A pré-temporada do Operário chega ao fim esta semana. Um jogo-treino na terça-feira contra um combinado amador de Reserva marca o fim da preparação alvinegra na cidade vizinha. Depois, elenco e comissão técnica são dispensados e se reapresentam dia 26, e dão início à reta final de treinos antes do Campeonato Paranaense do ano que vem, mas aí já em Ponta Grossa.

Os dias em Reserva foram para formar o elenco, ainda incompleto, e Amilton Oliveira moldá-lo de acordo com seu métodos e filosofia de trabalho. Formado em educação física e ex-jogador, com um currículo com passagens como auxiliar técnico em categorias de base da seleção brasileira, Atlético-PR, Fluminense, profissional do Vasco e treinador do Olaria, Amilton se define como um adepto do 4-4-2, estudioso de esquemas táticos e defensor do futebol ofensivo. “Estou há trinta anos no futebol, como jogador com passagens na Europa e Ásia e depois auxiliar e técnico. Acho que o 4-4-2 é é o esquema ideal, até porque dentro dos grandes clube se trabalha nele por ser o esquema adotado na seleção, e hoje em dia ninguém no mundo joga com três zagueiros. O que acontece é que dentro do 4-4-2 existem inúmeras variações, e aí, de acordo com as necessidades vai se trabalhando nele”, teoriza. “Gosto de times ofensivos, sou adepto da filosofia de que a melhor defesa é o ataque”, emenda.

Foto: OFENSIVO Amilton Oliveira defende futebol ofensivo e 4-4-2 em seus times, embora pregue a variação de um mesmo esquema tático

OFENSIVO Amilton Oliveira defende futebol ofensivo e 4-4-2 em seus times, embora pregue a variação de um mesmo esquema tático

No estilo ‘professor’, Amilton renega o perfil ‘durão’, embora assegure que quando necessário irá cobrar de seus jogadores. “Quando necessário eu cobro dos jogadores, porque em algum momento eu também vou ser cobrado, sou quem vai estar na berlinda”, justifica. “Mas costumo ter uma relação amigável com meus atletas, gosto de conversar, discutir com eles sobre esquema tático”, completa.

Sobre o trabalho que vem fazendo no Operário, Amilton promete, pelo menos, muita dedicação e repetir os últimos resultados que o clube ponta-grossense apresentou dentro do estado. “A gente espera fazer o melhor possível, o Operário fez uma campanha boa esse ano, e o mínimo que se pode esperar é dar uma sequência a isso, e chegar o mais longe possível”. “Não posso falar pelos outros times, mas falando por nós, eu tenho certeza que ninguém está trabalhando tanto quanto a gente. Podem estar trabalhando igual, mas mais do que a gente eu acho que não”, finaliza.

Técnico tem ajuda de ‘manager’
Junto de Amilton Oliveira, o Operário ainda incluiu em seu staff para a disputa do Paranaense do ano que vem a figura de um consultor técnico. Jair Pereira, técnico com passagem por grandes clubes nas décadas de 80 e 90, e que irá desempenhar no clube ponta-grossense uma função semelhante à do ‘manager’ que clubes europeus mantém.

No projeto do Operário, Jair Pereira tem como função auxiliar Amilton na montagem do elenco e também na preparação da equipe para a disputa do Estadual.

Figura não muito comum no futebol brasileiro, o manager costuma ter presença mais frequente nos time europeus. Se no Operário Jair Pereira irá desempenhar a função mais distante, intercalando idas ao Rio de Janeiro, nos clubes europeus o papel de manager é, geralmente desempenhado pelo próprio treinador.

Por Jeferson Augusto (Diário dos Campos – 19/12/2010).

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