Alvinegro precisa de gols hoje, contra o Oeste, no Germano Krüger; vitória põe o time de Ponta Grossa na zona de classificação

Em um grupo tão equilibrado como o A9 da Série D do Campeonato Brasileiro, gols viraram artigo de luxo. As bolas na rede se transformaram em critério de desempate, em uma chave onde todos os integrantes apresentam o mesmo número de pontos e saldo de gols.

O ataque mais positivo do grupo marcou apenas três vezes, dois tentos a mais que o menos produtivo, no caso, o Operário Ferroviário.

Por conta disso, marcar gols hoje, e logo, vencer o Oeste, se tornam quase obrigação no Germano Krüger. O artilheiro solitário do alvinegro é Edenílson, que marcou o único gol do clube ponta-grossense na competição justamente na Vila Oficinas, na vitória sobre o Joinville.

Foto: ARMAÇÃO Danielzinho é o único jogador de criação no meio de campo do Operário e tem a tarefa de municiar o ataque alvinegro hoje

ARMAÇÃO Danielzinho é o único jogador de criação no meio de campo do Operário e tem a tarefa de municiar o ataque alvinegro hoje

No jogo que começa às 16 horas de hoje, o técnico alvinegro escalou um ataque com Tardeli fazendo companhia a Edenílson, além de ter Danielzinho incumbido de municiar o setor ofensivo do Operário. “Com certeza aumenta a responsabilidade por uma vitória. Está do mundo encarando esse jogo como uma final e temos a tarefa de deixar o Edenílson e o Tardeli na cara do gol, para que essa vitória venha”, afirma o meia, único jogador de criação entre os titulares da equipe ponta-grossense.

Ainda que seja figura solitária na armação de jogadas, o meia refuta ser o único responsável pelas jogadas ofensivas no jogo de hoje. “A bola tem que chegar bem, lá de trás. Só um não resolve, aqui é um grupo, assim como não adianta culpar os atacantes pela falta de gols. Quando perde, perde todo mundo, quando ganha, é todo mundo também”, prega.

Para a partida de hoje, a expectativa é de bom público. No primeiro compromisso em casa o Operário não conseguiu atrair mais do que 2700 torcedores para vila Oficinas, já hoje a esperança, também por não concorrer com nenhum clássico na Série A, é de que as arquibancadas estejam mais cheias.

“Já tinha jogado aqui contra o Operário e sabia que o torcedor incentivava muito. Agora a expectativa é que a torcida compareça e nos apoie para conseguir essa importante vitória”, pede Danielzinho, engrossando o coro feito também pelo volante Dario, que retorna ao time titular. “Esperamos casa cheia, para um jogo que para nós é uma final”.

Uma vitória em casa hoje põe o time na zona de classificação para a segunda fase, com a vantagem do clube fazer o último jogo também diante de sua torcida, no dia 22, contra o São José.

Por Jeferson Augusto (DCMais – 08/08/2010).

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