Em casa, com uma vitória maiúscula por 6 a 2 sobre o Operário/PR, o Madureira garantiu seu esperado acesso à Série C do Campeonato Brasileiro

Uma tarde histórica para o Tricolor Suburbano. Em casa, com uma vitória maiúscula por 6 a 2 sobre o Operário/PR, o Madureira garantiu seu esperado acesso à Série C do Campeonato Brasileiro com uma grande festa na Rua Conselheiro Galvão. Brindada com uma atuação de gala, a torcida impulsionou o time até o fim, com direito a gritos de “Olé”. No placar agregado, que computa os resultados dos dois jogos, o resultado foi de 10 a 3 a favor do time carioca.

Foto: Jogadores do Madureira comemoram um dos gols da goleada de 6 a 0 aplicada sobre o Operário Ferroviário

Jogadores do Madureira comemoram um dos gols da goleada de 6 a 0 aplicada sobre o Operário Ferroviário

Nos primeiros minutos, o Operário mostrou acreditar que seria possível reverter a vantagem aberta pelos cariocas no jogo de ida, por 4 a 2, em Ponta Grossa. Os Alvinegros se lançaram ao ataque, buscando o primeiro gol cedo, mas esbarraram no mesmo problema do jogo de ida: o perigosíssimo contra-ataque do Tricolor Suburbano, que abriu o placar logo aos quatro minutos de jogo.

Lançado pela esquerda, Maciel avançou. A marcação afastou o perigo, mas o atacante insistiu e, quase da linha de fundo, bateu cruzado e a bola foi parar no ângulo esquerdo de Ivan, que não conseguiu acompanhar: Madureira 1 a 0.

Após o gol, o jogo esfriou. O classificação ficou mais difícil para o Operário que, desinteressado, oferecia poucas oportunidades de contra-ataque para o time carioca. Mas, aos 37 minutos, o Hiroshi aproveitou bola cruzada da esquerda e subiu mais que a defesa para ampliar: Madureira 2 a 0. No minuto seguinte, Alex sofreu pênalti. O volante-artilheiro Rodrigo cobrou com categoria, no canto esquerdo de Ivan, e transformou a vitória parcial em goleada: Madureira 3 a 0, antes dos quarenta minutos de jogo.

Com a goleada desenhada, o técnico Paulo Caçapa, do Operário, promoveu mudanças. Tirou o volante Dário para colocar zagueiro Vinícius. E, para mostrar poder ofensivo, promoveu a entrada do atacante Léo Gazola na vaga de Rogerinho, mas as mudanças ficaram longe de surtir o efeito esperado.

Segundo tempo: início eletrizante
Com a classificação praticamente definida, era pouco provável que o segundo tempo pudesse ser de pura emoção. Mas foi exatamente o que aconteceu. O Operário descontou logo aos quatro minutos, com Péricles, que aproveitou cruzamento da esquerda para, de cabeça, fazer o de honra do time paranaense: 3 a 1.

Três minutos depois, Hiroshi completou bom cruzamento de Valdir e, com a colaboração de um zagueiro, que falhou, passou pelo goleiro e mandou a bola para o fundo da rede: Madureira 4 a 1. Dois minutos depois, em novo ataque do Madura, Pessanha mostrou insistência e, depois de cinco tentativas do Tricolor, o zagueiro conseguiu mandar para a rede de Ivan o quinto gol carioca: 5 a 1.

Mal o Operário deu a saída, e nova blitz do ataque do Madureira. A bola sobrou para Maciel, que viu o goleiro caído e tocou por cobertura para fazer a sena: 6 a 1 para o Tricolor Suburbano, com 11 minutos. O gol terminou por tranquilizar o jogo. Com muitas trocas de passe e diante de um Operário extremamente recuado, o Tricolor apenas administrava a vitória e se contentava em chegar nas falhas do Alvinegro.

Aos 39 minutos, Léo Gazola recebeu cruzamento da direita. A defesa cortou, mas ele acreditou no lance e, após bate-rebate, mandou para o fundo do gol de Jeferson e fechou o placar: Madureira 6 a 2. A tristeza paranaense contrastava com a alegria do boêmio bairro suburbano, que tem agora mais um orgulho que leva seu nome.

A partida
Estádio Aniceto Moscoso (Rio de Janeiro/RJ)
Árbitro: Edilson Ramos da Mata (MT)
Assistentes: Lincoln Ribeiro Tasques e Paulo César Silva Farias (MT)
Madureira: Jeferson; Valdir, Pessanha, Douglas Assis e Baiano; Vinícius (Caio Cezar), Vitor Silva, Rodrigo e Alex (Serginho); Maciel e Hiroshi (Obina). Técnico: Antônio Carlos Roy.
Operário: Ivan; Cassiano, Fabiano, Leonardo e Rogerinho (Léo Gazola); Dário (Vinícius), Péricles, Cambará e Grilo; Edenílson (Lucas) e Baiano. Técnico: Paulo Caçapa.
Cartões amarelos: Vitor Silva (Madureira) ; Cassiano (Operário).
Gols: Maciel (5/1°t e 11/2°t), Hiroshi (37/1°t e 7/2°t), Rodrigo (39/2°t), Pessanha (9/2°t) – Madureira; Péricles (4/2°t) e Léo Gazola (39/2°t) – Operário.

Por Stéfano Salles, do Portal FutRio (JMNews – 17/10/2010).

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