Técnico do Operário reconhece limitação de sua equipe, e lança mão de jogadores da base para seguir vivo na briga paras oitavas

Carlos Henrique Paiva assumiu o Operário com a missão quase impossível de colocar a equipe nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Hoje, ocupa a terceira colocação do grupo A7, com 7 pontos, três a menos que o segundo colocado Cene, e sete atrás do líder Mirassol.

Com chances pouco mais palpáveis de classificação, o time de Vila Oficinas ainda tem uma situação delicada no grupo, com o próprio Paiva admitindo uma condição limitada de seu elenco. Com poucas opções, o treinador lançou mão dos garotos como salvação, e foi justamente um dos jogadores do sub-20, o atacante Bahia, que deu a vitória sobre o Cerâmica, no último domingo. “Hoje tinha quatro, cinco jogadores da base. Praticamente nosso treinamento tava sendo com a base, o operariano tem que ter noção que tem que ter o alicerce. Agora tem que procurar dentro do elenco, que foi colocado que não vai haver contratação. Mais importante é que resgatamos a força e a garra desses jogadores. Vamos com o que temos, com qualidade, temos atletas que eu confio, que eu sei que vão se comprometer e se doar”, disse o técnico.

BASE Autor do gol da vitória sobre o Cerâmica, Bahia é uma das apostas vindas do sub-20 do Operário - Foto: Fabio Matavelli

BASE Autor do gol da vitória sobre o Cerâmica, Bahia é uma das apostas vindas do sub-20 do Operário
Foto: Fabio Matavelli

Curiosamente, quando assumiu o comando da equipe, Paiva renegou a opção de apelar para os garotos da base para salvar a equipe. Temia, com a má fase do clube, ‘queimar’ as promessas do clube. O departamento médico lotado, no entanto, o fez rever seus planos. Na véspera da partida de domingo, Dhiego Martins se machucou, e com Mateus machucado, Paiva teve de chamar Bahia do sub-20 para a concentração do profissional.

Ainda com chances de classificação, o treinador alvinegro lança mão não apenas dos jogadores da base, mas também do discurso apelando para o emocional. Tendo um jogo decisivo no próximo domingo, contra o Cene, em Campo Grande, Paiva assume que as condições do alvinegro não são das mais fáceis, mas ainda assim, esbanja confiança.

“A gente tem uma limitação, e quando isso acontece, tem que ir para a vontade, e isso está acontecendo, para mim isso é primordial. Acho que os objetivos estão sendo alcançados, dentro de uma situação que a gente sabe que é adversa, mas onde tem fé, tem esperança. Tenho falado para que se o jogo não está bem na técnica, vai na raça. O importante que o Operário somou três pontos e está dentro da competição”, exaltou.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 6/9/2011).

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