sub-20 alvinegro – seja mais valiosa do que 2010, já que a empresa do Rio não esconde que pretende montar um elenco com condições de brigar por uma das quatro vagas de acesso à Série C, além de já planejar o Paranaense e Copa do Brasil do ano que vem. Casos de Ceará e Mateus, por exemplo, interessam ao alvinegro, mas possuem salários altos, além de eventuais novas contratações, que também podem chegar com remunerações altas.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 25/5/2011).

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