A partir das 15h30 de hoje, o Operário se depara com uma situação até agora inédita para ele no Campeonato Paranaense. Não irá atuar diante de seu torcedor, onde após causar certa desconfiança passou a ser mais constante nas últimas rodadas, tampouco irá jogar com a torcida contra, em campo adversário, situação na qual se mostrou bastante eficiente no primeiro turno.

Por conta do veto imposto ao Estádio dos Pássaros, o alvinegro encara o Arapongas em campo neutro, no Albino Turbay, em Cianorte. Mais de 140 quilômetros distante de sua casa, a equipe do norte deverá ter poucos torcedores se deslocando para apoiá-la. Melhor para os ponta-grossenses, que mais do que um bom público contra – o Estádio dos Pássaros tem média de 2.542 torcedores no primeiro turno –, se livram de atuar em um gramado bastante criticado por outras equipes que lá atuaram. Foram as reclamações, sobretudo de Coritiba e Paraná, sobre o péssimo estado do gramado, apenas pintado de verde em algumas partes, para disfarçar as falhas, que fizeram com que a casa do Arapongas fosse interditada. A gente ouviu falar que o gramado deles estava muito ruim mesmo, e somos um time que trabalha a bola, então um campo ruim dificulta bastante para nós”, opina Cambará, artilheiro do Operário na temporada com cinco gols. Se o camisa 7 comemora o fato de jogar em um campo melhor, minimiza o fato de atuar em um campo ‘neutro’. “Para nós não influencia tanto, talvez mais para eles (do Arapongas), que não terão tanto apoio como teriam se jogassem em casa. Para nós a é a mesma postura que adotamos quando jogamos com estádio cheio ou vazio”.

Foto: VANTAGEM Artilheiro do Operário, Cambará vê vantagem em equipe atuar em Cianorte, com gramado melhor

VANTAGEM Artilheiro do Operário, Cambará vê vantagem em equipe atuar em Cianorte, com gramado melhor

Se pelo menos fugiu de um gramado ruim, elenco e comissão técnica foram obrigados a estender o tempo na estrada, indo até a praça mais distante da primeira divisão. “É melhor andar mais um pouco e jogar num gramado bom, que favorece nosso time, que é de toque de bola”, analisa o treinador Amilton Oliveira.

“Nosso time toca muito a bola, então isso (a mudança para um gramado em melhores condições) influencia, acredito que vai nos favorecer nesse sentido, de chegar a bola em melhores condições para mim e para o Mateus”, endossa o coro Ícaro, que não nega que preferia ver as arquibancadas mais cheias, ainda que fossem de torcedores rivais. “Particularmente prefiro jogar em estádio cheio, e com torcida contra também motiva. Acredito que isso vai influenciar de alguma maneira sim”, conclui.

Rival causou incômodo
Considerado adversário direto do Operário na briga pelo título do interior, o Arapongas causou dor de cabeça aos ponta-grossenses no primeiro turno. Então treinada por Lio Evaristo, a equipe do norte veio atuar no Germano Krüger e surpreendeu, vencendo por 1 a 0.

“É um adversário forte, sabemos que vamos ter dificuldades. Eles vieram aqui e ganharam, e é um dos nossos concorrentes diretos pela vaga na final do título do interior”, alerta Cambará.

Durante o primeiro turno o Arapongas, recém egresso da Divisão de Acesso, foi oscilante, mesclando boas atuações contra Atlético-PR, vencendo na estreia, na Arena, Coritiba e o próprio Operário, com tropeços como a derrota em casa para o Rio Branco.

Hoje, a equipe do técnico Toninho Moura pode ter os retornos do zagueiro Bruno Matavelli e do volante Fabinho, ausentes no empate em 1 a 1 com o Cianorte no meio de semana.

Escalação - Arapongas x Operário - 13/03/2011 - Diário dos Campos

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 13/03/2011).

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