Derrota em casa, pressão da torcida, jogador indo embora, outro se machucando, e para piorar um julgamento que pode render perda de mando. Em meio a tudo isso, um jogo diante o vice-líder do campeonato e um dos favoritos ao título.

O cenário do Operário neste meio de semana não é dos mais tranquilizantes. O time ponta-grossense encara o Atlético-PR hoje, às 22 horas, no Germano Krüger, em meio a um princípio de crise e com (mais) problemas surgidos nas últimas horas.

Não bastasse estar pressionado por uma vitória após um fracasso em casa, o alvinegro viu, no último treino antes do confronto de hoje, um de seu principais jogadores se lesionar e ficar afastado por no mínimo 15 dias. O zagueiro Valtinho, que retornaria ao time titular após cumprir suspensão no último rompeu os ligamentos do tornozelo no treino de ontem, e deve ficar afastado dos gramados durante quase um mês. Amilton Oliveira contava com Valtinho para escalar um Operário com três zagueiros diante o Atlético-PR.

Foto: FINALMENTE Mateus, enfim, tem condições e irá compor o ataque do Operário hoje à noite

FINALMENTE Mateus, enfim, tem condições e irá compor o ataque do Operário hoje à noite

Sem Valtinho e Zé Lean­dro, suspenso pelo vermelho tomado no último domingo, oliveira escalou Lucas Michels, ao lado do goleiro reserva Filipe, o único no elenco que ainda permanece desde de 2008. Filho do gestor Dorli Michels, o volante chegou a ser titular durante alguns jogos em sua primeira temporada no Operário, mas acabou perdendo espaço nas temporadas seguintes.

A defesa do Operário hoje será a mesma que atuou contra o Arapongas, com João Paulo e Vinícius, e com Lisa e Gilson nas laterais.

As boas notícias ficam por conta do retorno de Rilber, que volta após sentir uma lesão que o afastou do jogo dian­te o Arapongas, e finalmen­te a estreia de Mateus. O atacante enfim teve seu nome divulgado no BID ontem e poderá estrear pelo time ponta-grossense. O ataque será formado pelo estreante e Fabio Buda, que segue como titular.

A derrota em casa para o Arapongas fez com que o clima ficasse pesado em Vila Oficinas. Cobranças e vaias do torcedores colocaram em xeque o trabalho da comissão técnica, que, pressionada, vê num triunfo em casa uma salvação.

Escalação - Operário x Atlético Paranaense

Julgamento
Outro problema para Oli­veira será a saída de Edson Grilo. Escalado para o banco de reserva no jogo de hoje à noite, o meia faz sua despedida de Vila Oficinas, após ter acertado sua ida para o futebol japonês. Grilo é o terceiro jogador que deixa o Operário por ofertas vindas de outros clubes. Antes, Ícaro havia sido negociado com o futebol coreano, e em seguida o zagueiro Tinoco deixou o Operário após receber proposta do Paysandu.

Fora de campo, o Operário ainda terá de lidar com a possibilidade de uma perda de campo. O clube vai a julgamento hoje pelo TJD, onde é indiciado pelo artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por conta do incidente ocorrido no jogo contra o Coritiba, quando foi cons­tatado que um rádio foi ati­rado em campo. Se conde­na­do, o Operário é passível de pena que varia de multa, de R$ 50.mil a R$ 500 mil reais, ou até perda do mando de campo de uma a três partidas.

Ação de marketing desagrada alvinegros
Antes do confronto no Germano Krüger, o primeiro fora da capital neste paranaense, o Atlético-PR desenvolve hoje uma ação de marketing com o intuito de divulgar o nome do clube e angariar mais torcedores.

Os atleticanos de Ponta Grossa foram convidados a participar e ganhar prêmios em ações como o “Agente Secreto” e o “Baby CAP”, além de uma sessão de autógrafos com os jogadores do Atlético. O projeto irá percorrer todas as cidades em que o Atlético jogar no interior do estado, seguindo o cronograma de jogos do clube no Estadual.

Embora os dirigentes do Atlético-PR tenham afirmado que a ação não é contra o Operário, a iniciativa rubro-negra não agradou a alguns torcedores do Operário, sobretudo aqueles que fazem campanhas para que o torcedor da cidade use as cores do time da cidade e não de outras equipes. Vice-presidente da organizada Trem Fantasma, Thiago Moro, em um artigo publicado no site operario.com, viu a ação de marketing como ‘falta de ética e bom senso’.

Antes, na véspera do jogo entre Operário e Coritiba, a direção de marketing do time alviverde fez ação semelhante, pondo o mascote do clube o ‘Vô Coxa’, para desfilar em Ponta Grossa.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 26/1/2011).

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