O Operário projeta um caminho em ascendência e tranquilo daqui para frente no Campeonato Paranaense. Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, o clube quer aproveitar o melhor momento que viveu até agora no Estadual e finalmente engrenar e deixar a desconfiança do torcedor para trás.

Após o triunfo em casa – o primeiro na competição – Amilton Oliveira aproveitou para rebater as críticas recebidas (“muito contundentes”, em sua opinião), e projetar sua equipe em uma ascendente nas próximas partidas. “O Operário está numa crescente e vai subir. Até pegar ritmo de jogo, esta equipe vai crescer muito. Agora temos duas rodadas fora de casa mas vamos com humildade, não ganhamos nada, a vitória sobre o Atlético-PR já é passado”, pregou o treinador na coletiva após o jogo de quarta-feira à noite.

Foto: ESTREIA Operário viu, após chegada de Mateus, seu ataque marcar pela primeira vez no Paranaense

ESTREIA Operário viu, após chegada de Mateus, seu ataque marcar pela primeira vez no Paranaense

Mais do que abafar um prin­­cípio de crise que começa­va a surgir em Vila Oficinas, a vi­tória do Operário sobre o Atlé­tico-PR serviu para o torce­dor ver um alento em seu time. O ataque finalmente en­­gre­nou – sobretudo com a estreia de Mateus, um dos des­­taques da vitória alvinegra – e um jogador do setor – He­vandro – marcou pela pri­meira vez no Paranaense.

Justamente este acerto que o técnico espera ver ser man­tido nas próximas rodadas. “Essa equipe vem se doan­do, e a gente espera que o jogo de hoje (quarta-feira) não seja exceção, esperamos uma regularidade daqui para frente”.

Na sequência do Estadual, o Operário agora encara um sequência longe de casa. O primeiro compromisso será no domingo, diante o Rio Branco, em Paranaguá. Em seguida, na quinta-feira, o alvinegro vai até Apucarana pegar o Roma. Para o jogo no litoral, Amilton Oliveira indicou que deverá manter os titulares do triunfo no Germano Krüger, exceto surja algum problema físico.

Reforços e julgamento
Preocupações fora de campo, déficit no elenco e possibilidade de perda de mando de campo também foram alvos de boas notícias no time ponta-grossense na noite de quarta-feira. No TJD, pouco antes de enfrentar o Atlético-PR, o Operário foi julgado pelo incidente ocorrido no jogo contra o Coritiba, quando um rádio foi arremessado no gramado do Germano Krüger. Podendo receber uma multa entre R$ 50.mil e R$ 500 mil ou até mesmo perder o mando de campo, o clube ponta-grossense acabou sendo absolvido.

Já a diretoria alvinegra reafirmou seu compromisso de buscar reforços para o elenco. Baiano, atacante que já acumula passagens anteriores pelo Operário, está mais distante de Vila Oficinas, já que o acerto com o presidente do Madureira está emperrado. Em contrapartida, os dirigentes alvinegros acertaram com Ceará, meia que defendeu o Iraty no ano passado, e que estava no Camaçari, na Bahia. O jogador era esperado para chegar em Vila Oficinas no final da tarde de ontem.

Time põe fim a jejum em casa
Além de recuperar o Operário na tabela, o triunfo sobre o Atlético-PR também serviu para matar as saudades do torcedor alvinegro com a vitória. Antes de bater o rubro-negro da capital, o time de Ponta Grossa vinha de um pequeno jejum de fracassos diante seu torcedor.

Pelo Campeonato Parana­ense deste ano, o Operário acumulava duas derrotas em Ponta Grossa, além de não ter marcado até então nenhum gol em seu próprio estádio. A última vitória alvinegra no Germano Krüger havia sido em setembro do ano passado, pela Série D do Campeonato Brasileiro, contra o Metropolitano. Após este triunfo o time ponta-grossense ainda voltou a atuar em casa por mais duas vezes na quarta divisão nacional, mas acabou saindo derrotado, para Joinville e Madureira.

Já o Atlético-PR segue com sua sina neste Paranaense, de sofrer gols no primeiro tempo. Em todos os jogos o time de Sérgio Soares começou perdendo, conseguindo se reabilitar, somente no segundo tempo, contra Corinthians-PR e Iraty. Na próxima rodada os atleticanos voltam a jogar diante de seu torcedor, quando enfrentam o Roma, no domingo.

Por Jefferson Augusto (Diário dos Campos – 28/1/2011).

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