Alvinegro estreia hoje na Série D do Campeonato Brasileiro, diante o Mirassol, fora de casa; expectativa é superar desempenho do ano passado, quando alcançou as quartas de final

As ambições do Operário começam a ser testadas a partir de hoje, quando o clube ponta-grossense encara o Mirassol, às 19 horas, pela rodada de abertura da Série D do Campeonato Brasileiro.

É a segunda participação consecutiva do time de Vila Oficinas na quarta divisão nacional, e melhorar o desempenho do ano passado, quando quase garantiu o acesso à Série C, sendo eliminado nas quartas de final, é objetivo assumido pelo alvinegro.

Subir para a terceira divisão foi meta assumida pelos novos gestores de futebol do Operário, que falam, inclusive, em um planejamento a médio prazo vislumbrando por a equipe de Vila Oficinas na Série B em três anos.

REMANESCENTE Edson Grilo é um dos que estavam na campanha alvinegra no ano passado na Série D nacional - Foto: Rodrigo Covolan

REMANESCENTE Edson Grilo é um dos que estavam na campanha alvinegra no ano passado na Série D nacional
Foto: Rodrigo Covolan

Para isso, investiu pesado – em termos comparativos com a realidade da quarta divisão nacional – mantendo boa parte do elenco que fez a terceira melhor campanha no Paranaense deste ano, incluindo Amilton Oliveira, e ainda trouxe reforços que se destacaram no mesmo Estadual.

Em comparativo ao elenco que quase subiu no ano passado, muita coisa mudou. Do time que estreava diante o São José, no Rio Grande do Sul, nenhum jogador permaneceu em Vila Oficinas. Edson Grilo e Ícaro, contratados no decorrer são os únicos do time que começa jogando hoje à noite que defenderam o alvinegro na D do ano passado.

A aposta de Amilton Oliveira é repetir a fórmula que deu certo no Paranaense. Montar uma equipe baseada em um meio campo de qualidade, sobretudo ofensivamente, e que atue com velocidade. O treinador, entretanto, garante que se preciso, muda estas características, de acordo com as exigências da competição. “Se der a gente vai correr também, temos jogadores de pegada também, se for preciso. Os jogadores sabem da responsabilidade, mas é um grupo qualificado”, garante o técnico.

Improvisado na lateral-direita, o volante Serginho Paulista admite a ansiedade para a estreia na competição. “Estreia é um jogo diferente. Teve toda uma preparação especial para o jogo e é normal ter aquele frio na barriga, uma ansiedade. Mas a gente está bem preparado, o Amilton Oliveira passou algumas coisas sobre o adversário, e mais tarde vai passar mais algumas coisas”, atenua o jogador.

O Operário estreia diante o Mirassol, fora de casa, hoje, a partir das 19 horas com a seguinte escalação: Filipe, Serginho Paulista, João Paulo, Nelinho e George; Zé Leandro, Edson Grilo, Cícero e Ceará; Mateus e Ícaro.

Distâncias e custos são desafios
Mais do que aspectos técnicos, os desafios da Série D nacional muitas vezes estão fora de campo. Longas distâncias a serem percorridas e os gastos excessivos na competição são apontados como principais empecilhos para os clubes que participam.

Os dirigentes do Operário admitem que a quarta divisão nacional não é interessante financeiramente falando, mas encaram a competição como uma espécie de investimento a longo prazo, antevendo acessos para as Série C e B, onde poderiam ter lucros e ver o retorno da quantia aplicada na competição deste ano.

As distâncias percorridas são outro desafio que a Série D impõe. Somente na primeira fase o clube ponta-grossense irá percorrer mais de cinco mil quilômetros. AS idas até Campo Grande3, onde irá enfrentar o Cene, e Gravataí, onde encara o Cerâmica, são os destinos mais distantes que o alvinegro irá percorrer na fase inicial.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 17/7/2011).

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