Dono da melhor defesa da Série D, Operário avança para a terceira fase se não sofrer gols em Blumenau; vantagem foi conquistada após mais uma vitória por 1 a 0

Não tomar gols. Recai sobre o Ivan, o goleiro menos vazado da Série D nacional, juntamente com o capitão Rodrigo De Lazzari e Leonardo (contando talvez com o auxílio de Fabiano) a responsabilidade de manter o melhor desempenho defensivo da quarta divisão e colocar o Operário na terceira fase da competição.

Foto: NA FRENTE Vitória em casa deu vantagem ao Operário no mata-mata com o Metropolitano

NA FRENTE Vitória em casa deu vantagem ao Operário no mata-mata com o Metropolitano

Se a defesa alvinegra, vazada apenas três vezes, passar ilesa na partida de volta contra o Metropolitano, no domingo, o time ponta-grossense avança na Série D. A vitória por 1 a 0 no último domingo, no Germano Krüger, fez com que o clube de Vila Oficinas vá a Blumenau com a vantagem do empate sem gols para se classificar. Caso perca pelo mesmo placar, a decisão irá para os pênaltis.

Se a responsabilidade recai sobre a forte defesa do Operário, o ainda pouco eficiente ataque alvinegro pode facilitar as coisas para o alvinegro. Se o time ponta-grossense fizer um gol no jogo de volta, o Metropolitano terá de vencer por dois gols de diferença para se classificar.

A tarefa não é das mais fáceis, já que balançar as redes em campos adversários é algo inédito ao Operário nesta Série D. Nas três partidas que atuou como visitante, em nenhuma ele conseguiu fazer gols, e além disso, quando atuou em seu estádio, o Metropolitano foi vazado uma única vez.

Até mesmo não sofrer gols pode se tornar algo difícil ao alvinegro, já que como visitante isto aconteceu apenas um jogo, no empate sem gols em Itápolis, contra o Oeste. Já o time catarinense marcou todas as vezes que jogou em casa na primeira fase.

A vitória em casa, ainda que pela margem mínima, foi comemorada pelos operarianos. O gol marcado por Edenílson, que se torna o artilheiro alvinegro na competição, com dois gols marcados, aos 24 minutos do segundo tempo, coroou o planejamento traçado pelo técnico Caçapa, de vencer em casa, e de preferência sem tomar gols. “Em mata-mata 1 a 0 é goleada. Temos um boa vantagem mas sabemos que o time deles tem muita qualidade e será um jogo muito difícil em Santa Catarina”, avaliou, após a partida, que reuniu quase quatro mil pessoas – 3807 espectadores – no Germano Krüger, no maior público que o estádio recebeu na competição nacional.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 7/09/2010).

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