Amilton Oliveira chegou a ser questionado, antes e durante as primeiras rodadas do Campeonato Paranaense deste ano, entretanto, acabou se segurando no comando alvinegro e chega à reta final do Estadual como integrante de um seleto grupo: os de treinadores que não deixaram seus cargos no meio da competição.

Apesar de ter conseguido se manter no comando alvinegro, Amilton Oliveira não assegura sua permanência para o segundo semestre. “Até agora ninguém da diretoria não falou nada. Sei que estão fazendo o planejamento, alguns contratos de jogadores foram renovados (casos de Dhyego Martins, João Paulo, Zé Leandro, entre outros), mas a mim não chegou nada”, minimiza.

FIRME Amilton permanece desde o começo do Estadual; treinador diz não ter negociado renovação

FIRME Amilton permanece desde o começo do Estadual; treinador diz não ter negociado renovação

Restando apenas quatro partidas para o fim do segundo turno – e caso o Coritiba confirme o bom desempenho – ou até mesmo para encerrar o Estadual, quase um terço dos participantes do Paranaense 2011 não trocou de treinadores.

A dança dos técnicos incluiu nomes com certa bagagem dentro do Estado. Ivair Cenci, por exemplo, um dos treinadores mais ‘rodados’ no Paraná, não sobreviveu à péssima fase do Cascavel, e acabou perdendo o posto. Gilberto Pereira por muito tempo desfruta do prestígio de ter trabalhos no interior frequentemente elogiados, mas a série de maus resultados do Iraty acabaram o derrubando do Iraty. Amauri Knevitz tem em seu currículo um título estadual conquistado pelo Paranavaí em 2007, fator não suficiente para o manter no Corinthians-PR neste ano. Lio Evaristo, outro treinador de renome no circuito do interior, também acabou rodando no Arapongas.

A troca de técnicos também atingiu parte do trio da capital, com o Paraná Clube trazendo Ricardo Pinto para assumir o cargo deixado por Roberto Cavalo, na missão de livrar o Paraná do rebaixamento. Já o Atlético-PR, atual segundo colocado no segundo turno e na classificação geral, terá seu quarto treinador em menos de cinco meses.

Adílson Baptista herda a cadeira deixada por Geninho, demitido mesmo estando invicto e ter vencido o clássico contra o Paraná minutos antes de deixar o clube. Antes, o rubro-negro já havia sido comandado por Sérgio Soares e Leandro Niehues.

Criticado antes, e sobretudo após derrotas em casa, Amilton Oliveira chegou, inclusive, a colocar seu cargo à disposição, mas sobreviveu no comando da equipe, se mantendo à frente de uma das melhores campanhas do Estadual deste ano.

Oliveira admite que sua manutenção no cargo em Ponta Grossa se deu por resultados chaves. “Tenho noção de que se não ganhássemos­ do Atlético-PR aqui, eu teria caído, mas aquele jogo foi um divisor de águas, não par mim mas para o elenco todo, e começou a nossa ascensão”, relembra o treinador, que nega um teor de revanche no fato de ser um dos cinco técnicos sobreviventes do Paranaense. “Não sou revanchista, mas ouvi muitas críticas por não ser um técnico que conhecia o futebol paranaense. Acho que às vezes é preciso dar a oportunidade para se trabalhar”.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 6/4/2011).

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