Alvinegro já tem asseguradas verbas de cotas de televisão e patrocinadores, que iriam ajudar manter equipe no Paranaense no ano que vem, caso parceira fosse rompida

O futuro do Operário passa, impreterivelmente, pela Premier Soccer. A empresa do Rio de Janeiro assumiu o futebol do Operário no meio deste ano, e ambicionava subir para a Série C, e ainda chegar a Série B em 2013. O planejado pelos empresários não ocorreu, o time ponta-grossense está eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro deste ano.

O clube tem, por contrato, seu futebol ainda nas mãos da empresa que também administra o Bangu, no Rio de Janeiro, mas com o fracasso na quarta divisão nacional, poderia deixar Vila Oficinas. O manager Jair Pereira, logo após a derrota para o Cene, no último domingo, disse que reuniões devem ser feitas durante esta semana no Rio de Janeiro, para traçar os próximos da parceria.

Se a parceria com os empresários do Rio vier a ser rompida, pela primeira vez em quatro anos o Operário não teria, de imediato, um parceiro para administrar o futebol profissional. Dede que assumiu a presidência do Operário, ainda em 2007, Carlos Roberto Iurk defendeu a adoção de parceiros, sob a justificativa de que o os cofres do clube não conseguiria arcar com a manutenção de um time profissional.

Hoje, este cenário seria diferente de outros anos. Com a vaga assegurada no Paranaense do ano que vem, o Operário teria, ao menos, a cota de televisão, ainda não discutida. Para efeito comparativo, neste ano, o alvinegro recebeu algo em torno de R$ 200 mil, sendo que neste ano o Paraná teve direito a R$ 700 mil, mesmo valor que Atlético-PR e Coritiba. Com o tricolor fora da primeira divisão, a tendência é que os valores para as equipes do interior tenham um acréscimo.

Além da cota televisiva, ainda há contratos de patrocínios firmados este ano, com extensões válidas até o ano que vem e que ajudariam na folha mensal do clube.

A definição sobre a parceria entre o Operário e os empresários cariocas deve acontecer somente nos próximos dias. Mesmo após as reuniões no Rio de Janeiro, Jair Pereira afirmou que o assunto deverá ser abordado somente após o Operário encerrar sua participação na Série D, no domingo, quando o time ponta-grossense, sem chances de classificação, enfrenta o Mirassol, no Germano Krüger, no domingo.

Os administradores do futebol no Operário nos últimos anos
2007: O então deputado estadual Jocelito Canto assumiu o futebol profissional do clube, mas a equipe não conseguiu subir para a primeira divisão estadual.

2007/2008: Um grupo gestor liderado pelo empresário Francisco Carlos de Jesus, o Chico da Bracol firma um contrato com Operário e em sua primeira competição, quase consegue o Acesso. Porém, ao se envolver em uma polêmica no último jogo contra o Foz, o Operário é quase banido do futebol.

2009: Chico da Bracol deixa o grupo gestor, que fica sob responsabilidade de Dorli Michels e Franco Menezes. Após 14 anos, o clube enfim consegue voltar à primeira divisão estadual.

2010: Em seu retorno à elite, o alvinegro consegue garantir uma vaga na Série D nacional, onde chega até às quartas de final. No meio do ano, Franco Menezes deica o grupo gestor.

2011: Solitário, Dorli Michels passa a contar com o apoio da Premier Soccer. No Paranaense, faz umn boa campanha e fica com o 3º lugar. No meio do ano, Dorli deixa o clube e os empresários do Rio assumem por completa a administração.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 15/9/2011).

Uma resposta a Diário dos Campos: Cotas e patrocínio bancariam ‘voo solo’ do Operário