As fichas para uma reerguida do Operário no Campeonato Paranaense estão colocadas sobre duas estreias. Para o jogo contra o Paraná Clube, às 21 horas, na Vila Capanema, Amilton Oliveira mexe nos titulares, não com a abdicação dos três volantes prometidas após a derrota para o Paranavaí em casa, mas lançando mão de dois estreantes.

Ceará, enfim tem condições de jogo e fará sua primeira partida com camisa alvinegra. Na frente, Ícaro foi confirmado como titular hoje à noite. Mal retornou da Coreia do Sul, o centroavante que marcou quatro gols pelo alvinegro na Série D do Brasileiro do ano passado volta a atuar pelo clube ponta-grossense.

Com o peso de ser uma das grandes contratações do clube para o estadual e a missão de conduzir o meio de campo alvinegro, o meia se diz tranquilo para a estreia, e refuta a condição de ‘salvador da pátria’. “Estou tranquilo (para a primeira partida pelo alvinegro), aqui ninguém tem mais responsabilidade que o outro, é um grupo. Vamos jogar contra uma grande equipe, e tem que estar muito ligado, bem focado”, discursou o meia, que curiosamente, volta a atuar pelo futebol paranaense justamente contra o último clube do estado que defendeu.

Foto: SEM PRESSÃO Ceará (dir) estreia e nega que seja principal responsável para recuperação do Operário após derrota

SEM PRESSÃO Ceará (dir) estreia e nega que seja principal responsável para recuperação do Operário após derrota

Após sinalizar com a retirada de um dos três volantes que vinha mantendo desde o início do campeonato, Amilton Oliveira acabou trocando apenas uma peça no meio de campo. Rilber dá lugar a Ceará, em compensação Cambará deverá atuar mais adiantado, como um meia, em um ‘4-4-2 clássico’, na definição do próprio treinador do Operário. “Futebol é mais função do que posição, o jogador tem de ser múltiplo, principalmente no meio de campo. Acredito que ainda não é o momento de ter dois meias mais agressivos”, analisou o treinador.

O treinador ainda voltou a admitir culpa pela derrota – a terceira – em casa, porém, vê seu grupo ‘em um bom momento’, apesar dos resultados negativos em casa. “O time vem em um momento bom, embora não tenha conseguido cumprir os objetivos em casa, e esse tem sido o diferencial negativo. Agora é uma questão moral buscar esses resultados”, disse. “É claro que vou errar e acertar, como qualquer outra pessoa. Mas espero reverter essa situação, apoio não tem faltado”, completou.

Em crise, rival tenta a primeira vitória
Bancado pelo presidente Aquilino Romani, Roberto Cavalo vê o jogo de hoje como última oportunidade para ser mantido no cargo de treinador do Paraná Clube. Sem vencer nenhuma partida, na lanterna do Paranaense, e dono da pior defesa do campeonato, o adversário do Operário de hoje se vê afundado em uma crise sem precedentes.

A permanência de Cavalo causou um celeuma entre presidência, treinador e direção de futebol do Paraná Clube, que pedia a demissão do atual técnico. Sem muitas opções (o treinador não tem opções para a zaga, já que Carlinhos e Wellington foram dispensados), Cavalo deve lançar mão de Kelvin – que após uma longa novela sobre sua permanência ou não no tricolor – como última esperança para conseguir um triunfo e se manter no cargo no clube.

09/02/2011 - Escalação Operário

Por Jefferson Augusto (Diário dos Campos).

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