Equipes do interior do Estado apostam em nomes ‘manjados’ como técnicos, enquanto Operário adota estratégia dos últimos anos em trazer ‘novidades’

Nos últimos anos o Operário se notabilizou por optar em apostar em técnicos menos conhecidos no circuito do futebol paranaense, e para o Estadual do ano que vem a tendência é que o clube de Ponta Grossa seja um dos poucos a adotar esta estratégia.

Até agora, Roma e Iraty são as duas equipes – com exceção do Rio Branco, que ainda se vê envolto em briga judicial para permanecer na primeira divisão – que não oficializaram seus treinadores, e na relação dos comandantes já anunciados, a relação é de nomes bastante conhecidos no interior paranaense.

Sem muita experiência no futebol profissional, Carlos Henrique Paiva é aposta do Operário como técnico no Paranaense

Sem muita experiência no futebol profissional, Carlos Henrique Paiva é aposta do Operário como técnico no Paranaense

O Londrina, recém-egresso da Divisão de Acesso, manteve Claudio Tencati, técnico que esteve à frente do Tubarão na Segunda Divisão neste ano, e que em outras temporadas acumulou passagens pelo Cianorte e Iraty. O Arapongas acertou com Ronaldo Bagé, que este ano levou o Cianorte ao título do interior e à disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

O Cianorte, por sua vez, irá manter Gilberto Pereira, contratado para o segundo semestre. Além do treinador, assim como o Operário, a base que disputou a quarta divisão nacional foi mantida.

No Paranavaí, mais uma vez Itamar Bernardes será o treinador. O mesmo vale para a relação entre Toledo e Rogério Perrô. Este ano o técnico mais uma vez esteve à frente da equipe do Oeste, e conseguiu assegurar o retorno para a primeira divisão, sendo confirmado no cargo em 2012.

O Operário manteve Carlos Henrique Paiva , que assumiu o time profissional nos últimas quatro jogos da Série D, e antes comandou o time sub-20 alvinegro (que chegou até às semifinais no Paranaense).

A estratégia de contratar treinadores que não sejam tão conhecidos no interior paranaense tem sido comum nas últimas temporadas do Operário, que teve pelos menos três técnicos ‘desconhecidos’.

Com exceção da experiência na reta final da Série D, Paiva não possui nenhuma outra experiência à frente de um time profissional do Paraná ou qualquer estado. Ainda assim, Paiva, em sua apresentação se disse preparado para as eventuais pressões, afirmando que este seria o momento ideal para assumir um projeto profissional.

As apostas do Operário nos últimos anos

2008:
Rodrigo ‘Casca’ Muller – Assim como Carlos Henrique Paiva, assumiu o profissional após comandar o sub-20 um ano antes. Questionado por parte da torcida, levou o Operário próximo ao acesso à primeira divisão, perdendo a oportunidade na última rodada.

2010:
Pedro Damião ‘Caçapa’ – Antes treinador de goleiros, em seguida auxiliar, assumiu o profissional no lugar de Norberto Lemos, na reta final do Paranaense e foi mantido na Série D nacional, onde quase conseguiu subir para a Série C.

2011:
Amilton Oliveira – Com experiência no futebol do Rio de Janeiro, assumiu sob desconfiança do torcedor e chegou a ser questionado no Paranaense. Entretanto, no mesmo Estadual, esteve à frente da equipe que obteve a melhor campanha do clube nos últimos 20 anos.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 27/10/2011).

Uma resposta a Diário dos Campos: Operário é exceção com ‘aposta’ em treinador