Um ano depois de garantir o acesso à 1ª divisão estadual, o Operário faz, contra o Joinville, a primeira partida em casa pelo Campeonato Brasileiro

O Operário completa amanhã um ano na elite estadual. No dia 26 de julho do ano passado o clube ponta-grossense chegava à sua mais importante conquista nos últimos anos. Um empate sem gols diante a Portuguesa Londrinense em um Germano Krüger lotado e encharcado selava o retorno do time alvinegro à elite paranaense, após mais de 15 penosos anos na segunda divisão.

Um ano depois, o Operário entra em campo para outra simbólica partida. Após muitos anos, o Germano Krüger volta a receber uma partida válida por uma competição nacional. A última vez que isto aconteceu foi em 1993, quando o Operário disputou o torneio seletivo para a Segunda Divisão do Brasileiro. Se for levar em consideração a última vez que atuou contra uma equipe fora do Paraná por um campeonato Brasileiro, o jejum se estende por mais um ano. A partida do dia 19 de abril de 1992, quando encarou a Chapecoense, pela mesma Série B nacional, foi o último compromisso oficial diante uma equipe não-paranaense.

Foto: DE VOLTA Cambará é o único jogador do atual elenco que estava na partida que selou a volta do Operário à elite estadual

O jogo de hoje, às 16 horas, no Germano Krüger, é o primeiro do Operário diante de seu torcedor na Série D nacional. Cambará, garantido no meio de campo alvinegro hoje, é o único do atual elenco que estava em Vila Oficinas no ano passado. Para o jogador, as duas situações são distintas, e espera repetir o seu último momento com a camisa alvinegra no Germano Krüger. “Tive a felicidade de estar naquele grupo, um dos mais importantes da história do Operário nos últimos anos, ter o nome marcado na história do clube. Mas agora é outra situação, temos que pensar em alçar novos voos, sempre pensando em colocar o Operário no lugar que ele merece”, diz.

Na passagem anterior pelo Operário, Cambará teve de atuar como meia, enquanto que hoje o jogador tem função mais recuada em campo, como segundo volante. “Minha posição de origem é volante. Ano passado, pela situação, tive de jogar como meia e acabou dando certo, mas minha função é jogar mais atrás. Independente disso, quem for escalado para jogar, tem que corresponder”, analisa.

Um dos jogadores que já atuou com o Germano Krüger lotado, Cambará não teme qualquer tipo de nervosismo mediante as cobranças da torcida. O volante chega a falar em “pressão boa”. “Sabemos da pressão que é jogar aqui, ainda mais vindo de uma derrota. Mas é uma pressão positiva, a gente sabe da qualidade do time. Paciência vai ser fundamental, tocar a bola, e marcar bem para não cometer erros”, aconselha.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 25/07/2010).

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