O regulamento obriga o Operário a pensar, quase que exclusivamente nas cobranças de pênaltis nos próximos cinco dias. Se quiser faturar a Final do Interior do Campeonato Paranaense, o time ponta-grossense inevitavelmente terá de passar pelas cobranças, já que a derrota no último fim de semana obriga a equipe alvinegra a vencer o Cianorte no próximo domingo no tempo normal, e em seguida ir para as penalidades máximas.

“O regulamento nos obriga a isso. O foco é a cobrança dos pênaltis. A gente vai lutar até o fim pra ganhar o jogo, e consequentemente, ir para as cobranças”, prega Amilton Oliveira. Ontem, no primeiro treino após a derrota no Albino Turbay o treinador já pôs o elenco para treinar as penalidades, procedimento que deve adotar até a véspera do jogo.

SEGURANÇA Ivan afirma que competência pesa mais do que sorte em pênaltis, e diz que irá cobrar um das penalidades no domingo

SEGURANÇA Ivan afirma que competência pesa mais do que sorte em pênaltis, e diz que irá cobrar um das penalidades no domingo

Na concepção do técnico, deve bater aqueles que mostrarem melhor aproveitamento ao longo da semana, mas sem deixar de lado o aspecto psicológico no próximo domingo. “Pesa muito o lado emocional nessas horas, isso de bater bem é muito relativo, teve muito jogador com qualidade que na hora acaba pesando esse lado emocional”.

Que pese o aspecto psicológico para o Operário decidir o título do interior, Amilton terá de trabalhá-lo muito bem, já que justamente em casa que o Operário teve seus piores momentos no Estadual, sob justificativa, exatamente de ter pecado no lado emocional. Para piorar, no último domingo um grupo de torcedores foi até o vestiário alvinegro pressionar elenco e comissão técnica pela má atuação em Cianorte. “Não pode fugir da nossa casa, e melhor hora (para acabar com as más atuações em Vila Oficinas) não podia ter”, complementa Amilton.

Papel fundamental em uma eventual cobrança de pênaltis terá Ivan. O goleiro, que ao longo do Paranaense defendeu duas cobranças, uma delas, inclusive, diante o Cianorte, defende a meritocracia em lugar da sorte na hora das penalidades. “Não existe sorte. A sorte vem com trabalho. Pênalti é competência, treinamento. Estou bastante tranquilo, (a cobrança de pênaltis) vai ser muito importante, o maior do jogo, a oportunidade para dar este título diante da torcida”. O goleiro, inclusive, se bancou com o um dos cobradores, caso a decisão vá para os pênaltis.

“Eu vou cobrar. Treinei bastante e vou conversar com o professor para bater”.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 11/5/2011).

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