Após vitória fora de casa sobre o Oeste, no fim de semana, alvinegro ainda mantém vivas as chances de classificação para a segunda fase

A vitória por 1 a 0 sobre o Oeste, de Itápolis, no último sábado, não tirou o Operário da lanterna do grupo A7 na Série D do Campeonato Brasileiro, mas ao menos deu um fôlego na busca da equipe ponta-grossense pela classificação às oitavas de final da competição.

Se não mudou muito a situação da equipe de Vila Oficinas, ainda precisa vencer todos os jogos para sonhar com uma vaga na fase seguinte da competição, o triunfo obtido no interior paulista foi uma injeção de ânimo no elenco, que não havia vencido nenhum jogo até então.

COM CHANCES Após  bater o Oeste, Operário ainda tem chances de se classificar paras as oitavas de final

COM CHANCES Após bater o Oeste, Operário ainda tem chances de se classificar paras as oitavas de final

Ao final da partida, o estreante técnico Carlos Henrique Paiva não escondeu sua animação pelo debute com o pé direito à frente da equipe profissional do Operário. “A gente precisou colocar para esses atletas que o único trabalho é a garra, a vontade que tem que sair dentro deles. Com vontade e superação a gente consegue superar as adversidades”, discursou o treinador, que inclusive viu com bons olhos sua estreia. ”A minha própria estreia (foi boa), no sentido que eles conseguiram incorporar as minhas palavras. Agora é ter os pés no chão e centralizar no Cerâmica”.

Para a próxima partida o treinador alvinegro não poderá contar com o autor do gol da vitória em Itápolis. Ícaro, que marcou de pênalti, foi expulso e não enfrenta o Cerâmica no próximo fim de semana. O Operário segue na última colocação do grupo A7, com quatro pontos, enquanto que o líder da chave é o Mirassol, com 11 pontos. Com um ponto a menos está o Cene, na segunda colocação, seguido do Oeste, com oito, e Cerâmica, com cinco.

O compromisso com a equipe gaúcha, que acontece no Germano Krüger, no domingo, inclusive, já começou a ser traçado pelo treinador do Operário, pouco tempo depois da vitória em Itápolis. “O mais importante nesse momento é ter os pés no chão. Viemos para aprender a se defender primeiro, sair de uma adversidade é um desafio. A gente precisa dignificar o nome do Operário, e precisa disso mais do que nunca. Agora acabou o Oeste e é pensar no Cerâmica. Um passo foi dado, mas se a gente precisa se classificar, precisa reverter um quadro dentro de casa, que ainda tem dificuldade. Eu não quero jogar bonito, quero ganhar, somar três pontos”, pregou.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 20/8/2011).

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