A briga do Operário, no gramado do Estádio do Sesi, em Blumenau, será por uma vaga entre os dez melhores times da Série D do Campeonato Brasileiro. Para isso, terá de superar o Metropolitano, administrando uma vantagem de ter vencido a primeira partida, no Germano Krüger, por 1 a 0.

Para avançar na competição, o time ponta-grossenses pode empatar, ou até mesmo derrotado,m desde que a diferença no placar seja de um gol, e o Operário balance as redes adversárias.

Por conta do regulamento, nos moldes da Copa do Brasil e da Taça Libertadores, onde o gol fora de casa é critério de desempate, vazar a defesa do time catarinense é algo valorizado por todos em Vila Oficinas.
“Acredito que temos que jogar para fazer um gol, o que nos deixaria em uma situação mais confortável. Não podemos ir para lá pensando somente em se defender”, analisa o volante Diego Zanuto.

Foto: NA FRENTE Operário, de Baiano, busca um lugar entre os 20 melhores da Série D do Campeonato Brasileiro

NA FRENTE Operário, de Baiano, busca um lugar entre os 20 melhores da Série D do Campeonato Brasileiro

O meiocampista, presente em todas as partidas do Operário na Série D, crê em um Metropolitano pressionando, diferente da postura que adotou quando veio a Ponta Grossa, quando se preocupou mais com a defesa, e mesmo quando sofreu o gol, não chegou a oferecer grande risco à defesa alvinegra. “É natural que um time quando jogue dentro de casa tenha uma postura mais agressiva, tenha um ritmo mais forte, mas também temos um elenco qualificado e vamos para lá pensando em fazer uma boa partida”, afirma o volante. A briga do Operário, no gramado do Estádio do Sesi, em Blumenau, será por uma vaga entre os dez melhores times da Série D do Campeonato Brasileiro. Para isso, terá de superar o Metropolitano, administrando uma vantagem de ter vencido a primeira partida, no Germano Krüger, por 1 a 0.

Para Ivan, o fato de não tomar gols hoje significar a classificação alvinegra deve ser desconsiderado. O goleiro menos vazado da Série D também compartilha a tese de que fazer um gol em Blumenau praticamente garante o Operário na próxima fase do campeonato. “A responsabilidade (de classificação) é grande mas não é só minha, não sou só eu quem não toma gol, é o time inteiro. Se fôssemos analisar estes números (de defesa menos vazada do campeonato) teríamos tudo para passar, mas sabemos que não é assim. Nosso time tem de se impor na casa deles e acima de tudo buscar um gol, porque se fizermos, obriga eles a fazerem três”, analisa.

Peso contrário a este planejamento do Operário é o péssimo retrospecto ofensivo que o clube ostenta quando atuou fora de casa. Nas três vezes que jogou fora do Germano Krüger na Série D, o alvinegro não marcou nenhuma vez.

Se o Metropolitano repetir o placar da partida de ida, a decisão irá para os pênaltis. Na sexta-feira o Operário treinou cobranças com todos os titulares, incluindo Ivan, que acertou suas três penalidades. “A gente tem que se preparar, a gente espera que não aconteça, esperamos que possamos nos classificar direto, mas se ocorrer, temos que estar preparados”.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 12/09/2010).

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