Ano do alvinegro foi marcado por momentos históricos, como no Paranaense, mas também por fracassos, como na Série D

Altos e baixos. Assim pode ser definido o ano do Operário. O clube ponta-grossense chegou tão alto como poucas vezes em sua história, mas também conheceu os pontos baixos de uma temporada irregular.

O ano que antecedeu o centenário alvinegro foi marcante. Turbinado pela ajuda da Premier Soccer, grupo de empresários do Rio de Janeiro, o Fantasma apostou em um técnico até então desconhecido (Amilton Oliveira), mas trouxe Jair Pereira (treinador com passagens por Corinthians, Vasco, Flamengo e seleção brasileira) para ser uma espécie de manager. Deu certo, e o Operário terminou o paranaense em terceiro lugar, na melhor campanha que o clube fez desde 1991. O posto de melhor time do interior ainda garantiu o alvinegro na Copa do Brasil do ano que vem, algo inédito em seus quase cem anos de existência.

No Paranaense deste ano, o Operário fez a melhor campanha dos últimos 20 anos

No Paranaense deste ano, o Operário fez a melhor campanha dos últimos 20 anos

A campanha da equipe de Amilton Oliveira no Paranaense, no entanto, exemplificou bem como foi o ano em Vila Oficinas. Apesar do feito histórico, a equipe teve de conviver com cobranças da torcida pelos maus resultados, principalmente nas últimas rodadas do Estadual (na ‘Final do Interior’, em Cianorte, jogadores e torcedores chegaram a brigar na saída do estádio).

Se viveu o seu auge no Estadual, no segundo semestre o Operário foi decepcionante. A Premier Soccer assumiu completamente o futebol no clube, e prometeu investimentos e a briga pelo título nacional na Série D. A campanha na quarta divisão, porém, ficou abaixo do esperado, com o time sendo eliminado na primeira fase e com Amilton demitido no meio do caminho.

O ano ainda terminou com o fim da parceria com os empresários cariocas e o Operário assumindo o futebol profissional, pela primeira vez desde 2006, sem nenhum gestor.

Da Redação (Diário dos Campos – 31/12/2011).

2 respostas a Diário dos Campos: Operário de altos e baixos